colar (bóe e- kúie designação genérica de qualquer adorno usado pelos bororo, à guisa de colar). enfiados em cordel de fibra vegetal torcido, segmentos de taquara revestidos de fios de algodão preto e fibra vegetal intercalados por sementes vermelhas e pretas e tufos de penas coloridas. como pingente em forma de plaqueta retangular de madeira, toda ela revestida de envoltório de fios de algodão preto e fibra vegetal formando desenhos geométricos. nos cantos da extremidade superior da plaqueta, duas penas coloridas (azuis e verdes). fabricada pelo povo indígena bororo (família linguística bororo, tronco linguístico macro-jê).
Termos de indexação: SÉCULO XX
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Adorno labial
segmento fino de taquara, revestido de um trançado de fios de algodão preto e acúleos de ouriço tendo numa das extremidades um osso pontiagudo. na extremidade superior, no meio e no final da haste, tufos de penas amarelas. fabricada pelo povo indígena bororo (família linguística bororo, tronco linguístico macro-jê).
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Tanga
são tecidos num tear de madeira vergada em semicírculo e segura nesta posição por meio de uma ripa que lhe fixa transversalmente amarrada. para a confecção da tanga de miçangas coloridas de vidro (vermelho, azul e rosa), usa-se uma ourela de algodão da qual pendem fios verticais e que, muitas vezes, se apronta anteriormente. para tecer a ourela passa-se por três vezes um fio de algodão entre as duas pontas de amarração, o que dá origem a três pares de fios paralelos horizontais. entre estes corre outro, mais longo, vertical que vai e vem apanhando de cada vez um par de fios formado por um da frente e outro de trás, saltando outro par e assim originando-se uma forte amarração bem justa. obedecem sempre a forma trapezoidal e variam de tamanho. são enfeitadas com franjas e pingentes de penas coloridas (pretas, amarelas, rosadas, verdes, brancas) e cascas de frutos. o padrão do tecido das tangas geralmente é geométrico predominando gregas, volutas e meandros. uso exclusivamente feminino, à maneira de pequeno avental pendente ao baixo ventre, até o meio das coxas, e presas à cintura por cordel estreito, em ocasiões festivas. fabricada pelas mulheres do povo indígena hixkaryana (família linguística karib).
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Adorno labial
ornamento constituído de 12 placas de concha fluvial ou madrepérola (?), de forma elíptica, com orifício nas bordas, por onde passa um cordel descontínuo de fios de algodão preto, que as fixa entre si. a placa da extremidade proximal é alongada e na extremidade distal há um pingente de penas vermelhas de arara (ara chloroptera), na outra um pequeno osso. fabricada pelo povo indígena bororo (família linguística bororo, tronco linguístico macro-jê).
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Escarificador
consiste em um pedaço triangular de cuia de cor marrom escura, com alguma curvatura, com uma fila de dentes encravados, cujas pontas aparecem na face exterior e convexa da cabaça. o lado oposto é revestido de grossa e preta camada de cera de abelha. no lado afilado possui um orifício por onde por onde passa um cordão trançado em fibra vegetal com um nó. fabricado pelo povo indígena bakairi (família linguística karib).
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Adorno auricular
feito de 10 pingentes de miçangas brancas, amarelas, azuis e vermelhas, terminando por tufos de penas amarelas e vermelhas encastoadas em metades de coquinhos. fabricada pelo povo indígena hixkaryana (família linguística karib).
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Adorno auricular
feito de fragmentos alongados de madrepérola, querendo imitar na sua forma o peixe piraputanga. cada fragmento tem um furo no lado menor pelo qual passa alça de fibra vegetal. a extremidade inferior termina com um tufo de penas vermelhas. fabricada pelo povo indígena bororo (família linguística bororo, tronco linguístico macro-jê).
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Adorno auricular
feito de fragmentos alongados de madrepérola, querendo imitar na sua forma o peixe piraputanga. cada fragmento tem um furo no lado menor pelo qual passa alça de fibra vegetal. a extremidade inferior termina com um tufo de penas vermelhas. fabricada pelo povo indígena bororo (família linguística bororo, tronco linguístico macro-jê).
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Tanga
tecidas num tear de vareta vergada em semicírculo e segura nesta posição por meio de uma ripa que lhe fica transversalmente amarrada. para a confecção da tanga de miçangas coloridas de vidro (verde, azul, vermelho, branco) ), usa-se uma ourela de algodão da qual pendem fios verticais e que, muitas vezes, se apronta anteriormente. para tecer a ourela passa-se por três vezes um fio de algodão entre as duas pontas de amarração, o que dá origem a três pares de fios paralelos horizontais. entre estes corre outro, mais longo, vertical que vai e vem apanhando de cada vez um par de fios formado por um da frente e outro de trás, saltando outro par e assim originando-se uma forte amarração bem justa. obedecem sempre a forma trapezoidal e variam de tamanho. são enfeitadas com franjas e pingentes de penas coloridas (amarelas, azuis e vermelhas). o padrão do tecido das tangas geralmente é geométrico predominando gregas, volutas e meandros. uso exclusivamente feminino, à maneira de pequeno avental pendente ao baixo ventre, até o meio das coxas, e presas à cintura por cordel estreito, em ocasiões festivas. fabricada pelas mulheres do povo indígena hixkaryana (família linguística karib).
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Faixa de panturrilha
nome indígena da peça: deubutá. feito de algodão tingido de urucum, com agulha de crochet, é uma faixa estreita com bordos reforçados e fechada na frente, de cujo ponto de fechamento, pende de ambos os bordos, uma comprida borla de fios. começa-se a usar as faixas pouco após o nascimento e quando se tornam apertadas, cortam-nas e substituem por outra. para cortar enfiam um pauzinho entre a faixa e a perna, a fim de não ferirem com a faca, pois é preciso bastante força para cortar o trançado forte e espesso. fabricado pelas mulheres do povo indígena karajá (família linguística karajá, tronco linguístico macro-jê), com agulha de crochet diretamente na perna do jovem que a vai usar. cor natural.
