Termos de indexação: SÉCULO XX

  • Cabaça de água

    Cabaça de água

    meia cabaça de forma arredondada, feita de porungo (cucurbitácea) de uso variado, cortada ao meio, tendo forma semelhante a uma pera. parte externa de cor avermelhada. parte interna com o núcleo escurecido. na extremidade superior pequeno orifício por onde passa cordão de algodão. na borda, decoração em preto e a inscrição: ref. 234-kraho-goiás. fabricada pelo povo indígena krahô (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).

  • Cesta

    Cesta

    cesto-cargueiro de forma cilíndrica com tiras de taquara, de trançado enlaçado com grade. apresenta alça de sustentação de entrecasca de árvore que circunda a peça. fabricada pelo povo indígena nambikwára (família linguística nambikwára).

  • Cesta

    Cesta

    peça de forma redonda feita de taquara, tingida com anilina amarela e vermelha, com trançado entrecruzado com arremate feito com aros de taquara, externa e internamente, fixados com amarrados de fios de algodão. fabricado pelo povo indígena guarani mbya (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi). fabricada pelo povo indígena guarani nhandeva (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).

  • Estatueta

    Estatueta

    figura humana estilizada em um só bloco de madeira, cabelos em tom escuro, rosto com expressão representando olhos, em traços escuros, nariz em relevo e boca em sulco, o rosto apresenta pintura tribal, de forma geometrizada, na cor vermelha, o mesmo acontecendo com o corpo. a estatueta tem um cache sexe em fibra vegetal (palha). não foi talhada com braços. usada como brinquedo infantil. fabricada pelo povo indígena karajá (família linguística karajá, tronco linguístico macro-jê).

  • Tipiti

    Tipiti

    longo cilindro de palha trançada, oco e elástico, arrematado por duas alças nas extremidades e que tem apenas uma abertura na parte superior, por onde ele é cheio de polpa farinácea que se deseja expurgar o suco venenoso da mandioca. suspenso longitudinalmente por meio de alça superior, a qualquer esteio forte, passa-se uma longa haste de pau (ou contrapeso de pedra) que fica disposta transversalmente sobre a qual se fará grande esforço para baixo (às vezes são duas mulheres que se sentam nos extremos) de tal modo que se consiga distender o mais possível as paredes do tubo compressor. e assem enquanto o cilindro perde em largura o que ganha em comprimento e a massa é cada vez mais apertada, vai-se escoando através das malhas do trançado todo o líquido que se deseja eliminar. fabricado pelos homens e utilizado pelas mulheres do povo indígena kanela (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).

  • Esteira de expressão

    Esteira de expressão

    Peça em formato retangular, feita de nervura de grelo de buriti amarrada com cordel torcido de algodão. Finas varetas de bambu, tingidas das cores amarelo e preto. Fabricada pelo povo indígena Kamayurá (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
    Usada para espremer a polpa da mandioca ralada para eliminação do sumo venenoso. Área de uso: Mato Grosso.

  • Cesta

    Cesta

    compõe-se de uma armação de talas largas de bambu em posição vertical, entrelaçadas horizontalmente com finas tiras de bambu. o fundo é formado pelo entrelaçamento de talas verticais das paredes. base retangular com borda circular. corre do lado externo da cesta na parte posterior, trança de palha que termina em faixa frontal, para carregar a cesta. nos pontos centrais e laterais da cesta, pingentes de fios de algodão torcidos. fibra vegetal nas cores natural e marrom. usado para carregar produtos da colheita, lenha, etc. fabricado pelo povo kayapó (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).

  • Ralador de mandioca

    Ralador de mandioca

    peça em formato retangular, de madeira curva, tendo numa das faces uma parte crespa e um pedaço de madeira proeminente. fabrica-se de madeira branca e leve de marupá (simaruba amara, aubel) cujas fibras tendem voltar à posição primitiva quando desviadas. consiste numa tábua de 88 cm de comprimento, 37 cm de largura e 2 cm de espessura e um tanto recurvada. começam por executar na face aconcavada o desenho que desejam e que facilitam a operação de ralar. depois, com uma ponta (hoje um prego) e seguindo as linhas do desenho abrem pequenos orifícios. antes que as fibras da madeira voltem à posição natural, incrustam pequenas pedras de sílex, da forma de um dente, de sorte que emerge apenas uma aresta de ? cm. estabilizam melhor as pedrinhas com látex de sorva, espalhado com um pincel de fibras de bananeira, cujo tanino dá mais consistência ao látex. as pedras são encravadas a uma distância de 1 cm uma da outra e ocupam a parte central da tábua, deixando pequenas margens laterais (3, 4 e 5 cm), uma margem inferior de 3 cm e outra superior ou cabeça do ralo de uns 48,5 cm tendo esta última uma saliência ou cabo que serve apenas para suspender o ralo. o preparo da tábua cabe ao homem e a incrustação de quartzito às mulheres, sendo uma especialidade dos índios baniwa do rio içana (am). uso exclusivamente feminino. a mulher, ao ralar, o faz com as duas mãos alternadamente e não em ritmo uniforme, porém com arrancos que provocam movimentos dos próprios seios. fica sentada ao chão tendo o ralo entre as pernas. fabricada pelo povo indígena waiwai (família linguística karib).

  • Pá de beiju

    Pá de beiju

    peça confeccionada em madeira clara. forma de meia lua. num dos lados, decoração com motivos geométricos em preto. usada para virar beiju. fabricada pelo povo nahukwá (família linguística karib).

  • Tipiti de torção

    Tipiti de torção

    Feito de pínula de miriti ou tucum de trançado no sistema diagonal, as bordas são retas e se originam do dobramento das pínulas que depois são aproveitadas no seguimento do próprio trançado. O fechamento é preso por um tipo de trançado, em diagonal, no sentido transversal. Algumas tiras da palha estão se rompendo. Originalmente a área cultural era Tocantins (Xingu), atualmente é Alto-Xingu. Usado pelas mulheres na prensa de mandioca ralada para eliminação de sumo venenoso (ácido cianídrico). Fabricado pelos homens do povo indígena Kreen-akarore (família linguística Jê, tronco linguístico Macro-jê). Inscrição: krentona, na lateral.