Referências expográficas: Exposição de longa duração do MHN “Portugueses no mundo”

  • Ostensório

    Ostensório

    Peça tendo na parte superior visor duplo em vidro, circundado por cachos de uva, contornado por resplendor radiado circular encimado por cruz latina lisa. Repousa sobre sobre folhas de acanto que por sua vez repousam sobre fuste em balaústre canelado e com faixa em óvulos e folhagens. Base retangular decorada com motivos florais, tendo na face principal um triângulo sobre uma nuvem radiada, símbolo de Deus Pai e a inscrição “N° 2 294/8. [ileg]”. Pés decorados com cachos de uva em relevo.

  • Cruz processional (réplica)

    Cruz processional (réplica)

    Cruz de braços lisos terminando em formas rombudas assentada sobre forma cônica destina a encaixar na vara processional. Presentemente a parte inferior prende-se a um cone de madeira com base quadrada que serve como suporte.

  • Oratório

    Oratório

    Oratório em madeira pintada de forma trapezoidal. Frontão decorado com feixes de plumas, em talha cheia e vazada nas cores vermelho e dourado. Partes laterais e dianteiras pintadas nas cores azul e prateado, decoradas em talha cheia, com motivos fitomorfos, volutas, colunas estriadas e torcidas, rosáceas concheadas. Tanto as partes laterais quanto a dianteira são divididas em várias prateleiras fechadas por vidro transparente, totalizando 18 compartimentos contendo em seu interior 64 pequenas imagens de pedra sabão, arranjos florais em papel e alguns vegetais. A parte central apresenta grande crucifixo com cruz em madeira, tendo ao alto a inscrição “INRI”, e a parte inferior apresenta um presépio. Tudo isto sobre quatro pés decorados em talha cheia com volutas e motivos fitomorfos, terminando em volutas voltadas para dentro.
    Trabalho de santeiros de Minas. Representa cenas da vida de Cristo desde a Natividade até a Paixão. No compartimento maior, central, a Crucificação de Cristo, e na parte inferior, também central, seu nascimento.

    Descrição de Daniel Forain (2022, p. 104 e 105):
    “Possui quatro pavimentos frontais: no primeiro, a cena do presépio (quatro pastores, os três reis magos, três anjos, o menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, e, supostamente, a imagem de uma das parteiras de Jesus [Salomé ou Zelemi] – tradição apócrifa, curiosamente, presente em alguns oratórios lapinha –, um boi, um burrico e três ovelhas); no segundo, três nichos do Evangelho de São Lucas (a Sagrada Família – contendo a representação de São José de Botas, que é uma iconografia da Fuga para o Egito, muito popular no período colonial em Minas Gerais, Jesus suando sangue no Jardim de Getsêmani com um anjo que carrega um cálice, Jesus carregando a própria cruz – não está visível porque se quebrou e foi colocada atrás da imagem); no terceiro, a cena do Calvário segundo o Evangelho de São João (Cristo Crucificado, Nossa Senhora, São João Evangelista, Maria Madalena, Maria de Cléofas, Maria Salomé, Nicodemus e José de Arimateia); e, finalmente, no pavimento superior, a Ascensão de Cristo, a Santíssima Trindade e a Ressurreição de Cristo.
    Na face direita do oratório, vê-se uma sequência do Evangelho de São Mateus: o Chamado de Mateus (Jesus e São Mateus) – interessante observar que aparentemente uma das imagens seria de Judas com um saco de dinheiro, mas diante da presença do resplendor, que é próprio dos santos, verifica-se que é o evangelista –, Jesus com Caifás e o Ancião; Jesus com Pilatos e dois soldados; Jesus morto e dois guardas; e a aparição de Jesus ressurreto para os apóstolos.
    Na face esquerda, vê-se uma sequência do Evangelho de São Lucas: a Anunciação (Nossa Senhora e um anjo); a Visitação (Nossa Senhora e Santa Isabel); a natividade de São João Batista (Santa Isabel com São João Batista no colo e uma raríssima imagem de São Zacarias); a Natividade (a cena do presépio do nicho inferior se repete, simplificada pela presença apenas das imagens da Virgem Maria, de São José, de um boi e de um burrico); e o Batismo de Jesus (com o próprio Jesus e São João Batista).”

  • Bateia

    Bateia

    Recipiente em madeira na cor natural entalhada de forma elíptica e côncava. Objeto atribuído aos escravos de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais.

  • Mordaça

    Mordaça

    Mordaça composta por placa retangular, abaulada, com corte em semicírculo, formada por orifícios na parte inferior, próximo à boca. Nas laterais, duas hastes curvas se juntam na altura da nuca. Destas, partem duas hastes verticais que se prendem a um anel na parte superior. Na parte posterior deste anel, prende-se uma outra haste vertical. As hastes horizontais e verticais unem-se sobre a nuca, tendo na junção um cilindro.

  • Nossa Senhora

    Nossa Senhora

    Imagem entalhada de Nossa Senhora em madeira policromada, oca, repousando sobre um globo celeste. Apresenta cabeça voltada para a esquerda, olhos de vidro na cor marrom, voltados para cima. Face corada e lábios delineados de vermelho. Cabelos longos, em mechas esvoaçantes, e cobertos por pequeno véu. Traja túnica longa na cor negra com decoração floral em dourado. Manto jogado sobre os ombros, caindo em ponta. Faltam o braço direito e a mão esquerda. Na base, rolos de nuvens ladeados por duas cabeças de anjos, à direita e à esquerda. Ao centro da base, um orifício de 18x16cm, antes possivelmente oculto por um anjo.

  • Coroa de Congada

    Coroa de Congada

    Coroa fechada, encimada por cruz sobre arremate quadrangular onde se juntam quatro arcos com decoração em linhas pontilhadas assimétricas. Aro circular decorado por volutas e motivos fitomorfos formando vazados.

  • Cetro de Congada

    Cetro de Congada

    Cetro em forma cilíndrica, em duas partes atarraxadas. Sem decoração. Parte superior com terminação em anel e forma de pião, semelhante à parte inferior. Na parte central, anel mais largo e saliente formando o ponto junção das duas partes do cetro.

  • Coroa do Divino Espírito Santo

    Coroa do Divino Espírito Santo

    Coroa fechada, encimada por pomba com asas abertas sobre esfera onde se juntam seis arcos com decoração floral e pontilhada. Aro circular decorado por volutas, motivos florais e fitomorfos, formando vazados, tendo à volta, seis pombas com asas abertas, apostas, presas por linguetas.
    Consta ter sido usada nas folias do Divino de Alcântara/MA.