maquina a vapor. participou da exposicão os duzentos anos da casa frança-brasil – rj e no museu do
Classe: 06.1 Equipamento Agrícola
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Tipiti
longo cilindro de palha trançada, oco e elástico, arrematado por duas alças nas extremidades e que tem apenas uma abertura na parte superior, por onde ele é cheio de polpa farinácea que se deseja expurgar o suco venenoso da mandioca. suspenso longitudinalmente por meio de alça superior, a qualquer esteio forte, passa-se uma longa haste de pau (ou contrapeso de pedra) que fica disposta transversalmente sobre a qual se fará grande esforço para baixo (às vezes são duas mulheres que se sentam nos extremos) de tal modo que se consiga distender o mais possível as paredes do tubo compressor. e assem enquanto o cilindro perde em largura o que ganha em comprimento e a massa é cada vez mais apertada, vai-se escoando através das malhas do trançado todo o líquido que se deseja eliminar. fabricado pelos homens e utilizado pelas mulheres do povo indígena kanela (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Ralador de mandioca
peça em formato retangular, de madeira curva, tendo numa das faces uma parte crespa e um pedaço de madeira proeminente. fabrica-se de madeira branca e leve de marupá (simaruba amara, aubel) cujas fibras tendem voltar à posição primitiva quando desviadas. consiste numa tábua de 88 cm de comprimento, 37 cm de largura e 2 cm de espessura e um tanto recurvada. começam por executar na face aconcavada o desenho que desejam e que facilitam a operação de ralar. depois, com uma ponta (hoje um prego) e seguindo as linhas do desenho abrem pequenos orifícios. antes que as fibras da madeira voltem à posição natural, incrustam pequenas pedras de sílex, da forma de um dente, de sorte que emerge apenas uma aresta de ? cm. estabilizam melhor as pedrinhas com látex de sorva, espalhado com um pincel de fibras de bananeira, cujo tanino dá mais consistência ao látex. as pedras são encravadas a uma distância de 1 cm uma da outra e ocupam a parte central da tábua, deixando pequenas margens laterais (3, 4 e 5 cm), uma margem inferior de 3 cm e outra superior ou cabeça do ralo de uns 48,5 cm tendo esta última uma saliência ou cabo que serve apenas para suspender o ralo. o preparo da tábua cabe ao homem e a incrustação de quartzito às mulheres, sendo uma especialidade dos índios baniwa do rio içana (am). uso exclusivamente feminino. a mulher, ao ralar, o faz com as duas mãos alternadamente e não em ritmo uniforme, porém com arrancos que provocam movimentos dos próprios seios. fica sentada ao chão tendo o ralo entre as pernas. fabricada pelo povo indígena waiwai (família linguística karib).
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Tipiti de torção
Feito de pínula de miriti ou tucum de trançado no sistema diagonal, as bordas são retas e se originam do dobramento das pínulas que depois são aproveitadas no seguimento do próprio trançado. O fechamento é preso por um tipo de trançado, em diagonal, no sentido transversal. Algumas tiras da palha estão se rompendo. Originalmente a área cultural era Tocantins (Xingu), atualmente é Alto-Xingu. Usado pelas mulheres na prensa de mandioca ralada para eliminação de sumo venenoso (ácido cianídrico). Fabricado pelos homens do povo indígena Kreen-akarore (família linguística Jê, tronco linguístico Macro-jê). Inscrição: krentona, na lateral.






