Documento
Metadados
ID no DONATO
19246
Observações
– comprada na Funai Loja Artíndia M.I., Rio de Janeiro, por R$ 60,00, aos 23/05/2001, através de Francisco de Assis Chaves Bastos.
– objeto utilizado durante a preparação de alimentos.
Referências bibliográficas
Referência
Saberes e cultura do povo Wai Wai
Trainel/gaveta
2-2-7
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Associação dos Amigos do Museu Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
26/06/2001
Forma de aquisição
Profundidade (cm)
2.50
Largura (cm)
21.50
Altura (cm)
58.50
Descrição formal
Objeto de madeira, em formato de placa retangular, na vertical, com grafismos geométricos e zoomórficos. O objeto contém faixas na horizontal, uma superior e outra inferior, decoradas na cor preta com elementos quadrangulares preenchidos por um “X” em seu interior. Ao centro do objeto, incisões regulares em padrão de pontilhados, que preenche o campo central. No centro da composição, forma de uma figura animal, não identificado, na cor preta, contendo 5 patas. Nas laterais da peça, borda com zigue-zagues em preto.
Subtema
Inseto; Grafismo; Povos Originários; Indigna; Wai Wai; Karib; Carib
Data de produção
2001 (circa)
Material/técnica
madeiras
Autor
Nome (catálogo)
GRUPO CULTURAL WAI WAI
Denominação
ralador
Objeto
ralador
Coleção
Número de registro
15895
Descrição do conteúdo
“A organização social do povo que se chama Wai Wai é composta pela reunião de várias etnias. (…) são identificados atualmente por ele, ou seja, sabendo-se que ele não corresponde a uma única unidade étnica substancial que exista em si, mas sim a uma invenção motivada tanto por projetos políticos quanto intelectuais. Muitos índios que vivem atualmente nas comunidades Waiwai se reconhecem e são reconhecidos por denominações menos englobantes, como é o caso dos Hixkaryana, Mawayana, Karapawyana, Katuenayana e Xerewyana (yana designa “coletivo”), entre outros. Foram (e seguem sendo) as famosas expedições dos Waiwai em busca de “povos não vistos” (enîhni komo) que permitiram (e seguem permitindo) uma intensa troca com outros povos numa ampla rede regional. (…) a descrição de alguns artefatos (…) A canoa é muito importante para as (…) aldeias (…) Depois de algum tempo no Suriname, com retorno dos Wai Wai para o Brasil eles trouxeram as canoas produzidas de madeira pelo fato de obterem ferramentas dos brancos como: machado, terçado e enchó, etc. Para a construção da canoa é importante conhecer as árvores encontradas na mata, o homem vai na mata procurar a madeira que vai servir para fazer uma canoa ou casco. (…) Entre as árvores que são utilizadas para fazer canoas tradicionais estão algumas espécies de árvores, que são bem grandes: kukwa (aroeira), katwaru e kanawa yeepu. (…) Esses recursos são importantes para o povo que vive nas aldeias do complexo Mapuera e, assim, nós preservamos a natureza e aproveitamos também o restante que é extraído da canoa para fazer os bancos e os raladores de mandioca (…) Depois que retiramos a madeira ela é trazida para a aldeia e o processo de entalhe é iniciado com a marcação dos pontos dos cortes necessários. Posteriormente, a madeira é descascada e talhada com um terçado para definir o formado desejado. Depois, segue para os polimentos e, ao final, é feita a pintura, que é realizada com as técnicas e materiais utilizados na confecção dos bancos e relhadores (raladores). (…) Pintamos (…) com urucum e breu. Os grafismos são de animais.”
Ref.: WAI WAI, Tito Ciitu. Saberes e cultura do povo Wai Wai. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Linguística e Línguas Indígenas. Modalidade Profissional. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/25807/1/TCiituWaiWai.pdf>.
Título
Ralo