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Metadados
ID no DONATO
4434
Observações
– Títulos anteriores: Batalha dos Guararapes – modificado segundo ref. bibliográfica. Catálogo EGBA 1879.
– Destaque do acervo.
– Esta obra participou da XXVª Exposição Geral de Belas Artes, em 1879. Estava em exposição na Seção de Pintura ou na Seção Escola Brasileira (Pinacoteca). Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 254.
– Esta obra participou da XXVIª Exposição Geral de Belas Artes, em 1884. Estava em exposição na Seção de Pintura ou na Escola Brasileira (Pinacoteca). Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 277.
– Esta obra participou da Exposição Geral de Belas Artes, em 1891. Estava em exposição na Galeria Nº 2. Cf. Catálogo dos Quadros Expostos na Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891. pp. 48.
– Não foi possível ver o verso nem revisar medidas da tela na catalogação de 2025. Obra fixada na sala expositiva.
Notas sobre a bibliografia
ano V, nos. 13/14/15, p. s/nº, reprod — “O poeta e a pintura”. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes | p. 42 — Museu Nacional de Belas Artes | ano V, nos. 13/14/15,p. s/nº — “Restauração das pinturas ´Primeira batalha dos Guararapes´ e ´Batalha do Avaí´. In Boletim do Museu Nacional de Belas A | ano II, nos. 5 e 6 e ano III, nº 7, maio de 1983-abril de 1984, p. s/nº, reprod — “Restauração – o trabalho começa no planejamento”. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes | p. 116 — Tradição e Ruptura. Síntese de Arte e Cultura Brasileiras. Exposição de novembro de 1984 a janeiro de 1985. [catálogo] | vol. IV, p. 28 e 29 — História da pintura brasileira no século XIX | p. 161, 162, 163 reprod., 164 — História da pintura brasileira no século XIX | p. 137, cat. nº 1353 — Catálogo geral da pintura brasileira | p. 61 reprod., 62 — Dicionário crítico da pintura no Brasil | p. 96 — Giovanni Battista Castagneto (1851-1900): o pintor do mar | p. 254, 277 — Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico: catálogo de artistas e o | p. 86 — Antônio Parreiras (1860-1937): pintor de paisagem, gênero e história | p. 162, 164, 165, 166, 167 — História de um pintor contada por ele mesmo | p. 368 reprod — O Museu Nacional de Belas Artes | p. 76, 170, 171 reprod — Uma breve história dos salões de arte : da Europa ao Brasil | p. 17, cat. nº 143 — 25ª Exposição Geral de Belas Artes | p. 37, cat. nº 335 — 26ª Exposição Geral de Belas Artes | p. 13, 14, 48, 56, 64, 73, 74, 82, 87, 88 reprod., 89, 90 reprod., 91, 92, 94, 95 reprod., 96 reprod., 97, 102 reprod., 104, 105 reprod., 118, 119. — Victor Meirelles de Lima 1832-1903 | p. 91–115 — A representação do herói na pintura histórica de Victor Meireles | p. 93–115 — O imaginário nacional na pintura histórica brasileira: Victor Meireles e Pedro Américo | p. 111–128 — A construção da memória nacional na pintura histórica: o caso da Batalha dos Guararapes de Victor Meireles
Referências bibliográficas
Referência
“O poeta e a pintura”. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Museu Nacional de Belas Artes
Referência
“Restauração das pinturas ´Primeira batalha dos Guararapes´ e ´Batalha do Avaí´. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes
Referência
“Restauração – o trabalho começa no planejamento”. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Tradição e Ruptura. Síntese de Arte e Cultura Brasileiras. Exposição de novembro de 1984 a janeiro de 1985. [catálogo]
Referência
História da pintura brasileira no século XIX
Referência
História da pintura brasileira no século XIX
Referência
Catálogo geral da pintura brasileira
Referência
Dicionário crítico da pintura no Brasil
Referência
Giovanni Battista Castagneto (1851-1900): o pintor do mar
Referência
Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico: catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884
Referência
Exposições gerais de belas artes 1840-1933. (publicação digital)
Referência
Antônio Parreiras (1860-1937): pintor de paisagem, gênero e história
Referência
História de um pintor contada por ele mesmo
Referência
O Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Uma breve história dos salões de arte : da Europa ao Brasil
Referência
25ª Exposição Geral de Belas Artes
Referência
26ª Exposição Geral de Belas Artes
Referência
Victor Meirelles de Lima 1832-1903
Referência
A representação do herói na pintura histórica de Victor Meireles
Referência
O imaginário nacional na pintura histórica brasileira: Victor Meireles e Pedro Américo
Referência
A construção da memória nacional na pintura histórica: o caso da Batalha dos Guararapes de Victor Meireles
Histórico de exposições
Título
História da Pintura Brasileira no Século XIX, Segmento IV
Título
25ª Exposição Geral de Belas Artes
Título
26ª Exposição Geral das Bellas Artes
Título
Pedro Américo e Vítor Meireles
Título
Galeria de Arte Brasileira do Século XIX (circuito de longa duração)
Histórico de movimentações
Movimentação 1002 (tipo EI); saída 1991-11-15; retorno previsto 2020-12-28; origem Galeria de Arte Brasileira do Século XIX; destino Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Histórico de restauros
Restauro 4126 (sequência 1); interno; tipo 2; entrada 1984-12-12 00:00:00; início 1984-12-12 00:00:00; saída 1989-12-12 00:00:00; técnico Coordenador: Cláudio Valério Teixeira. Assistentes diretos: Eli Amaral Muniz, Maria Cristina da Silva Graça.Equipe do Laboratório do MNBA: Andréa Martha Antunes Maciel Pedreira, Helena Ávila Teixeira, Maria de Lourdes Cervo Germine, Marcos Aurélio Vieira Tavares, Norma Maria Ferreira Marques, Sheila Campos Salewski. ; A presente ficha técnica foi preenchida no ano de 2010, para inserção no Donato, com base na documentação encontrada no Laboratório de Restauração Pintura.
Restaurado?
Data da última avaliação
2014-12-01
Estado de Conservação
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1890-1937, transferida ao Museu Nacional de Belas Artes.
– Academia Imperial das Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1879-1890, transferida à Escola Nacional de Belas Artes.
– Vítor Meireles, Rio de Janeiro, RJ, 1879, incorporada à Academia Imperial das Belas Artes, através de encomenda feita pelo Governo Imperial (Conselheiro João Alfredo Correia de Oliveira, Ministro do Império) ao artista, em 1872.
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Moldura
Moldura 362; externa larg. 1015.00 × prof. 40.00 cm
Largura (cm)
923.00
Altura (cm)
494.50
Descrição formal
Pintura na horizontal representando cena de batalha. Ocupando toda a extensão da metade inferior da tela, figuras masculinas em confronto com uso de espadas, lanças e armas de fogo. À esquerda, entre homens tombados, névoa de poeira de terra suspensa e cavalaria, está um grupo de figuras masculinas, em sua maioria negras. As figuras em destaque são um homem branco lateralizado que caminha em direção ao centro da tela e um homem negro ao seu lado que segura uma arma de fogo sobre o ombro. Ao centro, na base da tela, corpos e homens feridos ao chão. Acima, aglomeração de soldados sobre um cavalo branco e um homem tombados ao chão. Eles apontam lanças para uma figura montada à cavalo que está com uma espada erguida. Na lateral direita, figuras masculinas, em sua maioria indígenas com roupas ocidentais. Destaque para quatro homens brancos à frente, dois que observam a cena, um deles com um tambor, e dois direcionados ao grupo de indígenas. Os combatentes vestem trajes como gibões, botas altas, chapéus de aba larga com plumária e capacetes metálicos. Ao fundo, a cena se expande em perspectiva, com uma massa de combatentes que se perde na paisagem litorânea com vegetação, enevoada por fumaça. O céu está em tons de azul e rosa com nuvens.
Datação na obra
cie
Transcrição da assinatura
Victor Meirelles 1879
Assinatura
cie
Subtema
História; Brasil Colônia; Invasão Holandesa; Guerra; Batalha; Guararapes; Mito fundador
Tema
Data de produção
1879
Material/técnica
óleo sobre tela
Autor
Nome (catálogo)
MEIRELES de Lima, Vítor
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
2798
Número de registro
903
Descrição do conteúdo
“Em 1648 Van Schkoppe esquecido do tratado de paz assinado em 1646 ataca a Bahia, devasta o recôncavo e comete as maiores atrocidades. Em vista disso, D. João VI volta a sustentar os insurgentes. Envia-lhes Francisco Barreto como mestre de campo. Este é preso pelos holandeses mas consegue fugir com o filho do carcereiro, assume o comando das tropas do Arraial e a 19/4/1648 ganha a Batalha dos Guararapes, na qual perde a vida o bravo Antônio Filipe Camarão. Nessa batalha, perderam os holandeses cerca de 1500 homens, sendo ferido o seu chefe Van Schkoppe. Recolhidos ao Recife ficam desanimados, enquanto os brasileiros incentivados pela primeira vitória preparam a 2ª Batalha dos Guararapes que se realiza a 19/2/1649, da qual saem vitoriosos, só restando aos holandeses Recife e o oceano”.
Ref.: ficha antiga do MNBA, catálogo original da EGBA 1879, p. 17-22. Disponível em: <.” target=”_blank”>http://www.dezenovevinte.net/catalogos/1879_egba.pdf>.
A obra Batalha dos Guararapes, se estabelece enquanto uma das principais pinturas históricas nacionais, tanto pela sua imponência estética, quanto pelo seu papel histórico cultural. Imbuída por uma narrativa de fortalecimento da mítica de heróis nacionais, a obra ocupa um célebre local na arte, que perpassa a contemplação e se insere como monumento fundamental da identidade nacional. Pintada por Victor Meireles em 1879, por encomenda do governo imperial, a tela retrata o segundo confronto da Batalha dos Guararapes, ocorrido em 1649, episódio demarcado pela resistência luso-brasileira contra a ocupação holandesa em Pernambuco. Estima-se que Meireles levou cerca de seis anos para conclusão da obra, realizando uma viagem à Pernambuco, com intuito de aprofundamento de pesquisa e referencial, e agregar maior veracidade. De uma composição monumental, a pintura é classificada por estabelecer uma articulação em torno de uma dinâmica cenográfica que promove a diversidade étnica das tropas, cenas simultâneas, ambientadas em um cenário tropical. Meireles imprime sua identidade forjada com base em um academicismo francês, muito através do tratamento anatômico das figuras e na distribuição da cena em diagonais, construindo um efeito teatral e narrativo que remete ao grande gênero da pintura de história, seguindo os paralelos e espelho de produção dos moldes europeus. Dentre as personalidades representadas, é possível identificar as figuras de André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira e Henrique Dias, além de Filipe Camarão, líder indígena representado enquanto uma figura heróica. Intrinsecamente diante da pluralidade de identidades presentes, estabelece também um discurso simbólico de integração étnico-nacional, em sintonia com o ideário do Segundo Reinado de Dom Pedro II, que buscava afirmar uma identidade brasileira integradora, embora fosse uma perspectiva romântica idealizada. A obra atende às demandas de formação de uma iconografia oficial, baseada na exaltação de feitos militares e na construção de uma memória histórica legitimadora do Estado Imperial. Ao mesmo tempo, revela as tensões do academicismo oitocentista, em que a exaltação do heroísmo convive com a representação romantizada de conflitos coloniais.
Ref.: FERREIRA, Maria de Fátima Morethy. A representação do herói na pintura histórica de Victor Meireles. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 45, p. 91–115, 2007. DOI: 10.11606/issn.2316-901X.v0i45p91-115.
FERREIRA, Jorge. O imaginário nacional na pintura histórica brasileira: Victor Meireles e Pedro Américo. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O Brasil republicano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. v. 1, p. 93–115.
MARTINS, Ana Luiza. A construção da memória nacional na pintura histórica: o caso da Batalha dos Guararapes de Victor Meireles. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 50, p. 111–128, jul./dez. 2009.
Título
“Batalha dos Guararapes”