Documento
Metadados
ID no DONATO
5378
Observações
– outros números: 925B (?)
– consta na ficha antiga: “Não apareceu depois da Exposição de Auto-retratos em fevereiro de 1944 (Nota feita por D. Regina Real)”.
– outras informações: nº de tombo: 10181 (ver livro de registro de obras de arte do MNBA) (S.S., 03/08/2004);
– assinatura / dimensões / data de execução – sem informação;
– Obra não localizada até esta data (S.S., 18/07/2006).
Histórico de exposições
Título
Auto-retratos
Localização atual (registro da parte)
Obra não localizada
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Indisponível
Situação
Ex-proprietários
– Durval do Amaral, ? , ? , ?/9/1940, doada ao Museu Nacional de Belas Artes.
Fonte de aquisição
Durval do Amaral
Data de aquisição
09/1940
Forma de aquisição
Transcrição da assinatura
(?)
Subtema
AUTO-RETRATO; HOMEM
Tema
Material/técnica
óleo sobre tela (?)
Autor
Nome (catálogo)
SILVA, Oscar Pereira da
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
2490
Número de registro
50000
Descrição do conteúdo
Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ, em 1867 e faleceu em São Paulo, em 1939. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes de 1880 a 1887, tendo por mestres a, entre outros, Chaves Pinheiro, Vítor Meireles, José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa, de quem aliás foi ajudante, nas decorações da Igreja da Candelária, ao lado de Castagneto e outros jovens colegas. Parece ter sido aluno displicente, tanto que Zeferino da Costa dele se queixa, no relatório de ensino dos alunos de pintura histórica.(…) Mesmo assim, conquistou, duarnte o curso, importantes premiações, e inclusive, no exato ano da queixa de Zeferino, o prêmio de viagem à Europa, último concedido no Império. Partindo pouco depois para a França, tornou-se aluno, em Paris, de Leon Gêrome e de Leon Bonnat – que iria marcá-lo, a ponto de “Infância de Giotto”, do brasileiro, repetir uma das composições mais conhecidas do francês. Durante a permanência em Paris, Oscar fez cópias (inclusive do “Naufrágio do Medusa”, de Géricault), e pintou alguns de seus melhores óleos, como “Sansão e Dalila” (1893), a já citada “Infância de Giotto” (1895), “Escrava Romana” (1895) e “Criação da Vovó” (1895), que lhe valeria a grande medalha de prata na Exposição de Saint Louis, em 1904. Em 1896 achava-se novamente no Rio pouco depois expondo 33 obras feitas na Europa, numa dependência da antiga Academia. Essa exposição foi mal recebida, e a Revista Brasileira assim se externou sobre o pintor: – A obra do Sr. Pereira da Silva não revela por ora nenhuma qualidade notável, sendo principalmente desigual e incaracterística. Fixando-se no mesmo ano de 1896 em Sâo Paulo, Oscar Pereira da Silva passou a se dedicar ao magistério, primeiro no Liceu de Artes e Ofícios e depois no Ginásio Estadual. E foi com um colega do Ginásio, José Cândido de Sousa, que fundou o Núcleo Artístico, do qual se originaria a atual Escola de Belas Artes de São Paulo. Em 1898 já expunha em São Paulo, primeiro no Banco União de São Paulo, e em dezembro no Banco Construtor. Daí até o fim da vida, desempenhou-se em São Paulo de importantes comissões, como a decoração do Teatro Municipal e diversos painéis religiosos, para as Igrejas de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Cecília. Foi também em São Paulo que se lançou à tarefa de recriar, em grandes composições, os principais episódios da História Nacional, como “Desembarque de Cabral em Porto Seguro”, “Fundação de São Paulo”, “Sessão das Cortes de Lisboa em 9 de Maio de 1822”, etc. O governo do Estado, cioso de sua contribuição á vida cultural de São Paulo, recompensou-o em vários ensejos, inclusive propiciando-lhe algumas viagens à Europa. Numa delas, em 1925, encontrou-o numa obscura academia de Montparnasse o então muito jovem pintor Tulio Mugnaini, a quem singelamente explicou o motivo de sua presença naquele lugar: – Vim estudar um pouco. Oscar, que na ocasião se abeirava dos 60 anos, sentia-se ainda capaz de aprender, e assim não perdia a ocasião de praticar um pouco de desenho, dando aos mais novos uma lição de humildade, ele que em 1905 ganhara a medalha de ouro na I Exposição de Animais do Estado de São Paulo, e em 1908 o grande prêmio da Exposição Comemorativa da Abertura dos Portos. Oscar Pereira da Silva foi de certo modo o último representante de uma geração diretamente nutrida nos ensinamentos da Academia Imperial, através dos sucessores de Debret e Taunay. Cultivou, em data relativamente tardia, assuntos bíblicos ou históricos já então desleixados pela maioria dos nossos pintores, e o fez com perfeição de desenho, minúcia arqueológica e aquela mesma frieza que se observa, por exemplo, na obra de um de seus principais mentores, Zeferino da Costa. Por seu temperamento, oscilaria a vida inteira entre o romantismo e o naturalismo. Se é fato que sua pintura, como um todo, carece de maior emoção ou simpatia humana (Gonzaga Duque já em 1907 se referia à sua frieza, ressalvando-lhe sem embargo a correção do desenho), não é menos verdadeiro que em certas obras o artista se impôs nitidamente ao artesão. Isso ocorre quer em grandes quadros, como a “In
Título
Auto-retrato