Documento
Metadados
Título
Estátua alegórica
Descrição
Estátua em gesso pintado de preto. Retrata um menino de pé sobre rochedo, sustentada por base circular em madeira na cor preta. O menino tem cabelos curtos crespos, olhos ligeiramente voltados para baixo. Expressão sorridente. Corpo sinuoso e magro. Usa tanga listrada nas cores vermelha, azul, branca e dourada. Perna direita voltada para trás, a perna esquerda apresenta algema com parte de corrente presa ao tornozelo. Braço direito erguido empunhando placa de madeira com a inscrição em letras brancas: “Honra / a / D. Pedro II / lei da emancipação / de 28 de setembro de 1871 / no ministério do / Vde. do Rio Branco”. Braço esquerdo flexionado para trás, sustentando parte de corrente em metal. Assinatura do autor na lateral da base direita em reserva: “A. D. Bressac”.
Autor
Número de registro
3665
Situação da imagem
Título
Alegoria à Lei do Ventre Livre
Técnica
Local de produção
Data de produção
18–
Estado de Conservação
Restaurado?
Comentários sobre a restauração
Em 05 de abril de 2016, no momento da abertura da caixa de transporte do objeto, para empréstimo ao MASP, notou-se grande perda no braço da escultura. A escultura foi restaurada por profissional contratado pelo MASP naquela ocasião.
Termos de indexação
ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO | ABOLICIONISMO | DIÁSPORA AFRICANA | ESCRAVIDÃO | ESCRAVIZADOS | ESCRAVOS | KEHINDE WILEY | LEI ÁUREA | LEI DO VENTRE LIVRE | LEI RIO BRANCO | LIBERDADE | NEGROS | PRINCESA ISABEL | RACISMO | SEGUNDO REINADO | VISCONDE DO RIO BRANCO
Altura (cm)
171,00
Largura (cm)
131,00
Valor
50000.00
Localização
Situação
Observações
Esta escultura alegórica foi encomendada por membros do Movimento Abolicionista ao escultor francês A. D. Bressac, ela tenta transmitir o espírito com que os entusiastas daquela causa viam esse diploma legal (Lei do Ventre Livre). Observe-se que a escultura tem o claro objetivo de enaltecer o Imperador Pedro II, apresentado como Imperador da Lei, e o Estado Imperial, na figura do chefe de gabinete responsável pela Lei, o Visconde do Rio Branco.
Ana Flávia Magalhães Pinto e Itan Cruz (2022) chamam atenção para a opção do artista em representar uma criança escravizada que se distanciava dos indivíduos contemplados pela Lei do Ventre Livre: mães, bebês ou adultos em condições de arcar com sua alforria. Um menino daquela idade não seria automaticamente liberto por força daquela lei, tida pelos parlamentares como um “mal necessário” e definitivo para evitar medidas futuras que ameaçassem o gradual fim da escravidão. A escravidão permanecia, e a afirmação da liberdade proposta pela placa se contrapõe ao repertório da escravidão com que se caracteriza o menino.
Referências expográficas
Exposição “Histórias da Infância”, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand/SP, 07 de abril a 31 de julho de 2016. | Exposição de longa duração “A construção do estado”, Museu Histórico Nacional, 2010
Referências bibliográficas
ARIZA, Marília. Comprando brigas e liberdade… . In: “Tornando-se livre: agentes históricos e lutas sociais no processo de abolição”. São Paulo: Edusp, 2018, p. 65-83. | BARROSO, Gustavo Dodt. Catálogo geral – 1a seção: archeologia e história. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1924. | BITTENCOURT, José Neves. As várias faces de um equívoco. Observações sobre o caráter da informação e da representação nos museus de história. Anais do MHN, v. 40, 2008. | Catálogo da exposição “Histórias da Infância”. São Paulo : Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 2016 | CHALHOUB, Sidney. “Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte”. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. | GONÇALVES, Aline. Como pensar o elemento servil: o lugar dos libertos nas expectativas das elites após a emancipação. In: “Revista Afro-Ásia”, n. 60, 2019, p. 81-104. | JOVINO, Ione da Silva. “Crianças negras em imagens do século XIX”. São Paulo: Desconcertos, 2021. | PINTO, Ana Flávia Magalhães; CRUZ, Itan. Alegoria à Lei do Ventre Livre”. In: “Histórias do Brasil: 100 objetos do Museu Histórico Nacional (1922-2022)”. Rio de Janeiro: MHN, 2022. p. 243-245.
Autoria das fotos
Jaime Acioli
Anexos
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049b
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049c

