Acervo MNBA (DONATO) · Pintura Brasileira
Batalha do Avaí
- Número de registro
- 686
- Coleção
- Pintura Brasileira
- Autor
Nome
PEDRO AMÉRICO de Figueiredo e Melo
- Data de produção
- 1872 – 1877
- Local de produção
- Florença, Itália
Número de registro, coleção e títulos da obra.
Título
Batalha do Avaí
Número de registro
686
Número de inventário
2465
Coleção
Denominação
Parte única
Quem fez a obra, quando e onde.
Autor
Nome
PEDRO AMÉRICO de Figueiredo e Melo
Data de produção
1872 – 1877
Local de produção
Florença, Itália
O que a obra mostra, como foi feita e o que está inscrito nela.
Descrição do conteúdo
"Pouco acima de Villeta, lança-se no Paraguai o Arroio Avaí. Tendo Caxias resolvido marchar contra Villeta era preciso expulsar os paraguaios que haviam tomado posição do outro lado do Avaí. A resistência paraguaia foi das mais notáveis, tendo o General Caballero demonstrado bravura, como prova o fato de com ele só voltarem ao acampamento de Lopez uns 100 oficiais e soldados. Os mortos foram cerca de 3.600 e 1.400 os prisioneiros. Perdemos cerca de 300 mortos (30 oficiais) e 1.200 feridos. Osório foi ferido no queixo por espingarda. A vitória do Avaí trouxe como principal vantagem permitir que as tropas de Caxias fossem acampar em Villeta, em comunicação direta com a esquadra. Lopez recuou para Lomas Valentinas com 10.000 homens, tendo sob suas ordens os Generais Caballero e Resquin" - transcrito da ficha antiga
"No primeiro plano 2 grupos principais: o da esquerda representa o Tenente Alves Pereira sobraçando dois estandartes paraguaios, cercado de inimigos. O oficial que caído procura defendê-lo é o Segundo Tenente de Marinha Cunha Teles; mais para a esquerda vê-se o jovem Cadete Serafim que se tornou célebre por seu heroísmo e temeridade e foi pouco depois morrer em Lomas Valentinas. O grupo da direita representa uma família indígena que imigrava e foi surpreendida. Um pouco mais para o centro vê-se o General Osório ferido no rosto. No segundo plano à esquerda, sobre uma eminência, acha-se o General Chefe Duque de Caxias rodeado de seu estado maior composto dos Brigadeiros: Barão da Penha e José Luiz Mena Barreto, Capitão de Mar e Guerra Luiz Pereira da Cunha, observando a luta com um binóculo e os Tenentes Coronéis Luiz Alves Pereira e Candido Xavier Rosado. Em planos mais remotos vê-se acima do carro campônio o destemido Barão de Triunfo e no centro o Tenente Coronel Sá Brito, mortalmente ferido. Mais longe o Coronel Câmara, mais tarde General e Visconde de Pelotas.
Em 19/8/1872 Pedro Américo foi incumbido pelo Governo Imperial de pintar um quadro de assunto histórico nacional (era Ministro e Secretário de Estado dos negócios do Império o Conselheiro João Alfredo Correia Oliveira. Escolhendo para assunto A Batalha do Avaí, Pedro Américo gastou 5 anos para executá-la. O preço foi estipulado por professores da Academia Real de Belas Artes de Florença em 1877 em 280.000 francos (118:000$000). O artista fez o seu auto-retrato no soldado 33 que se encontra no centro do quadro e olha fixamente o espectador" - transcrito da ficha antiga
Tema
Subtema
Brasil; Segundo Reinado; Guerra do Paraguai; Batalha
Material/técnica
óleo sobre tela
Descrição formal
Pintura na horizontal representando cena de batalha. As cenas de conflito se multiplicam em diversos planos da obra, entre dois exércitos: os de uniforme azul vindo da esquerda para o centro e os de uniforme vermelho, vindo da direita para o centro. Em primeiro plano, no canto inferior esquerdo está uma carroça destruída tendo um cavalo caído ao chão. Acima, sentado sobre um canhão, um homem ergue um chapéu. Por toda a parte inferior da pintura, corpos mutilados, objetos diversos e homens feridos. Ao centro, homens reagem, protegem-se, com armas de fogo, lança e facão contra um homem montado a cavalo. Ele veste farda azul e segura duas bandeiras do Paraguai. À direita, dois oficiais montados à cavalo erguem uma pistola e uma espada com os corpos lateralizados à direita. No canto inferior direito, um cavalo caído ao chão, uma cabra e um boi estão a frente de uma carroça que abriga uma família, um idoso, uma mulher, um menino e uma menina. Acima da carroça um homem atira com uma espingarda. Em segundo plano, ao centro, uma tropa de soldados armados trajando uniformes azuis, entre eles destaque para figura masculina que olha para o espectador. Em terceiro plano, à esquerda, sobre uma elevação de terra, oficiais militares montados à cavalo observam a cena, um deles usa binóculo. À frente dos oficiais, soldados de uniformes vermelhos estão ajoelhados em posição de súplica e rendição. À direita, uma multidão de homens em combate erguem armas e bandeiras. Ao fundo, à esquerda, leito de rio com paisagem de vegetação, ao centro, cavalaria e artilharia carregando canhões sobre rodas e à esquerda vegetação em chamas e névoa. Na parte superior da obra, céu azul com nuvens e fumaça tendo, ao centro, uma bala de canhão em ascensão.
Outras inscrições
- “P II” - moldura/cartouche, relevo, ecc.
- “PEDRO AMERICO DE FIGUEIREDO E MELO / (BRASILEIRO - 1846 - 1905) / BATALHA DO AVAHY / ganha pelo exercito brazileiro ao paraguayo em / 11 DE DEZEMBRO DE 1868” - moldura/cartouche, à tinta, ebc.
Altura (cm)
600.00
Largura (cm)
1100.00
Moldura
Moldura 1047; externa larg. 1124.00 cm
Forma de aquisição
Data de aquisição
1937
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Ex-proprietários
- Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1890-1937, transferida ao Museu Nacional de Belas Artes.
- Academia Imperial das Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1879-1890, transferida à Escola Nacional de Belas Artes.
- Pedro Américo, Florença, Itália, 1877-1879, incorporada à Academia Imperial das Belas Artes, através de encomenda feita por Dom Pedro II, ao autor, que recebeu 118:000$000 (confirmar esta informação).
Situação
Situação no DONATO
Disponível
Localização
Estado de Conservação
Data da última avaliação
2014-12-01
Restaurado?
Destaque do acervo
Histórico de exposições
Título
25ª Exposição Geral de Belas Artes
Título
Galeria de Arte Brasileira do Século XIX (circuito de longa duração)
Referências bibliográficas
Referência
Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Pedro Américo: pintor universal
Referência
"A restauração das pinturas ´Primeira batalha dos Guararapes´ e ´Batalha do Avaí´. In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes, ano V, nos. 13/14/15
Referência
"Restauração - o trabalho começa no planejamento". In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes, ano II, nos. 5 e 6 e ano III, nº 7
Referência
História da pintura brasileira no século XIX
Referência
História da pintura brasileira no século XIX
Referência
Catálogo geral da pintura brasileira
Referência
Dicionário crítico da pintura no Brasil
Referência
Giovanni Battista Castagneto (1851-1900): o pintor do mar
Referência
Antônio Parreiras (1860-1937): pintor de paisagem, gênero e história
Referência
História de um pintor contada por ele mesmo
Referência
O Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Uma breve história dos salões de arte : da Europa ao Brasil
Referência
Victor Meirelles de Lima (1832-1903)
Referência
Imagens e História: Uma Proposta de Leitura de Telas de Pedro Américo para o Ensino de História do Brasil
Referência
Entre armas e pincéis: o quadro Batalha do Avaí” e o seu contexto histórico de produção
Notas sobre a bibliografia
p. 21 reprod., 46, 47 reprod., 48, 49 reprod — Museu Nacional de Belas Artes | p. 46, 47, 50 e capa, reprod — Pedro Américo: pintor universal | p. s/nº, reprod — "A restauração das pinturas ´Primeira batalha dos Guararapes´ e ´Batalha do Avaí´. In Boletim do Museu Nacional de Belas | p. s/nº, reprod — "Restauração - o trabalho começa no planejamento". In Boletim do Museu Nacional de Belas Artes, ano II, nos. 5 e 6 e ano | p. 162, 169, 170, 171 reprod., 172, 264 — História da pintura brasileira no século XIX | vol. IV, p. 29, 32, 34 — História da pintura brasileira no século XIX | p. 109, cat. nº 1084 — Catálogo geral da pintura brasileira | p. 60 — Dicionário crítico da pintura no Brasil | p. 96 — Giovanni Battista Castagneto (1851-1900): o pintor do mar | p. 86 — Antônio Parreiras (1860-1937): pintor de paisagem, gênero e história | p. 79, 160, 161, 162, 163, 167 — História de um pintor contada por ele mesmo | p. 368 reprod — O Museu Nacional de Belas Artes | p. 76, 172, 173 reprod — Uma breve história dos salões de arte : da Europa ao Brasil | p. 89, 91, 94. — Victor Meirelles de Lima (1832-1903)
Movimentações e restauros registrados no DONATO, observações e anotações.
Histórico de movimentações
Movimentação 1002 (tipo EI); saída 1991-11-15; retorno previsto 2020-12-28; origem Galeria de Arte Brasileira do Século XIX; destino Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Histórico de restauros
Restauro 3921 (sequência 1); interno; tipo 2; entrada 1971-03-29 00:00:00; início 1971-03-29 00:00:00; saída 1971-05-29 00:00:00; técnico -----; Documentação anexa:
1) Fotografia de nº 1 a 5 (exames) nº 6 fases de tratamento e nº 7 após o tratamento parcial.
2) Laudo apresentado pelo Técnico da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
3) Laudo parcial do Instituto Nacional de Tecnologia.
4) Laudo de análise espectográfica qualitativa do Instituto Nacional de Tecnologia.
Restauro 4127 (sequência 2); interno; tipo 2; entrada 1984-12-12 00:00:00; início 1984-12-12 00:00:00; saída 1989-12-12 00:00:00; técnico Coordenador: Cláudio Valério Teixeira. Assistentes diretos: Eli Amaral Muniz, Maria Cristina da Silva GraçaEquipe do Laboratório do MNBA: Andréa Martha Antunes Maciel Pedreira, Helena Ávila Teixeira, Maria de Lourdes Cervo Germine, Marcos Aurélio Vieira Tavares, Norma Maria Ferreira Marques, Sheila Campos Salewski. .; A presente ficha técnica foi preenchida no ano de 2010, para inserção no Donato, com base na documentação encontrada no Laboratório de Restauração Pintura.
Observações
- Outros números: 911 B (?).
- Data: ver bibliografia José Roberto Teixeira Leite.
- Local: ver bibliografia José Roberto Teixeira Leite.
- Destaque do acervo.
- Esta obra participou da XXVª Exposição Geral de Belas Artes, em 1879. Estava em exposição na Seção Escola Brasileira (Pinacoteca). Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 252.
- Esta obra participou da XXVIª Exposição Geral de Belas Artes, em 1884. Estava em exposição na Seção de Pintura ou na Escola Brasileira (Pinacoteca). Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 275.
- Esta obra participou da Exposição Geral de Belas Artes, em 1891. Estava em exposição na Galeria Nº 2. Cf. Catálogo dos Quadros Expostos na Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891. pp. 42.
- Não foi possível ver o verso nem revisar medidas da tela na catalogação de 2025. Obra fixada na parede da sala expositiva.
Status no DONATO
P
ID no DONATO
4779
111650. Batalha do Avaí. Florença, Itália, 1872. Acervo MNBA (DONATO). Disponível em: https://tainacan-gestao.museus.gov.br/acervo-mnba-donato/batalha-do-avai-d4779/. Acesso em: 6 nov. 2026.
111650 (1872). Batalha do Avaí. [Pintura Brasileira]. Obatala. https://tainacan-gestao.museus.gov.br/acervo-mnba-donato/batalha-do-avai-d4779/
111650. Batalha do Avaí [Internet]. Florença, Itália: Obatala; 1872. [citado em 6 nov. 2026]. Disponível em: https://tainacan-gestao.museus.gov.br/acervo-mnba-donato/batalha-do-avai-d4779/
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