Imagem de marfim. Peça desmontável em duas partes. Menino Jesus sentado. Cabeça com cabelos em mechas onduladas, apoiada sobre a mão direita. Cotovelo direito apoiado sobre cabeça. Cordeiros pousados sobre o ombro esquerdo e sob a mão do mesmo lado. Pernas cruzadas e pés calçados com sandálias de tiras. Túnica com tratamento em traços incisos, formando relevo (pontas de diamantes), aberta na parte anterior e circundada por festonado liso. Cintura marcada por faixa e laço. Embornal no mesmo tratamento que a túnica, colocado na parte posterior à esquerda e preso por corda que cruza o peito. Peanha em forma de monte rochoso, disposta em quatro planos: 1º – dois cordeiros ladeando o Menino Jesus; 2º – revestido por palmas, as imagens de São José e Nossa Senhora, chafariz em coluna estriada composto de taça grande e duas taças menores, de onde jorram dois filetes de água, duas aves bicam a taça grande; 3º – revestido por palmas e apresenta no centro ovelha deitada, ladeada por ovelhas pastando; 4º – a base apresenta uma gruta central com relevo de gomos, circundada por folhas estilizadas. No centro, Santa Maria Madalena estendida à indiana, com livro aberto que assinala com o dedo. Nos flancos do monte se alternam ovelhas pastando e palmas estilizadas. O rodapé da peanha apresenta a mesma decoração fitomorfa. A base tem o centro oco.
Técnica: esculpido
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Relevo
Peça em presa de javali curva com entalhes na parte externa. Apresenta duas faixas decoradas. Numa, três homens superpostos, de perfil, sendo que o primeiro se encontra voltado à esquerda e os demais, à direita. Por trás do último homem sai uma cabeça de jacaré com a boca aberta, numa tentativa de abocanhar um animal quadrúpede, com pequenos chifres. A pata esquerda do mesmo é mordida por um jacaré. Abaixo deste, uma cobra que acompanha a curvatura da peça e abocanha outra que se encontra enroscada próximo à sua cabeça. Abaixo desta cobra, um terceiro jacaré e um peixe. Na ponta desta faixa um pernilongo e outro inseto. Na faixa oposta dois animais superpostos, semelhantes a veados. Logo acima um homem nu, preso com as mãos amarradas para trás, cabeça de perfil à direita, pernas retas flexionadas sobre o peito. Possui uma corda em seu pescoço, segura por outro homem vestido com calça comprida e paletó, tendo na mão direita uma vara como açoite. Encontra-se com as pernas a 90° em relação ao corpo. Por trás do homem nu, um jacaré com os dentes à mostra. Acima, um peixe devorando outro menor, seguido por um jacaré abocanhando um sapo. Na extremidade, uma ave engole um peixe e se encontra sobre um segundo sapo. Nas duas faixas, alguns espaços vazios são preenchidos por uma decoração fitomorfa. Há uma terceira faixa com decoração em pequenos riscos. Ponta com protuberância arredondada.
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Polvorinho
Seção de presa de animal em marfim inteiramente decorada, com cavidade interior, tampa de carregamento e bico dosador com tampa. Corpo esculpido com motivos fitomorfos. De um lado apresenta cena de caça em floresta, onde um urso esmaga um cão e está prestes a ser atacado por figura masculina armada com lança e acompanhada por outro cão. Do outro lado, medalhão com cabeça de figura masculina de perfil encimado por listel com a inscrição “FRANÇOIS II”, tendo logo abaixo escudo com três flores de lis encimado por coroa. O corpo é terminado por representação de cabeça de animal que segura a tampa do bico dosador com os dentes.
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Lança
Ponta (yari-saki) de seção losangular com recesso e parte circular próxima à espiga (nagako). Esta é de seção retangular, afilando-se para a base e com serrilhados nos vértices para prender na haste. Haste (Nagaya diso-kah) de madeira clara com um entalhe fechado por peça de madeira, onde entra a espiga da ponta. Guarnições de latão decoradas com corações. Conto de ferro preso por um pekugi (cravo) à haste.
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Lança
Ponta (yari-saki) de seção losangular afilando-se para a base com parte circular próxima à haste. Haste (Nagaya ou so-kan) de madeira clara com guarnições de latão decoradas com corações. Parte superior da haste coberta por peça de couro com barbante por baixo, formando anéis. Abaixo da última guarnição, barbante vermelho enrolado. Na base da haste, recesso para conto (ausente) com um furo para cravo (mekugi ana).
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Foice de guerra
Peça formada por lâmina curva de um só gume, oxidada e com marcas de corrosão. O dorso da lâmina no bisel e no forte é plano, com uma calha no forte. Habaki de latão com uma estria. Espiga (Nagako) reta, com um furo de cravo para haste (mekugi ana). No lado direito (ura) está a assinatura do armeiro em caracteres japoneses; bastante oxidada. Haste (Nagaya ou so-kan) de madeira laqueada de preto com guarnições de bronze decoradas com recortes em forma de coração. Seção oval. Falta o mekugi (cravo ) da lâmina.
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Lança
Peça composta de ponta com lâmina de seção losangular terminando em cruzeta pentagonal e de seção triangular. Alvado preso por duas orelhas de comprimentos desiguais. A dianteira com 40,5 cm de comprimento, presa por quatro parafusos de fenda e cabeça de ervilha. A traseira, com 45 cm de comprimento, teria cinco parafusos como os anteriores (um está ausente). Nesta orelha há dois orifícios em forma de buraco de fechadura pra bandeirola. Haste cilíndrica de madeira escurecida. Conto cilíndrico com a extremidade ogival pontiaguda, preso por duas orelhas, cada uma fixada à haste por meio de um parafuso de fenda e outro que vai de uma orelha a outra. Com o nº 22 gravado.
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Rapieira
Guarda em estribo com cruzeta e tigela; pomo esférico; punho de chifre; lâmina biface, estreita. Inscrição “1701”. Sem bainha.
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Maracá
Coco verde pintado e vazado nas cores azul, amarelo, vermelho e preto, apresentando desenhos de notas musicais, um beija-flor e um indígena com cocar; orifícios ao centro para colocação de haste em madeira com palha trançada.

