Técnica: cinzelagem

  • Penca de balangandãs

    Penca de balangandãs

    Penca de balangandãs em prata. Composto por nave, parte caracterizada pelo formato de um navio com decoração em sua parte superior (frontão), onde estão duas figuras femininas a meio corpo, segurando uma cruz, a nave é articulada a partir de um eixo lateral que dá acesso a sua parte inferior denticulada, onde ficam os 17 elementos pendentes (penduricalhos); essas duas partes inferior e superior unem-se por esse orifício na lateral, fixado por parafuso denominado borboleta; A corrente, é a responsável por prender o objeto no corpo da mulher.
    Os 17 elementos pendentes são: uma figa, um cacho de uva, um romã, uma maçã, um caju, um abacaxi, uma fruta que parece ser uma laranja, um peixe, uma cruz, uma pomba que representa o Espírito santo ou Oxalá, um trevo de quatro folhas, um garfo, uma colher, uma faca, uma lua, um dente de marfim, e um pingente.
    Os balangandãs são joias de crioulas, amuletos que expressavam também o status social das negras que os utilizavam.

  • Cadeira de braços

    Cadeira de braços

    Peça em madeira envernizada em tom castanho escuro com estofamento em seda amarelo-ouro com decoração (de cor branca) em ramos de louro unidos por laço de fita. Espaldar côncavo, ligeiramente inclinado para trás, com estofamento central, tendo ao topo trave sinuosa, arqueada para cima, abaulada na parte superior, que desce até mais a frente formando os bucramo, que terminam com uma cabeça de carneiro em bronze. Suporte para o braço: liso, sinuoso, de seção retangular, termina apoiado sobre o enquadramento em madeira. Traves laterais e traseira da cintura: lisas, de seção retangular formando uma semi-circunferência. Trave dianteira: lisa, retilínea, de seção retangular, sobreposta na parte central por losangolo (com motivos fitomorfos nas extremidades), envolvendo pequeno mascarão alado, tudo em bronze. Dois cubos em madeira, com rosácea em metal dourado na parte central, interligam as traves laterais e dianteira da cintura do assento. Pernas traseiras: lisas, arqueadas, de seção retangular. Pernas dianteiras: recortadas em curvas e contra-curvas, tendo na parte superior voluta, voltada para dentro, em talha cheia e terminando com pés em voluta.

  • Espelho de parede

    Espelho de parede

    Espelho de parede de formato retangular verticalizado. Moldura em madeira talhada, decorada por quatro crianças pequenas de pele negra, boca vermelha e olhos em preto e branco, distribuídas em cada um dos lados. Cada criança segura nas mãos panejamento talhado que contorna o espelho. Panejamento com filigranas cinzeladas sobre folha de ouro em motivos florais, pontilhados e folhagens por toda a extensão do panejamento. A ornamentação do panejamento apresenta, ainda, cartelas espaçadas com pinturas florais. Arremate interno do espelho por borda de madeira serrilhada e policromada em dourado e vermelho. Pertenceu a Maria das Neves Gaspar (avó da doadora), nascida em 27/10/1891, imigrante portuguesa chegada ao Brasil no início do século XX.

  • Porta-etrog

    Porta-etrog

    Recipiente denominado porta-etrog em prata prensada, repuxada e cinzelada, de formato ovalado, sustentado por base de apoio circular. O corpo do objeto é decorado com motivos florais que remetem ao estilo utilizado pela Escola de Artes de Bezalel, em Jerusalém, no século XIX. A borda da parte superior, ou tampa, apresenta as seguintes inscrições em hebraico e em português, respectivamente: “LEVÍTICO 23:40: ‘VOCÊS COLHERÃO OS FRUTOS DA ÁRVORE DA CIDRA AMARELA’” e “NO QUADRAGÉSIMO JUBILEU RABÍNICO DO DR. LEMLE”. A base do objeto é lisa e apresenta as inscrições: “1-4-1973/DOS CARIOCAS EM ISRAEL À ARI”.

  • Anel

    Anel

    Anel em ouro com decoração de volutas no aro. Castão circular com diamante no centro circundado por outros seis diamantes menores.