Referências expográficas: Exposição Safra, dezembro de 1989 a 19 de setembro de 1990

  • Tigela

    Tigela

    tigela de porcelana branca de forma quadrada afunilando no sentido de base de forma circular. bordas com fundo dourado e decoração floral e animais multicolorida. recortes ondulados nos quatro ângulos. face interna, ao centro, decoração floral. face externa: cada lateral apresenta cena ao ar livre com figuras orientais femininas e masculinas. na primeira cena, homem de pé, olhando através de pórtico que deixa entrever escada, duas colunas e parede azul. na segunda cena, dois homens de pé, com postura que indica movimento, vestindo túnica e calça; nas mãos haste longilíneo. na lateral esquerda, elevação com vegetação e na direita duas árvores. na terceira cena, homem de pé, com postura que indica movimento, vestindo túnica e calça; nas mãos faixa estreita. ao lado, homem montado em cavalo branco olhando para trás e acenando. na quarta cena, no canto esquerdo, homem um pouco inclinado para frente, com postura indicando movimento, nas mãos haste longilínea. no canto direito, homem de pé, um pouco inclinado para frente com haste longilínea em posição vertical, observando homem de pé, com postura indicando expectativa de luta. porcelana mandarim.

  • Travessa

    Travessa

    travessa de porcelana branca, com forma oval. borda com fundo dourado e decoração floral e animal, prevalecendo as cores: rosa, verde, amarelo, azul. apresenta doze borboletas e quatro abelhas espalhadas por toda a borda. decoração em relevo nas borboletas e algumas flores. fundo: cena ao ar livre com figuras orientais masculinas e femininas. lado esquerdo: homem, de pé, vestindo roupa amarela e rosa; a sua frente, homem de pé com roupa verde. ao fundo, cerca alaranjada; rio e pedaço de terra com pequena moradia cercada de vegetação. ao centro, elevação irregular de pedra com espécie de jogo de fundo quadriculado e pequenos pontinhos pretos; ao redor vemos homem sentado com mão suspensa acima da cabeça, observa figura com peito nu, apoiada em nuvens; homem sentado com traje amarelo; atrás casal em atitude que indica diálogo. lado direito: homem de pé com traje verde segurando pequena haste longilínea terminando em filtes pretos. ladeado por duas figuras femininas em trajes rosa e azul e verde e rosa. ao fundo, entrada de moradia com varanda e elevação de pedra com alguma vegetação. parte externa da peça sem decoração. escorredor: peça de forma oval tendo por toda a volta, três fileiras de pequenos orifícios cujo objetivo é possibilitar escoamento de supostas gorduras, molhos, óleos, etc. ao centro, orifício maior que funciona como pegador. borda com fundo dourado e decoração floral e animal prevalecendo as coras: rosa, verde, amarelo e azul. apresenta doze borboletas e quatro abelhas espalhadas por toda a borda. decoração em relevo nas borboletas e algumas flores. ao centro, cena ao ar livre com figuras orientais femininas. as cenas acompanham a forma da peça. primeira cena: duas mulheres sentadas em torno da mesa com espécie de jogo de fundo quadriculado tendo de cada lado pequeno pote. mais a frente, mulher segurando ramo de flores. ao fundo, árvores e vegetação rasteira. segunda cena: mulher de pé, carregando cesta de flores e espécie de foice. observa figura feminina de lado segurando cesta de flores pendurada em haste de foice. com escorredor: 27,7 cm larg. ; 34,5 cm compr. porcelana mandarim. pesquisa joper.

  • Molheira

    Molheira

    porcelana mandarim. com tampa. pesquisa joper

  • Nossa Senhora

    Nossa Senhora

    imagem de marfim, frontalizada e hirta, com pintura imitando carnação, descascando, segurando bebê (menino jesus) despido, sobre uma meia lua. cabelos castanhos, longos e estriados; mechas em ziguezague caindo separadas pelas costas; orelhas expostas. túnica com pequena gola serrilhada em dourado e pequena rosa ao centro; mangas em fole harmônio”. manto movimentado e também serrilhado em dourado. sapatos apontam sob a túnica. colar de pérolas douradas. o bemino jesus tem a mão direita erguida, e a segura um livro; tem cabelos castanhos. resplendor de metal prateado em forma de semicírculo raiado, cujos raios são encimados por 5 estrelas de 5 pontas. as pintadas. peanha de marfim entalhada na sua parte da frente com três cabecinhas de anjo, encimando duas asas douradas. sob a peanha está base madeira oitavada, com pintura descascando. coleção souza lima. n. ? de coleção: 375. data de entrada no museu: 01/08/1940. avaliada em 2011 (r$) anais do mhn. vol. iv – 1943.

  • Xícara de café

    Xícara de café

    com pires de 14,1 cm de diâmetro.

  • Vaso

    Vaso

    colecao miguel calmon

  • Tipiti

    Tipiti

    longo cilindro de palha trançada, oco e elástico, arrematado por duas alças nas extremidades e que tem apenas uma abertura na parte superior, por onde ele é cheio de polpa farinácea que se deseja expurgar o suco venenoso da mandioca. suspenso longitudinalmente por meio de alça superior, a qualquer esteio forte, passa-se uma longa haste de pau (ou contrapeso de pedra) que fica disposta transversalmente sobre a qual se fará grande esforço para baixo (às vezes são duas mulheres que se sentam nos extremos) de tal modo que se consiga distender o mais possível as paredes do tubo compressor. e assem enquanto o cilindro perde em largura o que ganha em comprimento e a massa é cada vez mais apertada, vai-se escoando através das malhas do trançado todo o líquido que se deseja eliminar. fabricado pelos homens e utilizado pelas mulheres do povo indígena kanela (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).

  • Esteira de expressão

    Esteira de expressão

    Peça em formato retangular, feita de nervura de grelo de buriti amarrada com cordel torcido de algodão. Finas varetas de bambu, tingidas das cores amarelo e preto. Fabricada pelo povo indígena Kamayurá (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
    Usada para espremer a polpa da mandioca ralada para eliminação do sumo venenoso. Área de uso: Mato Grosso.

  • Ralador de mandioca

    Ralador de mandioca

    peça em formato retangular, de madeira curva, tendo numa das faces uma parte crespa e um pedaço de madeira proeminente. fabrica-se de madeira branca e leve de marupá (simaruba amara, aubel) cujas fibras tendem voltar à posição primitiva quando desviadas. consiste numa tábua de 88 cm de comprimento, 37 cm de largura e 2 cm de espessura e um tanto recurvada. começam por executar na face aconcavada o desenho que desejam e que facilitam a operação de ralar. depois, com uma ponta (hoje um prego) e seguindo as linhas do desenho abrem pequenos orifícios. antes que as fibras da madeira voltem à posição natural, incrustam pequenas pedras de sílex, da forma de um dente, de sorte que emerge apenas uma aresta de ? cm. estabilizam melhor as pedrinhas com látex de sorva, espalhado com um pincel de fibras de bananeira, cujo tanino dá mais consistência ao látex. as pedras são encravadas a uma distância de 1 cm uma da outra e ocupam a parte central da tábua, deixando pequenas margens laterais (3, 4 e 5 cm), uma margem inferior de 3 cm e outra superior ou cabeça do ralo de uns 48,5 cm tendo esta última uma saliência ou cabo que serve apenas para suspender o ralo. o preparo da tábua cabe ao homem e a incrustação de quartzito às mulheres, sendo uma especialidade dos índios baniwa do rio içana (am). uso exclusivamente feminino. a mulher, ao ralar, o faz com as duas mãos alternadamente e não em ritmo uniforme, porém com arrancos que provocam movimentos dos próprios seios. fica sentada ao chão tendo o ralo entre as pernas. fabricada pelo povo indígena waiwai (família linguística karib).

  • Tipiti de torção

    Tipiti de torção

    Feito de pínula de miriti ou tucum de trançado no sistema diagonal, as bordas são retas e se originam do dobramento das pínulas que depois são aproveitadas no seguimento do próprio trançado. O fechamento é preso por um tipo de trançado, em diagonal, no sentido transversal. Algumas tiras da palha estão se rompendo. Originalmente a área cultural era Tocantins (Xingu), atualmente é Alto-Xingu. Usado pelas mulheres na prensa de mandioca ralada para eliminação de sumo venenoso (ácido cianídrico). Fabricado pelos homens do povo indígena Kreen-akarore (família linguística Jê, tronco linguístico Macro-jê). Inscrição: krentona, na lateral.