Referências bibliográficas: RIBEIRO, Berta. Diário do Xingu. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1979

  • Esteira de expressão

    Esteira de expressão

    Peça em formato retangular, feita de nervura de grelo de buriti amarrada com cordel torcido de algodão. Finas varetas de bambu, tingidas das cores amarelo e preto. Fabricada pelo povo indígena Kamayurá (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
    Usada para espremer a polpa da mandioca ralada para eliminação do sumo venenoso. Área de uso: Mato Grosso.

  • Uluri

    Uluri

    pedaço quadrado de entrecasca bastante dura e rija dobrado pela diagonal. os bordos dos dois triângulos assim obtidos são dobrados para dentro a fim de não ficarem cortantes. é suspenso a de 10 a 50 fios torcidos reunidos para formar o cinto que contorna os quadris. o uluri assenta bem em baixo sobre o ângulo do púbis. o vértice inferior do triângulo prolonga-se numa linha perineal. usado como protetor sexual que cobre justamente o início da vulva onde assenta firmemente. o introito vaginal não é atingido pelo triângulo, mas fechado ou pelo menos retido para dentro pela pressão geral, da frente para trás porque a linha perineal é alojada na vulva entre os lábios grandes e livres e bem tesa. o uso do uluri simboliza a passagem da categoria de adolescente para a de mulher, já que antes da menstruação as meninas usavam apenas o cinto de cordéis de buriti na altura da ilharga. é também considerado uma espécie de cinto de castidade porque o homem não pode tocá-lo sem o consentimento da mulher, do contrário acredita-se que ficará panema, isto é, azarado para a caça. fabricado pelas mulheres do povo indígena kalapalo (família linguística karib).

  • Banco

    Banco

    Banco feminino de formato retangular, confeccionado com oito segmentos de pecíolo de buriti novo, ligados por fio de fibra vegetal torcida. Quatro dos segmentos estão pintados de preto. Uso exclusivamente feminino. Fabricado pelo povo indígena Mehinaku (família linguística Aruak).