lasca de bambu afilado nas pontas. utilizado para riscar a parte do corpo em que se sente a dor para fazer o sangue espirrar, que é a origem do mal. antes de cortar a pele, lavam a parte com água fria, depois cortam e, por fim, para facilitar a hemorragia, põem sobre a ferida água morna misturada com um pó extraído das raízes de utöparanê. o talho deve ser feito por pessoas ligadas ao doente por parentesco: o marido faz na esposa, pais nos filhos, avós nos netos. fabricado pelo povo indígena xavante (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
Referências bibliográficas: OLIVEIRA, Mayara Manhães. Representações sobre os índios no Museu Histórico Nacional: percurso da Coleção Tsiipré. Trabalho de conclusão do curso de Museologia, Unirio, 2013. Não publicado.
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Fuso
vareta cilíndrica retirada da palma de buritiana pontuda em ambas as extremidades; aproximadamente a uns 6 a 7 cm da extremidade inferior do fuso está colocada a mainça de barro cozido, para firmar a rotação do fuso e apoiar o algodão fiado. grande quantidade de fios de algodão cobrem a vareta, formando espécie de cone. fabricado pelos homens do povo indígena xavante (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Fuso
haste feita de paxiúba, tendo na extremidade superior um entalhe circular e mainça globular feita de caroço de tucum perfurado, por onde passa a haste. a função da mainça é por um lado por seu peso dar ao fuso uma rotação uniforme e por outro servir de suporte para o fio enrolado em sua superfície. grande quantidade de fios de algodão cobrem a vareta, formando espécie de cone. uso exclusivamente feminino na fiação. fabricado pelos homens do povo indígena xikrin (= kayapó, família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Fuso
vareta cilíndrica retirada de palma de buritiana pontuda numa das extremidades, tendo na outra um talho por onde passa um fio; aproximadamente a uns 6 a 7 cm da extremidade inferior do fuso está colocada a mainça de barro cozido, para firmar a rotação do fuso e apoiar o algodão fiado. uso exclusivamente feminino na fiação. fabricado pelos homens do povo indígena xavante (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Colar
peça confeccionada com sementes (lágrimas de nossa senhora) em vários tons de cinza, intercalado por dois roletes revestidos de trançado de fibra vegetal formando desenhos geométricos e com pingente de taquara, com terminação em penas coloridas (amarelo, rosa, verde, cinza). fabricado pelo povo indígena guarani mbya (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
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Maracá (índio)
peça em formato oval, confeccionada com cabaça, tendo sementes ou grãos em seu bojo, é atravessado por vareta de taquara com decoração pintada que é fixada à cabaça, também decorada com pinturas, por meio de resina vegetal ou cera de abelha. fabricado pelo povo indígena bakairi (família linguística karib).
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Adorno auricular
brinco ritual iporedzaru. confeccionado com pedaço de flecha recoberto de algodão branco (wètèteyhi), tendo na base dente de capivara (uböwa) fixado com resina e que será introduzido no furo da orelha. na outra extremidade, pingentes de sementes de capim (aè), unhas de veado com penas de arara incrustadas. fabricado pelo povo indígena xavante (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Adorno nasal
peça formada por duas partes, confeccionada com pena caudal de papagaio encastoada num rolete de taquara, com ponta de madeira afilada. o ponto de junção da pena com o suporte é circundado por rosetas de plumas coloridas (amarelo, azul, vermelho, negro) atadas com fio de algodão em espiral que se prolonga sobre a haste, seguindo-se em trançado em preto e branco formando desenhos decorativos. o estojo é idêntico, só que não tem ponta afilada, apenas o orifício do rolete para inserir o adorno nasal. fabricado pelo povo indígena irantxe.


