Referências bibliográficas: O MUSEU HISTÓRICO NACIONAL. São Paulo : Banco Safra, 1989.

  • Santo

    Santo

    Estátua em cedro, em meio vulto, retratando São Mateus de pé sobre base de madeira, com perda de policromia original (notam-se tons avermelhados). Cabeça voltada à esquerda, cabelos em madeixas largas voltadas para trás. Barba em mechas, olhos voltados para cima, boca entreaberta. Antebraço e mão mutilados. Traja túnica longa com cintura marcada, gola em ponta. Manto jogado às costa com grande panejamento. Perna esquerda à frente. Pés descalços despontam sob a túnica. Ao seu lado, à direita, menino desnudo, de pé, perna esquerda à frente. Braços mutilados. A criança faz alusão à genealogia de Cristo.

  • Santo

    Santo

    Estátua de cedro, em meio vulto, retratando São João Evangelista de pé sobre base em madeira, com perda da policromia original. Cabeça voltada à direita, cabelos para trás em mechas estriadas. Olhos voltados para cima. Expressão serena. Não possui as mãos. Traja túnica larga com gola em ponta sobre manto com ponta à frente. Grande movimentação de panejamento. Perna direita fletida à frente. Pés descalços despontam sob a túnica. Tem aos seus pés, à esquerda, a águia atributo deste evangelista com traços incisos determinando penas.

  • Canhão

    Canhão

    Construido segundo o modelo La Hitte de montanha com reparo. Usado desde a Guerra do Paraguai (1864-1870) e também na Revolta da Armada no Rio de Janeiro (1893-1894).

  • Xícara de consomê

    Xícara de consomê

    com tampa e pires xícara: 10,8 alt. ; 13,0 3,8 alt. 14,0diam. ?=

  • Grupo escultural alegórico

    Grupo escultural alegórico

    escultura de gesso patinado retratando um indígena sobre sentado em rochedo com folhagens. corpo musculoso, inclinado direita, olhando para baixo. braço direito pousado retesado, e o outro braço está estendido. cabelos se observa na extremidade superior pequenos bastões cilíndricos. usa cocar ornado por grande pena central e um arcaz com flechas coberto por pele de casco de uma tartaruga que se encontra sobre sobrepostos. restaurado próximo ponta da flecha. avaliado em 2011 (r$) maquete de alegoria representando o rio madeira, localizada monumento a d. pedro i na praça tiradentes informação do catálogo do leilão da coleção fonseca maquette original do monumento a d. pedro o grande rodin] – rio madeira – [dovianna, marfa barbosa. a estátua mais bonita da vol. xiii. 1952.

  • Tipiti

    Tipiti

    longo cilindro de palha trançada, oco e elástico, arrematado por duas alças nas extremidades e que tem apenas uma abertura na parte superior, por onde ele é cheio de polpa farinácea que se deseja expurgar o suco venenoso da mandioca. suspenso longitudinalmente por meio de alça superior, a qualquer esteio forte, passa-se uma longa haste de pau (ou contrapeso de pedra) que fica disposta transversalmente sobre a qual se fará grande esforço para baixo (às vezes são duas mulheres que se sentam nos extremos) de tal modo que se consiga distender o mais possível as paredes do tubo compressor. e assem enquanto o cilindro perde em largura o que ganha em comprimento e a massa é cada vez mais apertada, vai-se escoando através das malhas do trançado todo o líquido que se deseja eliminar. fabricado pelos homens e utilizado pelas mulheres do povo indígena kanela (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).

  • Esteira de expressão

    Esteira de expressão

    Peça em formato retangular, feita de nervura de grelo de buriti amarrada com cordel torcido de algodão. Finas varetas de bambu, tingidas das cores amarelo e preto. Fabricada pelo povo indígena Kamayurá (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
    Usada para espremer a polpa da mandioca ralada para eliminação do sumo venenoso. Área de uso: Mato Grosso.

  • Ralador de mandioca

    Ralador de mandioca

    peça em formato retangular, de madeira curva, tendo numa das faces uma parte crespa e um pedaço de madeira proeminente. fabrica-se de madeira branca e leve de marupá (simaruba amara, aubel) cujas fibras tendem voltar à posição primitiva quando desviadas. consiste numa tábua de 88 cm de comprimento, 37 cm de largura e 2 cm de espessura e um tanto recurvada. começam por executar na face aconcavada o desenho que desejam e que facilitam a operação de ralar. depois, com uma ponta (hoje um prego) e seguindo as linhas do desenho abrem pequenos orifícios. antes que as fibras da madeira voltem à posição natural, incrustam pequenas pedras de sílex, da forma de um dente, de sorte que emerge apenas uma aresta de ? cm. estabilizam melhor as pedrinhas com látex de sorva, espalhado com um pincel de fibras de bananeira, cujo tanino dá mais consistência ao látex. as pedras são encravadas a uma distância de 1 cm uma da outra e ocupam a parte central da tábua, deixando pequenas margens laterais (3, 4 e 5 cm), uma margem inferior de 3 cm e outra superior ou cabeça do ralo de uns 48,5 cm tendo esta última uma saliência ou cabo que serve apenas para suspender o ralo. o preparo da tábua cabe ao homem e a incrustação de quartzito às mulheres, sendo uma especialidade dos índios baniwa do rio içana (am). uso exclusivamente feminino. a mulher, ao ralar, o faz com as duas mãos alternadamente e não em ritmo uniforme, porém com arrancos que provocam movimentos dos próprios seios. fica sentada ao chão tendo o ralo entre as pernas. fabricada pelo povo indígena waiwai (família linguística karib).

  • Pá de beiju

    Pá de beiju

    peça confeccionada em madeira clara. forma de meia lua. num dos lados, decoração com motivos geométricos em preto. usada para virar beiju. fabricada pelo povo nahukwá (família linguística karib).