Estátua em cedro, em meio vulto, retratando São Mateus de pé sobre base de madeira, com perda de policromia original (notam-se tons avermelhados). Cabeça voltada à esquerda, cabelos em madeixas largas voltadas para trás. Barba em mechas, olhos voltados para cima, boca entreaberta. Antebraço e mão mutilados. Traja túnica longa com cintura marcada, gola em ponta. Manto jogado às costa com grande panejamento. Perna esquerda à frente. Pés descalços despontam sob a túnica. Ao seu lado, à direita, menino desnudo, de pé, perna esquerda à frente. Braços mutilados. A criança faz alusão à genealogia de Cristo.
Referências bibliográficas: O MUSEU HISTÓRICO NACIONAL. São Paulo : Banco Safra, 1989.
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Grupo escultural alegórico
escultura de gesso patinado retratando um indígena sobre sentado em rochedo com folhagens. corpo musculoso, inclinado direita, olhando para baixo. braço direito pousado retesado, e o outro braço está estendido. cabelos se observa na extremidade superior pequenos bastões cilíndricos. usa cocar ornado por grande pena central e um arcaz com flechas coberto por pele de casco de uma tartaruga que se encontra sobre sobrepostos. restaurado próximo ponta da flecha. avaliado em 2011 (r$) maquete de alegoria representando o rio madeira, localizada monumento a d. pedro i na praça tiradentes informação do catálogo do leilão da coleção fonseca maquette original do monumento a d. pedro o grande rodin] – rio madeira – [dovianna, marfa barbosa. a estátua mais bonita da vol. xiii. 1952.
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Tipiti
longo cilindro de palha trançada, oco e elástico, arrematado por duas alças nas extremidades e que tem apenas uma abertura na parte superior, por onde ele é cheio de polpa farinácea que se deseja expurgar o suco venenoso da mandioca. suspenso longitudinalmente por meio de alça superior, a qualquer esteio forte, passa-se uma longa haste de pau (ou contrapeso de pedra) que fica disposta transversalmente sobre a qual se fará grande esforço para baixo (às vezes são duas mulheres que se sentam nos extremos) de tal modo que se consiga distender o mais possível as paredes do tubo compressor. e assem enquanto o cilindro perde em largura o que ganha em comprimento e a massa é cada vez mais apertada, vai-se escoando através das malhas do trançado todo o líquido que se deseja eliminar. fabricado pelos homens e utilizado pelas mulheres do povo indígena kanela (família linguística jê, tronco linguístico macro-jê).
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Esteira de expressão
Peça em formato retangular, feita de nervura de grelo de buriti amarrada com cordel torcido de algodão. Finas varetas de bambu, tingidas das cores amarelo e preto. Fabricada pelo povo indígena Kamayurá (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi).
Usada para espremer a polpa da mandioca ralada para eliminação do sumo venenoso. Área de uso: Mato Grosso. -

Ralador de mandioca
peça em formato retangular, de madeira curva, tendo numa das faces uma parte crespa e um pedaço de madeira proeminente. fabrica-se de madeira branca e leve de marupá (simaruba amara, aubel) cujas fibras tendem voltar à posição primitiva quando desviadas. consiste numa tábua de 88 cm de comprimento, 37 cm de largura e 2 cm de espessura e um tanto recurvada. começam por executar na face aconcavada o desenho que desejam e que facilitam a operação de ralar. depois, com uma ponta (hoje um prego) e seguindo as linhas do desenho abrem pequenos orifícios. antes que as fibras da madeira voltem à posição natural, incrustam pequenas pedras de sílex, da forma de um dente, de sorte que emerge apenas uma aresta de ? cm. estabilizam melhor as pedrinhas com látex de sorva, espalhado com um pincel de fibras de bananeira, cujo tanino dá mais consistência ao látex. as pedras são encravadas a uma distância de 1 cm uma da outra e ocupam a parte central da tábua, deixando pequenas margens laterais (3, 4 e 5 cm), uma margem inferior de 3 cm e outra superior ou cabeça do ralo de uns 48,5 cm tendo esta última uma saliência ou cabo que serve apenas para suspender o ralo. o preparo da tábua cabe ao homem e a incrustação de quartzito às mulheres, sendo uma especialidade dos índios baniwa do rio içana (am). uso exclusivamente feminino. a mulher, ao ralar, o faz com as duas mãos alternadamente e não em ritmo uniforme, porém com arrancos que provocam movimentos dos próprios seios. fica sentada ao chão tendo o ralo entre as pernas. fabricada pelo povo indígena waiwai (família linguística karib).
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Pá de beiju
peça confeccionada em madeira clara. forma de meia lua. num dos lados, decoração com motivos geométricos em preto. usada para virar beiju. fabricada pelo povo nahukwá (família linguística karib).




