são tecidos num tear de madeira vergada em semicírculo e segura nesta posição por meio de uma ripa que lhe fixa transversalmente amarrada. para a confecção da tanga de miçangas coloridas de vidro (vermelho, azul e rosa), usa-se uma ourela de algodão da qual pendem fios verticais e que, muitas vezes, se apronta anteriormente. para tecer a ourela passa-se por três vezes um fio de algodão entre as duas pontas de amarração, o que dá origem a três pares de fios paralelos horizontais. entre estes corre outro, mais longo, vertical que vai e vem apanhando de cada vez um par de fios formado por um da frente e outro de trás, saltando outro par e assim originando-se uma forte amarração bem justa. obedecem sempre a forma trapezoidal e variam de tamanho. são enfeitadas com franjas e pingentes de penas coloridas (pretas, amarelas, rosadas, verdes, brancas) e cascas de frutos. o padrão do tecido das tangas geralmente é geométrico predominando gregas, volutas e meandros. uso exclusivamente feminino, à maneira de pequeno avental pendente ao baixo ventre, até o meio das coxas, e presas à cintura por cordel estreito, em ocasiões festivas. fabricada pelas mulheres do povo indígena hixkaryana (família linguística karib).
Classe: 12.8 Peça de Indumentária
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Tanga
tecidas num tear de vareta vergada em semicírculo e segura nesta posição por meio de uma ripa que lhe fica transversalmente amarrada. para a confecção da tanga de miçangas coloridas de vidro (verde, azul, vermelho, branco) ), usa-se uma ourela de algodão da qual pendem fios verticais e que, muitas vezes, se apronta anteriormente. para tecer a ourela passa-se por três vezes um fio de algodão entre as duas pontas de amarração, o que dá origem a três pares de fios paralelos horizontais. entre estes corre outro, mais longo, vertical que vai e vem apanhando de cada vez um par de fios formado por um da frente e outro de trás, saltando outro par e assim originando-se uma forte amarração bem justa. obedecem sempre a forma trapezoidal e variam de tamanho. são enfeitadas com franjas e pingentes de penas coloridas (amarelas, azuis e vermelhas). o padrão do tecido das tangas geralmente é geométrico predominando gregas, volutas e meandros. uso exclusivamente feminino, à maneira de pequeno avental pendente ao baixo ventre, até o meio das coxas, e presas à cintura por cordel estreito, em ocasiões festivas. fabricada pelas mulheres do povo indígena hixkaryana (família linguística karib).
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Uluri
pedaço quadrado de entrecasca bastante dura e rija dobrado pela diagonal. os bordos dos dois triângulos assim obtidos são dobrados para dentro a fim de não ficarem cortantes. é suspenso a de 10 a 50 fios torcidos reunidos para formar o cinto que contorna os quadris. o uluri assenta bem em baixo sobre o ângulo do púbis. o vértice inferior do triângulo prolonga-se numa linha perineal. usado como protetor sexual que cobre justamente o início da vulva onde assenta firmemente. o introito vaginal não é atingido pelo triângulo, mas fechado ou pelo menos retido para dentro pela pressão geral, da frente para trás porque a linha perineal é alojada na vulva entre os lábios grandes e livres e bem tesa. o uso do uluri simboliza a passagem da categoria de adolescente para a de mulher, já que antes da menstruação as meninas usavam apenas o cinto de cordéis de buriti na altura da ilharga. é também considerado uma espécie de cinto de castidade porque o homem não pode tocá-lo sem o consentimento da mulher, do contrário acredita-se que ficará panema, isto é, azarado para a caça. fabricado pelas mulheres do povo indígena kalapalo (família linguística karib).
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Tanga
faixa tecida de algodão, tendo como pingentes fieiras de penas de mutum, arara vermelha, garça e periquito, na técnica de flores de plumas. total de 21 amarrados de penas e 31 franjas em fibra vegetal cobertas de penas. fabricado por um índio urubu-kaapor dentre o povo indígena tembé (família linguística tupi-guarani, tronco linguístico tupi), segundo o doador. tanga estilo guajajara.






