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Metadados
ID no DONATO
1207
Local de nascimento
Ariranha, São Paulo, Brasil
Data de nascimento
1959
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
PAULO PASTA
Biografia
Nascimento:
1959 – Ariranha, SP
Formação:
– 1978/1983 – São Paulo SP – Cursa a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP – Estudos de gravura com Evandro Carlos Jardim (1935) e Regina Silveira (1939) e pintura com Donato Ferrari (1933) e Carmela Gross (1946)
– 1988/1989 – São Paulo SP – Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas
Cronologia:
– Pintor, desenhista, gravura, professor
Biografia:
Paulo Augusto Pasta (Ariranha SP 1959). Pintor, desenhista, ilustrador, professor. Gradua-se em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP em 1983. Atua como arte-educador na Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp, entre 1983 e 1985. No começo da década de 1980, estuda desenho e gravura em metal com Evandro Carlos Jardim (1935). Realiza também cursos de litografia e serigrafia com Regina Silveira (1939) e pintura com Donato Ferrari (1933) e Carmela Gross (1946). Cria obras abstratas nas quais utiliza uma gama cromática reduzida, explorando variações tonais. Em 1984, realiza sua primeira exposição individual na Galeria D. H. L., em São Paulo. Recebe a bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas, em 1988. Tem relevante atividade docente, lecionando pintura na Faculdade Santa Marcelina – FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, onde ingressa em 1998. Ministra ainda cursos livres em várias instituições culturais, como no Museu Brasileiro de Escultura – MuBE e no Instituto Tomie Ohtake – ITO. Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no Museu de Arte de Brasília – MAB/DF e, em 1997, o Prêmio Price Waterhouse – Conjunto de Obras, no Panorama da Artes Visuais do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP. Em 1998, é publicado o livro Paulo Pasta, pela Edusp. É mestre em artes plásticas pela ECA/USP, em 2002. Atua ainda como ilustrador, entre outros, dos livros Coração Partido – uma análise da poesia reflexiva de Drummond e Rocambole, ambos de autoria do crítico literário Davi Arrigucci Jr., publicados pela Editora Cosac & Naify, em 2002 e em 2005, respectivamente
Comentário Crítico publicado pela Enciclopédia de Artes Visuais da Itaú Cultural:
A pintura de Paulo Pasta, na década de 1980, apresenta suaves passagens tonais e formas instáveis, indefinidas. Uma de suas principais referências, além da obra de Paul Cézanne (1839 – 1906) e Henri Matisse (1869 – 1954), é a pintura do artista norte-americano Jasper Johns (1930). Paulo Pasta, por meio de ligeiras arranhaduras na última camada de tinta da tela, cria formas que se aproximam às de frontões, ânforas e colunas. Essas imagens permitem uma referência ao passado, remetem ao campo da memória. Para o historiador da arte Rodrigo Naves, há nesses trabalhos um quê de nostalgia – eles procuram reatar com um tempo histórico, apontam para a lembrança de uma era sem fraturas, em que gestos individuais e significados sociais se relacionavam harmoniosamente. Há também nas obras do artista um jogo tonal, espécie de cor primeira que contém outras, que se insinua insistentemente, mas os tons e as pinceladas obedecem apenas ao equilíbrio interno da obra.
Como aponta o crítico Alberto Tassinari, no começo da década de 1990, seu trabalho modifica-se: grande parte de suas pinturas tem como motivo algo que lembra um chão ladrilhado com cacos. Esses quadros não levam o olhar do espectador para o horizonte, mas o remetem a obstáculos e a um espaço que não se deixa ver com nitidez. Em trabalhos iniciados em 1994, apresenta mais contrastes de cor, o espaço se amplia e as estruturas tornam-se mais ordenadas. Permanece porém a atmosfera espessa, a densidade das pinturas anteriores. Em 1996, o artista plástico Nuno Ramos (1960), ao comentar as obras de Paulo Pasta apresentadas em exposição individual na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, ressalta a luminosidade intensa dos quadros que realça as diferenças de tom e cor, luz e sombra, superfície e profundidade, ao mesmo tempo em que paradoxalmente equilibra o conjunto da pintura.
A pintura de Paulo Pasta, para Naves, propõe ao observador uma experiência: ela porta uma espécie de vagar, pede uma suspensão temporal para que o olhar possa se deter morosamente pelas passagens tonais e pelas formas, em lento movimento de diferenciação.
– Críticas:
“Dois aspectos contrastantes se encontram nos trabalhos de Paulo Pasta. De um lado, há a irregularidade e a espessura da matéria pictórica, que se impõe (sobretudo quando distribuída sobre grandes superfícies, como nos quadros recentes) como presença concreta, aparentemente independente de mediações linguísticas – é o elemento que nos últimos tempos acostumamo-nos a chamar ´matérico´. Por outro lado, porém, não existe nessas obras matéria bruta: tudo é filtrado, escolhido, pinçado da tradição, e só então reconduzido a uma condição elementar. (…) No entanto, esses encrespamentos da matéria têm uma história, organizam-se na lembrança de antigos esquemas – não só quando sugerem um desenho de arcos ou o fantasma de uma perspectiva, mas sobretudo quando, sem nenhuma referência evidente, emprestam ao quadro a sombra de uma composição clássica. (…). Ocorre algo análogo, mas invertido, no que diz respeito às cores. Não existe cor pura, bruta, nas grandes superfícies monocromas de Paulo Pasta. Seu colorismo é tonal, é busca do ponto de equilíbrio entre diferentes qualidades da mesma tinta. O pigmento passa por um processo de afinação, até encontrar a altura exata. (…)”.
Lorenzo Mammi
PASTA, Paulo. Paulo Pasta : 2. bolsa Emile Eddé de artes plásticas. São Paulo: MAC/USP, 1989
* OBS: Informações retiradas da Enciclopédia Virtual Itaú Cultural – endereço na Bibliografia.
(JOB – 21 e 26 de setembro de 2006)
Nome (catálogo)
PASTA, Paulo