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ID no DONATO
1263
Local de falecimento
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Data de falecimento
1965
Local de nascimento
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Data de nascimento
1918
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
HENRIQUE OSWALD
Biografia
Era filho do grande pintor e gravador Carlos Oswald, com quem iniciou seu aprendizado. Começando a pintar por volta de 1942, cedo destacar-se-ia como excelente desenhista e gravador em metal, conquistando no Salão Nacional de Belas Artes sucessivamente medalha de prata (1947), ouro (1948), viagem ao país (1952) e viagem ao exterior (1954), permanecendo na Europa de 1955 até 1959. Durante sua estada em Paris, aperfeiçoou-se em gravura com Johnny Friedlaender. Retornando ao Brasil, fixou-se em Salvador (onde já estivera em 1952), tornando-se professor da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia desde 1959 até pouco antes de seu precoce falecimento. Henrique Oswald, que participou de inúmeras coletivas – como o I Salão Paulista de Arte Moderna (1952, prêmio de aquisição), o IV Salão Baiano de Belas Artes (1954, medalha de ouro), o I Salão de Artes Plásticas do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (1960, viagem aos Estados Unidos), a Bienal de São Paulo, desde 1951, e o Salão Nacional de Arte Moderna (1961, certificado de isenção de júri) -, realizou mostras individuais em Roma, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador (1964). Pintor de temas religiosos, decorou a concha central da Capela da Santíssima Trindade do Seminário de Botucatu (SP). Praticou também a pintura de cavalete, distinguindo-se em sua produção três fases: a realista, inicial, sob a influência do pai; a de conotação não-figurativista, com recursos de textura, colagem e grafismo; e a final, a que talvez se pudesse chamar simplesmente abstrata, visto que nela se observa a abstratização gradativa das formas naturais. Notável professor, foi, ao lado de Hansen-Bahia e de Mário Cravo Júnior, de atuação decisiva para o surgimento da moderna escola baiana de gravadores. A I Bienal Nacional de Artes Plásticas (Salvador, 1966) dedicou-lhe sala especial, e no mesmo ano o Museu Nacional de Belas Artes organizou em sua memória a mostra Henrique Bicalho Oswald e Gravadores do Nosso Tempo. Sempre em 1966, foi publicado em Salvador o álbum Henrique Oswald na Bahia, com sete gravuras do artista e textos de sua viúva, Jacyra Oswald, e de Jorge Amado.
Ref: LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro, Artlivre, 1988, p. 371.
Filho do pintor e gravador Carlos Oswald, Henrique iniciou seus estudos com seu pai. Sua técnica de desenho e de gravura em metal o fizeram se destacar nos Salões Nacionais de Belas Artes. Em 1948, recebeu o prêmio de Medalha de Ouro, em 1952 o de Viagem ao País e, em 1954, o de Viagem ao Estrangeiro. Permaneceu na Europa de 1955 a 1959, onde, em Paris, estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil e fixou residência em Salvador, onde tornou-se professor da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia. Participou de inúmeras exposições como o I Salão Paulista de Arte Moderna, em 1952, da Bienal de São Paulo, do Salão Nacional de Arte Moderna, de 1961, além de mostras individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Roma, entre outras cidades. (l.a.)
Filho do ilustre compositor Henrique Oswald e neto de um imigrante suíço que, ao chegar ao Brasil, simplificara o sobrenome, Oschwald, para Oswald, Carlos Oswald nasceu em Florença (Itália), onde desde 1862 sua família residia, e antes de dedicar por inteiro às artes visuais desejou ser violoncelista e cursou, mesmo sem vocação, as aulas do Instituto Galileo Galilei, formando-se em 1903 em Física-Matemática. Como, nos quatro anos do curso, vivesse desenhando mestres e colegas, alguém mostrou um de tais desenhos ao pintor Odoardo Gelli, o qual imediatamente aconselhou-o a ingressar na Academia de Belas Artes de Florença, como aluno livre, porquanto já ultrapassara a idade regulamentar. Na Academia, Carlos Oswald estudou com o próprio Gelli, e ainda com Vittorio Corcos, Giolli e Trentacoste, tendo decerto sentido a influência, então onipresente, de Giovanni Fattori; como curiosidade, cite-se o fato de que, mais ou menos pela mesma época em que ali estudou, cursava a Academia o jovem Amedeo Modigliani, apenas dois anos mais moço que o brasileiro. Se bem que só viesse a conhecer o Brasil em 1906, Carlos Oswald remetia da Itália pinturas para o Salão Nacional de Belas Artes, tendo recebido nesse certame menção de 2º grau (1903), de 1º grau (1904) e medalha de prata (1906, com O Violonista, do qual disse Gonzaga Duque: “Esta cabeça está viva, não se pode negar; há alma nesses olhos, essas mãos têm sangue, e músculos e nervos. Admirável figura!”). Uma das pinturas que expunha no Salão de 1906 chamava-se Triste, e se inspirava num verso de Maeterlink, fato que serve para colocar em foco as vinculações de Carlos Oswald com o Simbolismo, ele que em Florença tomara conhecimento com as obras de Burne-Jones, Dante Gabriel Rossetti e Ruskin, e que no Salão de 1907 exporia um auto-retrato “à maneira de Carrière”. Em 1908, de regresso à Europa, estudou gravura em Florença com o norte-americano Carl Strauss, tornando-se o pioneiro dessa modalidade expressiva entre nós; dirigiu-se em seguida a Munique, frequentando os ateliês de Hildebrandt e Erler, embora a rigor não tivesse sido aluno de nenhum deles. Foi na Europa que, em 1910, lhe chegou o convite do governo para integrar a equipe de artistas incumbidos de decorar o Pavilhão do Brasil na Exposição de Turim, programada para o ano seguinte. Seguindo para Paris, onde o trabalho seria realizado, Carlos Oswald sentiria, na capital francesa, o poderoso impacto dos impressionistas, dos neo-impressionistas e principalmente de Puvis de Chavannes. É também nesse momento que dá por concluída sua fase de aprendizagem, como diria anos depois em sua autobiografia. (…) Em 1914 o artista estava no Brasil, de visita, quando a deflagração da I Grande Guerra o impediu de retornar à Europa. Radicou-se então em definitivo no Rio de Janeiro, animado pelo sucesso obtido, no Salão do ano anterior, por sua tela Tocando debussy, contemplada com a medalha de ouro. Também conheceu êxito a mostra que realizou, ao lado de Eugênio Latour, no mesmo ano de 1913, e da qual faziam parte As Forças da Pátria, composição simbólica executada a duas mãos com Latour, e Glorificação da Bandeira Nacional, “seguindo Puvis de Chavannes e o grande Von Marées”. Várias de suas pinturas religiosas, reproduzidas em oleografias pela firma Stehli Frères, de Zurique, ornam ainda hoje muitos lares brasileiros e de outros países, como Deixai as criancinhas virem a mim, A Última Ceia e principalmente Sagrado Coração. Em 1918, no Rio de Janeiro, Carlos Oswald conheceu, na casa paterna, os grandes vultos da música então de passagem pelo Brasil: Brailowsky, Rubinstein, Casals, Marinuzzi, Villa-Lobos, Respighi e Milhaud, entre outros. De Milhaud, secretário pessoal do embaixador francês, que era nem mais nem menos do que o grande poeta católico Paul Claudel, chegou a esboçar de troça um retrato cubista, nunca localizado, e desenhou croquis para o cenário e os figurinos de um balé, nunca concretizado, com música de Milhaud, e libreto de Paul Claudel! Datam de 1922 dois murais importantes, para a Câmara Municipal e para a Câmara dos Deputados.
Nome (catálogo)
OSWALD, Henrique Carlos Bicalho