Biografia
Kenny Scharf nasceu em 1958 em Los Angeles, Califórnia. Residência principal em Los Angeles, CA.
Possui obras nas seguintes instituições:
THE BASS MUSEUM OF ART, MIAMI BEACH
BRANT FOUNDATION, GREENWICH, CONN.
THE DANNHEISER FOUNDATION, NEW YORK CITY
THE BROAD FOUNDATION, LOS ANGELES
GRONIGER MUSEUM, GRONIGER, HOLLAND
THE JEWISH MUSEUM, NEW YORK CITY
LUDWIG MUSEUM, COLOGNE, GERMANY
MIAMI ART MUSEUM, MIAMI, FLORIDA
MUSEO D ARTE CONTEMPORANEO DE MONTERREY, MONTERREY MEXICO
MUSEU DE ARTE MODERNA, RIO DE JANEIRO, BRAZIL
MUSEUM OF CONTEMPORARY ART, LOS ANGELES
MUSEUM OF CONTEMPORARY ART, SAN DIEGO
MUSEUM OF MODERN ART NEW YORK
NEW ENGLAND CENTER FOR CONTEMPORARY ART, BROOKLYN, CONNECTICUT
PASADENA MUSEUM OF CALIFORNIA ART
PATERSON MUSEUM, PATERSON, NEW JERSEY
PATRICK LANNAN FOUNDATION, LOS ANGELES
PEARL ARTS FOUNDATION PORTLAND, OREGON
SAN FRANCISCO MUSEUM OF MODERN ART
SOGETSU MUSEUM, TOKYO
STEDELIJK MUSEUM AMSTERDAM, HOLLAND
WHITNEY MUSEUM OF AMERICAN ART NEW YORK
fonte: https://kennyscharf.com/bio/
Kenny Scharf interessa-se por arte desde criança, especialmente pelo surrealismo de Salvador Dalí. Após um breve período na Universidade da Califórnia, muda-se para Nova York onde estuda na Escola de Artes Visuais. Aproxima-se, nesta época, de Keith Haring e Jean-Michel Basquiat entra em contato contato com outros artistas, como Andy Warhol, um dos principais expoentes da Pop Art estadunidense. Em suas primeiras pinturas a combinação de imagens de ambientes domésticos com monstros, plantas e seres alienígenas, denotam a influência dos desenhos animados que assiste em programas de televisão, como pode-se notar em seu trabalho Barbara Simpson's New Kitchen, de 1978. Realiza em Nova York, no ano de 1979, suas primeiras exposições na boite Club 57 e na vitrine da Fiorucci Store, famosa grife de roupas para jovens. No ano seguinte, Scharf e Haring dividem um loft (amplo espaço sem divisórias e com pé direito alto), em Times Square, movimentado bairro nova iorquino, onde permanecem por dois anos. O artista produz uma série de trabalhos, utilizando objetos de consumo como carros, telefones, televisores, aparelhos de som, bicicleta, entre outros, singularizando-os por meio da pintura e da assemblage. Kenny Scharf começou a interferir sobre esses equipamentos quebrados encontrados na rua, para tornar o cotidiano mais alegre, tentando mudar a vida por meio da arte. Envolve-se em atividades coletivas e performances e torna-se conhecido por suas intervenções murais espontâneas, ou seja, sem a utilização de máscaras vazadas, integrando o movimento grafite. Suas imagens incluem personagens dos Flintstones e Jetsons, além de formas amebóides e espirais que flutuam em ambientes cósmicos, nos quais predominam cores artificiais, metálicas e fosforescentes. A partir de 1983, quando de sua exposição individual na galeria Tony Shafrazi, em Nova York, seu trabalho alcança reconhecimento, obtendo convites para participações em grandes exposições como no Whitney Museum of American Art de Nova York e na XVII Bienal Internacional de São Paulo, em 1983. Casa-se com uma brasileira e passa temporadas em Ilhéus, na Bahia, onde hospeda Keith Haring por várias vezes. No final da década de 1980, ao lado de suas figuras biomórficas, realiza trabalhos em que justapõe imagens de anúncios publicitários da década de 1960 a pinceladas que remetem a Jackson Pollock e nos quais é possível perceber elementos de crítica à sociedade de consumo e preocupações ecológicas. Em 1992 muda-se para Miami, na Flórida, inaugurando três anos depois, a Scharf Shop, seguida da Scharf Shack, de Nova York. Nestas lojas comercializa roupas, objetos e assessórios com seus desenhos e pinturas, tentando aproximar as culturas dominante e periférica e atrair o público através da venda de objetos a um custo acessível. Expõe pela primeira vez obras de seu período de aprendizado na Califórnia e realiza a exposição Heads no Miami's Center of Fine Arts, com dez grandes pinturas que se interligam em círculo e esculturas em fibra de vidro. Em outubro de 1996, abre a exposição El Mundo de Kenny Scharf, com curadoria de Dan Cameron, no Museu de Arte Contemporânea de Monterrey, no México, batendo o recorde de visitantes do museu. No mesmo ano, constrói a instalação Cosmic Cavern na casa noturna The Tunnel, com paredes imitando peles de animais, luz negra e móveis extravagantes. Em 1998, é convidado a pintar um painel mural no saguão do Museu de Arte Contemporânea de San Diego, na Califórnia e, em 2002, realiza o desenho animado The Groovenians para o canal de televisão Cartoon Network. Em sua trajetória o artista alia imagens do universo da comunicação de massa a uma técnica pictórica gestual. Revela uma preocupação com a qualidade de vida e o desejo utópico de harmonia universal. Ao mesmo tempo, faz a aplicação de seus padrões e desenhos em relógios, telefones celulares e em outros objetos de consumo, que o colocam em uma situação limítrofe ante a vontade moderna de uma arte total, inserida no cotidiano de excessos do capitalismo de seu país.
Fonte:http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/roteiro/PDF/42.pdf