Documento
Metadados
ID no DONATO
1022
Local de falecimento
Nova Iorque, Estados Unidos
Data de falecimento
18/05/1987
Local de nascimento
Nova Iorque, Estados Unidos
Data de nascimento
10/03/1947
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
JORGE GUINLE
Biografia
-Jorge Guinle Filho (Pintor, desenhista e gravador)
Jorge Guinle Filho mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e freqüentou museus e galerias de arte, prática que manteve enquanto esteve vivo. O contato com obras tanto de mestres da pintura como de artistas contemporâneos são marcantes em sua formação. Foi influenciado, de forma especial, pelas obras do pintor francês Henri Matisse (1869 – 1954) e pela action painting e arte pop norte-americanas. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão, e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada sobretudo à pintura, que chama atenção pelo vigor e pela intrincada referência que faz aos movimentos artísticos modernos e contemporâneos. O artista foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu, ainda, um texto para a edição especial da revista Módulo dedicada a essa mostra, além de participar de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreve sobre suas obras.
Depoimentos do artista:
“A minha iconografia é abstrata. É uma iconografia da história da arte e não uma iconografia identificada, como a dos neo-expressionistas alemães e italianos, ou mesmo do Schnabel, que, mesmo usando uma imagem, reduz a sua função a zero. Neste ponto acho que divergem os caminhos da nova escola e o da minha pintura. Ao mesmo tempo, existe um diálogo conservador e historicista entre o meu trabalho e o deles, no uso da tela e da tinta a óleo, matérias tradicionais por excelência. Há também um diálogo entre meus trabalhos e os cultores da nova escola, na noção de uma escolha de estilo já dado e dirigido; numa heterogeneidade que negaria a unicidade de pensamento que cria o sublime homogêneo. No meu caso, por motivos emocionais, estéticos, se encontra uma mescla do abstrato-expressionismo gestual, de De Kooning e do Matisse, até um surrealismo automatista. Mas cada apropriação de um estilo, de um pensamento inicial, é desviada do propósito inicial da escola escolhida justamente pela inclusão de uma outra escola que seria sua negação.
Por exemplo, o lado decorativo, joie-de-vivre matissiano das cores, seria negado pela construção ritmicamente exacerbada do abstrato-expressionismo. Por outro lado, a tragédia desta mesma pincelada abstracionista é negada pelo otimismo da cor e pela ambigüidade cômica da operação. A possibilidade e o prazer de sempre alargar e nutrir essas contradições formam a base da minha práxis artística. O sublime poderia justamente surgir nessa crítica do sublime já embalsamado e obsoleto, nessa fronteira exígua, onde ele nasce e desaparece”.
Jorge Guinle
GUINLE, Jorge. [A pintura contra a parede]. In: BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 17., 1983, São Paulo, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1983. p. 201. [Trecho final do texto publicado originalmente no cartaz da exposição Jorge Guinle. Rio de Janeiro: Espaço ABC, MAM/RJ, 1982].
“A emoção que sinto quando a tela está pronta é muito forte. É uma emoção incrível e que nunca confessei. Uma emoção total, de harmonia com o mundo, de felicidade. Uma emoção fortíssima de volta ao passado e a todas as memórias passadas. Uma sensação de comicidade das coisas da vida como num momento Zen, onde você vê todo o absurdo mas o acha engraçado. Uma segurança total perante o mundo, uma felicidade, uma calma, uma sensação de paz.
Quando levo uma tela de um lugar para outro, seguro-a com especial carinho, sentindo sua rugosidade, seu chassis. Em vez de fazer uma meditação eu pinto. É assim que encontro o meu sartori: a total paz com relação ao mundo onde os contrários se unem”.
Jorge Guinle
GUINLE, Jorge. [Depoimento]. In: ______. Jorge Guinle: l’heure bleue. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1989. p. [13]. [Texto escrito em setembro de 1986].
Comentário Crítico retirado da Enciclopédia Virtual de Artes Visuais do Itaú Cultural:
– “Jorge Guinle passa grande parte de sua vida entre Paris e Nova York, onde conhece obras da action painting e da arte pop, decisivas em sua formação. Fixa-se no Brasil em 1977. Nos anos seguintes, o clima de abertura política no país favorece as manifestações artísticas e Guinle retoma a carreira, iniciada na metade da década de 1960, com forças renovadas. Sua trajetória é muito rápida: trabalha por sete anos, nos quais produz obras marcantes. Entre 1980 e 1982, faz entrevistas para a revista Interview, de circulação nacional, com importantes artistas brasileiros, como: Hélio Oiticica (1937 – 1980), Rubens Gerchman (1942), Antonio Dias (1944), Lygia Clark (1920 – 1988), Cildo Meireles (1948) e Mira Schendel (1919 – 1988), entre outros.
Colorista nato, Guinle atribui a descoberta da pintura ao contato com obras do pintor francês Henri Matisse (1869 – 1954), principalmente Mulher Lendo sobre Fundo Negro (1939). Trabalha com arte abstrata, na qual utiliza a gestualidade e trava constante diálogo com artistas do expressionismo abstrato, principalmente Jackson Pollock (1912 – 1956), Willem de Kooning (1904 – 1997) e Franz Kline (1910 – 1962). Utiliza telas de grandes dimensões, com vastas áreas de cor, em que o olho se deixa levar pelo ritmo das pinceladas. Em telas como Operação Plástica (1980) revela sua admiração por Henri Matisse, o que ocorre também no quadro Cobertas Coarctadas (1981), no qual está presente a gama cromática do mestre francês, exemplificada em Paisagem de Collioure (1905).
Suas obras oscilam entre figuração e abstração. Em Galicíneo Galhardeado (1982) representa seres reais ou imaginários. Em outras sugere paisagens como em Copacabana Me Engana ou Passarela (ambas de 1983). Sexta-Feira (1985) apresenta uma vontade ordenadora, com áreas bem delineadas, contornos definidos, e recortes de estampas que têm relação com planos de fundo de obras de Paul Klee (1879 – 1940) ou Bram van Velde (1895 – 1981). Já em Paisagem Infinita (1985) cria um redemoinho de impressões cromáticas. As nuances de cor, de grande pulsação luminosa, são obtidas pela gestualidade. O quadro Subida ao Céu (1986) beira a total abstração. O suporte é preenchido quase com um único ritmo, o efeito visual lembra os obtidos por Pollock, por exemplo em Olhos no Calor (1946).
Na opinião da estudiosa Christina Bach, ocorre uma mudança nas obras do artista no período de 1986 a 1987, e distancia-se da ansiedade experimental da época anterior. Cavalo de Tróia, Pau-Brasil e As Vogais (todas de 1986) apresentam grandes planos de cores mais suaves, conseguidos pelo emprego de tintas diluídas, e revelam caráter de introspecção. O uso de cores translúcidas e cintilantes traz lembranças de obras de De Kooning, como Paliçada (1957) ou Subúrbio em Havana (1958). Os quadros Ulisses ou Cabeça de Pescador (ambos de 1987) mostram uma gestualidade menos febril, tonalidades mais sutis e distribuição dos elementos mais ritmada. Guinle alia o vigor que transmite a essas telas ao aspecto tênue, quase etéreo da cor e execução. Em razão da farta incidência de amarelos, muitas vezes pontuados por vermelhos vivos, predomina em alguns quadros uma atmosfera solar. Em obras como Iasmin e O Corpo (ambas de 1987) as tintas se liquefazem, tornam-se luz e revelam muita densidade emocional.
Ao longo da carreira, o artista participa de várias exposições nacionais, entre elas a mostra Como Vai Você, Geração 80?, realizada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, em 1984. Formada por um grupo de jovens artistas, que se torna conhecido como Geração 80, seus trabalhos relacionam-se a uma pesquisa e revalorização das técnicas de pintura, em contraposição às vertentes conceituais da arte brasileira na década de 1970. Destaca-se a importante atuação de Guinle como incentivador dessa nova geração: prepara um texto crítico para o catálogo da mostra, participa de várias manifestações coletivas e eventos promovidos pelos artistas e escreve sobre suas obras.”
– “O traço forte de gestos largos e precisos fez de Jorge Guinle Filho (1947-1987) um dos pintores brasileiros mais interessantes surgidos no final dos anos 70. A abrangência de sua pintura o notabilizou dentro e fora do Brasil. A cultura artística acumulada foi um dos fios condutores de sua inventividade. Sua trajetória curta, mas intensa e de qualidade, foi suficiente para inseri-lo na história brasileira das artes plásticas. Em 1983 foi convidado a participar da 17ª Bienal de São Paulo e, em 1989, na 20ª edição, foi homenageado com Sala Especial. Sua persistência na pintura também serviu de incentivo aos jovens neo-expressionistas integrantes da chamada Geração 80.” (Galeria Bergamin)
– Cronologia:
1947/1955 – Rio de Janeiro RJ – Em novembro de 1947, transfere-se com a família para o Brasil
1955/1962 – Paris (França) – Após a separação de seus pais, o artista passa a morar com a mãe na capital francesa
1962/1965 – Nova York (Estados Unidos) – Acompanhando a mãe, retorna para essa cidade
1965/1974 – Rio de Janeiro RJ, Londres (Inglaterra) e Paris (França) – Vive no Rio de Janeiro e passa temporadas nas duas cidades européias
1974/1977 – Paris (França) – Volta a se estabelecer nessa cidade, onde mantém apartamento usado também como ateliê, que divide com Adriano de Aquino (1946)
1977 – Rio de Janeiro RJ – Volta a residir nessa cidade
1980/1982 – São Paulo SP – Realiza e publica, na revista Interview, entrevistas com Antonio Dias (1944), Rubens Gerchman (1942), Hélio Oiticica (1937 – 1980), Roberto Magalhães (1940), Alfredo Volpi (1896 – 1988), Lygia Clark (1920 – 1988), Cildo Meireles (1948) e Mira Schendel (1919 – 1988)
1981/1986 – Rio de Janeiro RJ e São Paulo SP – Escreve textos para catálogos de exposições e artigos para os periódicos Módulo, Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo. Entre eles: O Conceito da Imagem na Nova Pintura do Século XX, Módulo nº 67, 1981; Expressionismo vs. Neo-Expressionismo, Módulo nº 74, 1983; Papai Era Surfista Profissional, Mamãe Fazia Mapa Astral Legal: Geração 80 ou como matei uma aula de arte num shopping center, edição especial de julho-agosto de 1984 da revista Módulo dedicada à exposição Como Vai Você Geração 80?
1985 – Rio de Janeiro RJ – Realiza série de pequenas esculturas de cera
1985 – Rio de Janeiro RJ – Idealiza um colar de prata para o evento Quando a Arte É Jóia, que reúne joalheiros e artistas
1985/1986 – Nova York (Estados Unidos) – Durante uma temporada na cidade, realiza 14 pinturas de grandes dimensões
1986 – Rio de Janeiro RJ – Realiza uma obra para as exposições temporárias do corredor do Centro Cultural Candido Mendes Ipanema – CCCM. Para a ocasião pinta Il Grido Giallo
1987 – Nova York (Estados Unidos) – Em abril, o artista segue para essa cidade para iniciar o tratamento contra a Aids
1996 – Rio de Janeiro RJ – Lançamento de um vídeo de Rogério Sganzerla (1946 – 2004) contendo depoimentos do artista
– Formação:
.1958/1962 – França – Em paralelo à sua formação regular na Ecole des Roches, inicia, como autodidata, estudos de pintura e passa a freqüentar museus e galerias de arte. A obra do pintor francês Henri Matisse (1869 – 1954) o influencia de forma especial
.1962/1965 – Nova York (Estados Unidos) – Visita com regularidade as instituições de arte da cidade e tem contato com a action painting e com a arte pop
.1969 – Paris (França) – Estuda modelo-vivo na Académie de la Grande Chaumière
Críticas:
“Essas telas exigem um olhar furioso mas extremamente culto, com uma vasta memória moderna. A operação é vertiginosa, exaustiva e engaja um olhar físico, pronto a sentir as palpitações da matéria, a energia dos gestos, as diferentes e divergentes decisões do artista – os ataques bruscos, as manobras obsessivas, os vários humores que cada tela parece literalmente exalar. Não há como percorrê-las a partir de um ponto de vista ideal: é necessário experimentá-las pelos poros da pintura. (…)
(…)
Diante dessas telas revivemos o dilema básico, a aporia, da arte contemporânea – toda a liberdade, a disponibilidade imaginável, atuando entretanto em território fechado, no claustro da Arte e da Cultura. Instalação, happening, objeto, escultura ou pintura, seja qual for o suporte, a questão se impõe com a mesma premência: como fazer existir a arte no mundo contemporâneo? E, bem entendido, não se trata de algum vago desejo de mudar o mundo, e sim, antes e decisivamente, do próprio estar no mundo. Por isso em mais de um sentido, o diálogo das telas de Jorge Guinle se faz não apenas com as linguagens modernas mas também com a realidade institucional dessas linguagens, não só com a pintura mas com tudo o que aconteceu a ela. Interiorizadas, introjetadas no seu drama irônico, estão tanto a genial aventura da arte moderna quanto o seu triste fim institucional, tanto o mundo da arte quanto a arte no mundo. Apenas tudo isso é vivido na qualidade de pintura, e jamais a título de comentário de clichês visuais.
Assim, no mesmo transe, o olhar deve acompanhar como puder os planos trancados, as diferentes texturas, a aparente arbitrariedade das cores, aderir enfim a essa heterogeneidade, reconhecendo porém a história que se passa ali. (…) Quem não localizar aí Picasso e Matisse, Pollock e De Kooning, não tiver intimidade com a pop, vai passar ao largo do trabalho. É sobre esta realidade histórica que incidem a sua angústia e o seu humor na exata medida em que, até certo ponto, toda a pintura de Jorge Guinle é uma espécie de paródia da liberdade de pintar (…)”.
Ronaldo Brito
BRITO, Ronaldo. Paroxismos de pintura. In: GUINLE, Jorge. Jorge Guinle. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1984. p. [3-6].
“(…) É na abertura da década de 80 que o trabalho de Jorge Guinle toma o corpo, a alma e o elã que ainda hoje o definem. Típico de uma postura pós-moderna, ele fez da pintura, simultaneamente energética e controlada, espontânea na aparência e voluntariosa na base, o seu campo de imersão e de comentário. O que há ali de imediatamente vulcânico é instrumento de tática. Pois não lhe interessa cobrir tela a tela com simples gestos desordenados, saídos de uma fúria inconsciente, de uma energia de que não se conhecem a causa e o alvo. Não desconstrói, por impulso inominado; mas, ao contrário, problematiza a pintura no próprio ato de pintar. Toda vivacidade liberatória desse seu neo-expressionismo carrega uma dose possante de cálculo. É ritual de antropofagia: a arte de antes passada, com os maiores cuidados, pelo caldeirão da arte de agora. Teimosa digestão”.
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Jorge Guinle. In: _______. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Editora JB, 1987. p. 517.
“A atividade de Jorge era um constante absorver/devolver que perspassava sua relação com o mundo: o resultado, ao final, era o reencontro com a pintura, a sua pintura, sempre sob a forma de uma explosão incontida. Gestual, nervosa, vibrante, generosa e capaz de descer a detalhes que resistem a qualquer olhada mais rápida. E também descuidada, às vezes, no que o descuido significa ignorar propositadamente as possibilidades da técnica (bastante limitadas aliás), para melhor desvendar os mistérios (estes ilimitados) da pintura em si: são poucas as telas em que não haja um ou outro craquelé, uma ou outra película enrugada pelo excesso de veículo. Mas, com isso, Jorge ampliava progressivamente as suas possibilidades, como poucos artistas de sua geração souberam fazê-lo”.
Reynaldo Roels Jr.
ROELS JÚNIOR, Reynaldo. [Texto de apresentação]. In: GUINLE, Jorge. Jorge Guinle: l’heure bleue. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1989. p. [ 7].
“(…) É preciso acentuar a especial concentração poética que protegeu Jorge Guinle dos contágios equivocados: o artista não era ingênuo. Cedo percorreu as grandes coleções internacionais – Matisse e Picasso, Pollock e De Kooning foram seus declarados heróis de infância. O pintor soube destilar seus ensinamentos e, mais, os converteu em substância própria.
Assim, envolver-nos com sua obra é percorrer uma significativa elucidação cultural: os mais diversos tipos de expressionismos, as mais variadas espécies de abstrações, os fauvismos e seus descendentes, os cubismos e suas inúmeras retomadas, dentre outras tantas referências históricas devem necessariamente ser consultadas. Seremos solicitados a resolver acareações e conspirações, antigas até. Certo é que somente com o tempo, habitando demoradamente os enormes retângulos deste pintor, será possível enxergar o alcance de uma produção que já nasceu repleta de inteligentes indicações: são ‘voltas de pintura’.
Além disso, o artista era onívoro (…). E fica evidente que tudo e todos se comunicam. Em Jorge Guinle, é só olhar: o lirismo de Matisse soma-se à determinação de Picasso; a angústia de De Kooning mistura-se à melancolia de Bram van Velde; ao sofrimento existencial de Pollock adere o cinismo de Andy Warhol. Pode-se ficar horas procurando referências desde Cézanne até a pop em seus planos. O artista jamais fora intimidado por qualquer um desses mestres. Ao contrário, incentivou colóquios adormecidos, teimosos em se restaurarem no fim do século que acolheu as maiores epifanias artísticas”.
Christina Bach
BACH, Christina. Jorge Guinle: energia solar. In: ______. Jorge Guinle. Apresentação Ronaldo Brito. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. p. 18-19.
* OBS: Informações retiradas do sítio eletrônico da Enciclopédia Virtual do Itaú Cultural de Artes Visuais – endereço na Bibliografia.
(JOB – 06,11 e 27 de setembro de 2006)
Nome (catálogo)
GUINLE Filho, Jorge