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ID no DONATO
1481
Local de nascimento
Teresópolis, Rio de Janeiro, Brasil
Data de nascimento
1943
Sexo
Feminino
Nome (etiqueta)
HELOISA PIRES FERREIRA
Biografia
Heloisa estudou desenho com Maria Lúcia Luz, Abelardo Zaluar e Osmar Fonseca, xilogravura com José Altino, gravura em metal com Marília Rodrigues, Mário Doglio, Edith Behring e Ana Leticia, além de litografia, que aprendeu na Cooperativa de Gravadores Portugueses, em Lisboa, Portugal. Realizou exposições individuais em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Quito, no Equador, entre outras. Participou, em 1973, da I Trienal Latino Americana del Grabado, em Buenos Aires, Argentina, da IV Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano, em San Juan, Porto Rico, em 1979, da IV Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba, em Curitiba, em 1982. Recebeu, neste último ano, o Prêmio Carioca no Salão Carioca de Arte, no Rio de Janeiro, além de outros. Heloisa é, também, professora de gravura tendo sido fundadora e coordenadora da Oficina de Gravura do SESC-Tijuca, Rio de Janeiro, desde sua criação, em 1983, até hoje.
“Uma breve apresentação feita pela própria artista:
Heloisa Pires Ferreira, nasceu em Teresópolis. No Rio de Janeiro, em Santa Teresa, desenvolveu a sua carreira. Durante mais de 35 anos atuou em duas carreiras paralelas, artista plástica e professora de atividades artística e de gravura. Como artista plástica, exibiu seu trabalho de norte ao sul do país, em exposições individuais: “Dupla Individual” – Galeria de Arte Palácio Farroupilha, Porto Alegre, RS (1977). Apresentação de Walmir Ayala. “Grabados de la artista brasileña” – Galeria de Arte Caspicara, (1978), no Equador, apresentação de Livio Abramo e Rogério Luz. “Heloisa Pires Ferreira” – Galeria de Arte Candido Mendes, Ipanema, RJ (1982), apresentação de Anna Letycia. “Gravura em Metal” – Galeria do Centro Cultural (1989), Mato Grosso do Sul, apresentação de Geraldo Edson de Andrade. “Espaço Partido” – Museu Nacional de Belas Artes, Sala Carlos Oswald (1992), “25 Anos de Gravura”- Galerias de Arte Sesc Teresópolis,Sesc Petrópolis e Sesc Tijuca, Apresentações de Mario Barata e Miriam de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ. “Graphicas & Embroideries” – Galleri Nytorget (2004), Suécia, apresentação de Mayra Laudanna. “35 anos de Gravura” – Galeria de Arte IBEU (2006), Rio de Janeiro, apresentação de Mirian de Carvalho. Em 2011 apresenta seus trabalhos individualmente na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa, na Paraíba, apresentação de José Altino. E em 2013 com “Espaço” na Casa Alto Lapa Santa. Apresentação: Edson Meirelles
. Em 2009 foi publicada “Ficções de Heloisa Pires Ferreira” – Leon Kossovitch e Mayra Laudanna – Capa e Revista IEB 48 – Instituto de Estudos Brasileiros., USP, São Paulo. Participa em exposições coletivas na Argentina, Paraguai, Equador, Porto Rico, China, França e Itália. Foram 16 exposições individuais e mais de 130 coletivas, além de Salões e Bienais.
É importante notar que, em 1978, Heloisa ganhou o prêmio de viajem e bolsa de estudos em Portugal pela Fundação Calouste Gulbenkian e, em 1979, o prêmio Fundação Cultural de Curitiba na II Mostra de Gravura Cidade de Curitiba.
Ao longo de sua carreira, a artista foi professora de atividades artísticas na Escolinha de Arte do Brasil e no Colégio Andrews no Rio de Janeiro. Além disso, assessorou a equipe de arquitetos e engenheiros no planejamento e na montagem da Oficina de Gravura Sesc Tijuca em 1983, onde foi coordenadora e professora até 1999.
Entre 1984 e 1997 foi coordenadora do projeto e organizadora do livro Gravura Brasileira Hoje: depoimentos; volumes 1, 2 e 3, do Sesc – Rio de Janeiro. Nesta mesma cidade, executou em 2000 o “Painel da Paz” na Usina da Cidadania e, em 2001, como gravadora, participou junto com 85 gravadores da exposição coletiva “Investigações: A Gravura Brasileira” do Itaú Cultural, e também do livro “GRAVURA – Arte Brasileira do Século XX” organizado por Leon Kossovitch e Mayra Laudanna (Co-Edição Cosac & Naify e Itaú Cultural, São Paulo). Em 2001 expôs individualmente “Gravura: 1970 – 2000” no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Nesse mesmo ano foi lançado o livro “Entrevista de Artista – Heloisa Pires Ferreira” de Mayra Laudanna (Ateliê Editorial, São Paulo). Em 2007 participa da exposição coletiva na Galeria de Arte IBEU, “IBEU 70 ANOS / 70 0BRAS DO ACERVO” e da “3ª Bienal Nacional da Gravura – Olho Latino”, em Atibaia, SP. 2012 – “Ciclos” – Gravuras – Canto da Carambola – Arte de Portas Abertas – 22º Edição. Apresentação: Crítico de Arte Mario Barata. “Re-Ciclos” – Arte Contemporânea = Casa Alto Lapa Santa – Arte de Portas Abertas – 22º Edição. – Apresentação: Ana Lucia Magalhães Barros – 2013 ” – Casa Alto Lapa Santa – Apresentação: Edson Meirelles. – Arte de Portas Abertas” – 23º Edição – Casa Alto Lapa Santa – 2014 – “Constelação” – Biblioteca Mario de Andrade – Hemeroteca – Curadoria de Mayra Laudanna – SP. http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/revista/index.php?p=3629 – Heloisa Pires Ferreira” – Apresentação de Rogério Luz – Arte de Portas Abertas – Casa Alto Lapa Santa, Rio de Janeiro, RJ. – Revista de História da Biblioteca Nacional – ano 9/ nº103/Abril 2014 – pág 89 – Relacionamento Antigo – Fernanda Távora. Panorama Rio/ Artes Visuais / Formas & Riscados – Curadoria: Marly Faro – páginas 106 e 107.
Página na Novica –
http://www.novica.com/artistdetail/index.cfm?faid=7824
http://www.heloisapiresferreira.blogspot.com
Enciclopédia – www.itaucultural.org.br
TEXTOS
APRESENTAÇÕES:
Apoiada em rigor técnico e extrema sensibilidade, as gravuras em metal e, atualmente, as complexas tramas nos bordados, nos remetem “prima facie” a um universo dramático e onírico ao mesmo tempo. Delicada e intensa, a obra de Heloisa Pires Ferreira acaba refl-etindo a antítese de sua própria personalidade. Mandalas e Nebulosas, Pássaros e Estrelas, Cosmos em formação surgem do Metal e pulsam no Papel com intensidade quase obsessiva,mostrando numa obra admirável não somente sua incessante busca pela liberdade de criar, mas principalmente a busca por sua própria liberdade interior.
2013– Edson Meirelles – Chef de cozinha
Proprietário do restaurante Ora Pro Nobis – Apresentação da Exposição“, Espaço”, Casa Alto Lapa Santa, Rio de Janeiro, RJ.
“A gravura se inscreve no papel, na verdade, vinda da sensibilidade do olhar, liberto da técnica de gravar em metal, na disciplina e dedicação de quem ama o ofício de gravador – a mestra Heloisa Pires Ferreira”,
2011 – José Altino – Xilogravador – Apresentação na Exposição “Sistema”, Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, Paraíba, JP
“Tecendo o Universo numa teia imagística, Heloísa articula suas gravuras através de um espaço relacional. Mas as imagens não se prendem à forma nem conotam reprodução. Seja nos Sóis, seja nos Pássaros, ou em outros motivos realizados na gravura, Heloísa não se atrela à narrativa. E, realizando-se por estranhamento formal, suas geometrias são “orgânicas”. Por isso se incluem nessa teia de imagens e participam dessa espacialidade semovente. A arte de Heloísa, e aqui incluo o bordado criador, ou seja, o bordado primevo que equivale à tecelagem, envolve o visitante através desse espaço onírico e em processo.”…
2006 – Mirian de Carvalho – Prof de Filosofia – Apresentação da exposição; “35 anos de gravuras”, Galeria de Arte IBEU – Rio, RJ.
Admirável, a gravura de Heloisa Pires Ferreira: do gênero alto, epidítico, ela acolhe a duplicidade que, habitualmente formulada como oposição, pertence, contudo, a uma única vidência. Para lá da divisão entre o cósmico e o político… “O múltiplo desejo pelo Um, obra do amor e da justiça; o fracionamento do Um como múltiplo não é porém, obra do ódio ou da injustiça, mas devir, devir do próprio Amor, enquanto provido de muitas faces, que, no sensível, contempla o perfeito semblante do Um. O que se propõe na alegoria e na gravura que delicadamente expõe os aspectos da metamorfose ,é o desejo em conflito com a violência: em Heloisa, a estética e a moral cruzam-se na gravura, contemplativa e ativa a um só tempo.”-
2000. Leon Kossovitch – Prof. de Filosofia (USP) e Mayra Laudanna. – Prof. de Teoria da Gravura – Instituto de Estudos Brasileiros – (USP) Exposição Itaú Cultural – Trecho do livro Gravura, Arte Brasileira do Século XX.
“…pedaços do planeta terra são pássaros saídos de dentro do metal. Ganham liberdade de horizonte. Outras aves aninham-se nas pranchas e no papel à procura do ninho originário – ovo alquímico – ritmado e pulsante. Pulsa em cada imagem uma fuga de um ponto central em busca de um outro centro.”-
1995 – Mirian de Carvalho – Vice-presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Exposição Sesc Teresópolis, Petrópolis e Tijuca, RJ.
…“Vista no conjunto, a obra de Heloisa marca uma unidade que não é produto de simultaneidade de criações – já que se apresenta aqui seleção distribuída por um quarto de século – mas de recorrências do imaginário da artista, como estrutura, inserido em transformações e metamorfoses, que se recuperam umas às outras.
1995 – Mário Barata – Membro do Conselho Diretor da Association Internationale des Critiques d’Art, Paris – Expo. “Espaço Partido”, Museu Nacional de Belas Arte, RJ
…“Com sólidos conhecimentos da técnica, Heloisa domina seu instrumento de trabalho sem prescindir a emoção. Um caso bonito de amor à gravura, que ela com a sensibilidade que a caracteriza, vai aos poucos transmitindo a uma novíssima geração na não menos importante Oficina de Gravura Sesc Tijuca, da qual é coordenadora.”
1989 – Geraldo Edson de Andrade, Diretor do Museu do Ingá, Escritor e Crítico de Arte. Expo: “Gravura em Metal” na Galeria do Centro Cultural Mato Grosso do Sul.
“…com trabalhos desenvolvidos ao longo de dois anos. São descobertas de processos técnicos diversos do que empregava, aproximação com novos materiais e uma entrada violenta no campo da cor… É uma Heloisa solta, sem medo de errar, sem medo de agradar. É novo para o público.”
1982 – Anna Letycia – Gravadora Apresentação da exposição “Heloisa Pires Ferreira”, Galeria de Arte Centro Cultural Cândido Mendes – Ipanema.
“Heloisa dominou a técnica da gravura em metal, inclusive a tão difícil e aqui pouco praticada técnica do buril, para fazer dela seu instrumento, um meio para atingir um fim que já está vislumbrado: a sua linguagem própria… não há dúvida que trata-se de um novo e autêntico valor.”
1979 – Marc Berkovits – Crítico de Arte. Carta de apresentação, prêmio “Fundação Calouste Gulbenkian”, através da Oficina de Gravura do Ingá.
“Heloisa nos mostra seu mundo de sonho, de fantasia orientalizante em sua delicada textura. Suas “mandalas” refletem o mundo sofisticado e dramático da artista.”
1977 – Livio Abramo – Gravador. Apresentação da Exposição “4 Grabadores y 3 dibujantes brasileños” no Centro de estudos Brasileiros, Asuncion, Paraguay.
“ Na obra de Heloisa Pires Ferreira, na difícil técnica da gravura em metal, aobsessão do labirinto é mais consciente e dramática. As formas tendem para o centro, as figuras tentam romper a lei do labirinto. Há redes de tramas interceptando a liberdade. As imagens parecem buscar a plenitude da liberdade, são fábulas de estágio desta ação de recriar uma realidade própria”.
1977 – Walmir Ayala – Poeta e Crítico de Arte. Apresenta a exposição “Gravuras em Metal” no Vestíbulo Nobre do Palácio Farroupilha, Porto Alegre, RGS.” 27/06/2019
Nome (catálogo)
FERREIRA, Heloisa Pires