Biografia
1897 - Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Mello nasceu no Rio de Janeiro em Matacavalos, hoje rua do Riachuelo. Foram seus pais d. Rosália de Senna de Albuquerque Mello e Frederico Augusto de Albuquerque e Mello.
1914 - Publica sua primeira caricatura na revista "Fon Fon!".
1915 - Ilustra a capa da revista "A vida moderna"
1916 - Entra para a faculdade de Direito no Rio de Janeiro.
Participa do Salão dos Humoristas no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (inaugurado a 30 de novembro), patrocinado por Luiz Olegário Mariano.
1917 - Faz ilustrações para "O Pirralho" inclusive algumas capas.
- Primeira exposição individual de Pinturas na livraria do "O Livraria "O Livro", à rua de novembro, em São Paulo.
1918 - Faz parte do grupo de intelectuais de São Paulo, junto com Oswald de Andrade, Mário de Andrade, guilherme de Almeida e outros.
- Faz ilustração para "Panóplia".
1920 - Ilustrador em várias revistas inclusive a recém- criada revista "Guanabara", no Rio de Janeiro.
1921 - Casa-se com Maria, sua prima.
1922 - Idealizador e Organizador da Semana de Arte Moderna, no teatro Municipal de São Paulo, de 11 a 18 de fevereiro. Foi responsável por toda a parte gráfica da revista (catálogo e programa). Espôs as seguintes obras: "Ao pé da Cruz", "O homem do mar", "Café Turco", "Retrato", "A dúvida" , "Intimidade", "Ilustração de um livro", "Coquetel", "Boemia", "A piedade Da inerte".
- Publica o álbum "Fantoches da Noite", publicado por Monteiro Lobato.
- Abandona a faculdade de Direito.
1923 - Primeira viagem a Paris, ali permanece até 1925.
-Trabalha como correspondente do "Correio da Manhã", do Rio de Janeiro e continua como colaborador de várias revistas brasileiras, enviando ilustrações.
-Frequenta a Academia Ranson em Paris e tem um pequeno ateliê em Montparnasse.
-Viaja para a Itália com o objetivo de ver a obra de alguns mestres italianos (Tiziano, Michelângelo e Da Vinci)
1924 -Conhece em Paris: Picasso, Cocteau, Blaise Cendrars, Léger, Braque, Matisse e outros. A Revoluçâo de 24 fecha o "Correio da Manhã" e Di Cavalcanti passa por sérias dificuldades financeiras.
1925 - Regressa ao Brasil. Instala-se no Rio de Janeiro.
1926 - Pinta "Cinco moças de Guaratinguetá" (Coleção MASP)
- Colabora como ilustrador e jornalista no "Diário da Noite".
1928 - Integra o Partido Comunista.
- Volta por pouco tempo a Paris.
- Reside no Rio deJaneiro.
1929 - Decora o "Foyer" do Teatro João Caetano, no Rio deJaneiro.
1930 - Participa da coletiva de artistas brasileiros na mostra Internacional Art Center, do Roerich Museum, de Nova Iorque.
- Principal redator da revista "Forma", Rio de Janeiro, recém-criada.
1931 - Participa do Slão Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro (o chamado "Salão Moderno"), com 3 obras: "Devaneio", "Mulata" e Estudos para paineis do Teatro João Caetano, Rio de Janeiro.
1933 - Casa-se com a pintora Noêmia Mourão, sua companheira de vida e de viagens até 1950.
- Publica o álbum "A realidade brasileira", série de 12 desenhos, satirizando o militarismo da época (os originais a nanquim estão na Col. Instituto de Estudos Brasileiros - USP)
- Retorna ao Rio de Janeiro.
- Escreve um artigo no "Diário Carioca", Rio de Janeiro, 15 de outubro, sobre as relações entre o trabalho artístico e a problemática social, a propósito da exposição de Tarsila.
1934 - Viagem a Recife. Foi elo importante entre o movimento de renovação do Sul e as elites culturais locais.
- Painel em Recife. Expõe nessa capital, assim como Noêmia
1935 - Participa do Comitê de Redação do semanário "Marcha", cuja redação era na sala de um edifício da Cinelândia, ao lado de Caio Prado Júnior, Carlos Lacerda, Newton Freitas e Rubens Braga.
- Viagem a Lisboa. Realiza nessa capital uma exposição no salão "O século", com 24 obras.
- De volta ao Brasil, em fins desse ano e por razões políticas, refugia-se com Noêmia e Newton Freitas em casa de Battistelli - exilado no Brasil, antifascista e ligado a Plínio Leite e Mário Pedrosa - em Mangaratiba. Época de fugas aventurosas e dramáticas da política de Vargas, contando com amigos para protegê-los (como Gilberto Freyre e Gastão Cruls).
1958 - Participa da exposição itinerante organizada pelo Museu de Arte moderna do Rio de Janeiro, que percorreu quase todos os países da Europa.
- Estada em Paris, onde executa os cartões para duas tapeçarias para o Palácio da Alvorada (salões de Música e de Recepção), encomendadas por Niemeyer. Os cartões foram entregues aos tapeceiros de Aubuson, sob a orientação de Marie Cutoli.
- Realiza em Pintura as estações da Via Sacra para a catedral de Brasília.
1959 - Por iniciativa de Carlos Flexa Ribeiro recebe o título "Opatriarca da pintura moderna brasileira", em junho.
1960 - Sala especial na II Bienal Interamericana de Artes Plásticas, Palácio de Belas Artes, México, recebendo a medalha de ouro. Realiza na Cidade do México um painel sobre tela para os escritórios da Avaliação Real.
- Integra a "Pinacoteca de Los Genios", enciclopédia editada em Buenos Aires.
1961 - Assina contrato de exclusividade com a Petite Galerie do Rio de Janeiro, realizando uma exposição de 31 obras no mês de abril, com apresentação de Rubem Braga.
- Integra a delegação brasileira ao "Congresso de artistas e escritores cubanos", realizado em Havana, de 18 a 22 de agosto.
- Viagem ao Peru
1962 - Participa da I Bienal de Arte Americana de Córdoba, Argentina, ao lado de Volpi, Milton da Costa, Maria Leontina, Antonio Bandeira, Serpa, Djanira, Di Prete, Iberê Camargo, Potinari, Guignard, Mabe (apresentação de Antônio Bento).
- Viagem a Paris e a Moscou, onde participa do congrsso da Paz. Detém-se em Praga na ida e na volta dessa viagem.
1963 - Sala especial na VII Bienal de São Paulo, apresentação de Luis Martins, 49 telas, 3 guaches e uma tapeçaria.
- Participa da coletiva: "Exposição de Maio", em Paris, Com a tela "Tempestade" (uma homenagem a Delacroix) na secção dos "realistas-mágicos" (com a presença do artista).
- O presidente João Goulart indica-o para adido cultural do Brasil em Paris. Viaja à França mas não chega a tomar posse do cargo em virtude do golpe de 1964. Regressa da Europa nesse ano.
1964 - Publica seu segundo livro de memórias, "Reminiscências líricas de um perfeito carioca". Pretendia escrever dois outros: "O sol e as estrelas" e Retrato de meus amigos...e dos outros"
- Desenha jóias, executadas pelo joalheiro Lucien, do Rio de Janeiro.
1965 - Viagem a Paris.
- Expõe jóias na Lucien Joaillier, avenida Atlãntica, Rio de Janeiro, em julho.
1966 - Reencontra nos porões da Embaixada do Brasil em Paris as obras perdidas durante a II Grande Guerra; 40 óleos e desenhos produzidos naquela cidade de 1937 a 1940.
-Candidata-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, perdendo para Fernando de Azevedo.
- Participa da segunda exposição circulante de obras do acervo do MASP/USP: "Meio século de arte nova", com apresentação de Walter Zanini. Expõe: "O beijo" (1921) e "Os pescadores" (1951)
- Depoimento no MIS - Rio de Janeiro, a 16 de dezembro
1967 - Viagem a Paris.
- Investigações a respeito de quadro falsificado, vendido pela Galeria Bonino.
1968 - Giuseppe Baccaro convoca pelos jornais os colecionadores de São Paulo, no sentido de colaborarem no levantamento das obras do artista, visando a publicação de um catálogo geral.
1969 - Ilustra os bilhetes das extrações da Inconfidência, de São João, da Independência e do Natal, da Loteria Federal.
- Doa seis telas ao Teatro Dois Mundos, para colaborar na manutenção de suas atividades cêmicas
- Viaja novamente a Paris em novembro.
1971 - Depoimento ao MIS - São Paulo, realizado na residência de Dinah e Luis Lopes Coelho, a 20 de abril.
- Grande retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque Ibirapuera, a partir de 28 de outubro. Catálogo com textos de vários críicos.
- Marina Montini é frequentemente retratada como seu modelo.
- Ganha prêmio da crítica de Arte, da Associação brasileira de Críticos de Arte.
1972 - Obtém o prêmio "Moinho Santista", em agosto.
- Estada em Salvador, onde realiza uma série de obras e publica o álbum "7 xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti", pela Editora Chile (apresentação de Luís Martins).
1973 - recebe o título de Doutor "Hanoris Causa" pela Universidade da Bahia.
- Menção honrrosa pela contribuição à cultura italiana outorgadapelo Instituto Dante Alighieri.
- Presta depoimentos na Delegacia de defraudações de São Paulo, no inquérito que apura duas falsificações da tela "A mulata"
1974 - O quadro "Cinco moças de Guaratinguetá" é reproduzido em selos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .
- Internado para cirurgia na Casa de saúde São Lucas, no Rio de Janeiro.
1975 - Novamente operado na Beneficência Portuguesa.
1976 - Depoimento no MIS - Rio de Janeiro, a 25 de junho.
- A 26 de outubro vem a falecer no hospital da Beneficência Portuguesa, Rio de Janeiro.
- Homenagem ao pintor:
- Exposições - Homenagem: Museu de Arte Moderna e Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em outubro (com obras do acervo e reproduções de obras significativas).
- Depoimentos sobre o artista no MIS - São Paulo, de 30 de novembro a 3 de dezembro.
- Exposição: "Di Cavalcanti: 100 obras do acervo" no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
- Em homenagem ao pintor a Prefeitura de São Paulo, em novembro, muda o nome da rua da Mooca, para Rua Emiliano Di Cavalcanti.