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Metadados
ID no DONATO
926
Local de falecimento
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Data de falecimento
1988
Local de nascimento
Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Data de nascimento
19/10/1915
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
MILTON DACOSTA
Biografia
“Tendo começado a pintar com 12 anos de idade, fazendo paisagens, marinhas e cenas tiradas de folhinhas sobre caixas de sapatos e outros suportes pouco convencionais, em 1929 passou a estudar com o pintor Augusto Hantz, que lhe dava a copiar retratos de artistas de cinema (…) Em 1930 matriculou-se no curso livre da Escola Nacional de Belas Artes, como discípulo de Marques Júnior. Mais ou menos por essa época, nas travessias de barco para o Rio de Janeiro, conheceu Antônio Parreiras, septuagenário e celebérrimo, para quem chegou a posar e, que em outra ocasião lhe corrigiu uma pintura (…) Abandonando dentro de pouco tempo as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, Dacosta seria, em 1931, um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, ao lado de outros jovens pintores, como Edson Motta, Malagoli, Bustamante Sá, Rescala e Braulio Poiava (a quem conhecia de Niterói). Dois anos mais tarde, já se julgando apto a participar do Salão Nacional de Belas Artes, submeteu a júri algumas pinturas, que não lograram, contudo, aceitação (…) O ano de 1936 testemunha duas importantes vitórias: Dacosta realiza sua primeira individual, na Galeria Santo Antônio, do Rio de Janeiro, e expõe pela primeira vez no Salão Nacional de Belas Artes, onde obtém uma menção honrosa. No mesmo certame, seria premiado, sucessivamente, com medalha de bronze (1939), medalha de prata (1941) e com a viagem ao estrangeiro (1944), as duas últimas distinções já na vigência da Divisão Moderna. Com o prêmio de viagem, o artista partiu para os Estados Unidos da América (1945), frequentando em Nova Iorque a Artist’s League of America; dali seguiu, em 1946, para a Europa, tocando em Lisboa e percorrendo vários países, antes de se fixar em paris, cuja Academia da Grande Chaumière cursou; retornaria em 1947 ao Brasil, casando-se dois anos mais tarde com a pintora Maria Leontina, e em 1950 seria um dos pintores selecionados para inetgrarem a primeira representação do Brasil à Bienal de Veneza. Em 1952, depois de ter tomado parte, no ano anterior, na I Bienal de São paulo, Dacosta embarcou novamente para a Europa, regressando em 1954 para já no próximo ano receber, na III Bienal de São Paulo, o prêmio de Melhor Pintor Nacional. Na VI Bienal de São Paulo, em 1961, teve sala especial, tal como ocorreria, cinco anos mais tarde, na I Bienal da Bahia. Retrospectivas de sua obra foram realizadas em 1959, pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e em 1981, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (…).”
Ref: TEIXEIRA LEITE, José Roberto. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro, Artlivre, 1988, p. 142.
Nome (catálogo)
DACOSTA, Milton