Documento
Metadados
ID no DONATO
176
Local de falecimento
Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Data de falecimento
06/11/1954
Local de nascimento
Sobral, Ceará, Brasil
Data de nascimento
19/07/1890
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
RAIMUNDO CELA
Biografia
Pintor, desenhista, gravador e professor. Frequentou , a partir de 1910, a antiga ENBA, alí estudando com Eliseu Visconti, João Zeferino da Costa e João Batista da Costa. Conquistou o prêmio de viagem ao estrangeiro no SNBA de 1917, com a tela ” Último Diálogo de Sócrates”. Residiu em seguida, durante cinco anos na Europa, principalmente em Paris, onde aperfeiçoou-se e participou do Salão dos Artistas Franceses de 1922. Mas, retornando ao Brasil e decidindo fixar-se em Camocim (CE), passou vários anos sem trabalhar no campo das artes plásticas, dedicando-se inteiramente à sua atividade profissional de engenheiro. Solicitado a executar um painel sobre a abolição da escravatura em terras cearenses, para o Palácio do Governo de seu Estado natal, retomou a pintura em fins da década de 1930. Transferiu-se depois, definitivamente, para Niterói, iniciando nova etapa de sua carreira como professor de gravura em metal da já referida ENBA. Com “A Arrebentação”, recebeu a pequena medalha de ouro do SPBA de 1943. Tornou-se mais conhecido, como pintor, por seus trabalhos retratando a temática reginal nordestina: paisagens marítimas, os tipos humanos dos jangadeiros, vaqueiros e rendeiras, e costumes locais. (…)
“A carreira de gravador de Raimundo Cela abarca um período de cerca de trinta anos, […]Gravou pouquíssimo […], por muitos anos esteve afastado da atividade artística. A atuação mais intensa como gravador data, pois, de início e de fins de sua carreira, com uma pausa de quase vinte anos de permeio. As gravuras executadas na Europa – “Forja em Saint-Agrève” – já exibem um domínio técnico surpreendente […] é, porém, em obras como “Anúncio de circo” ou “Bumba-meu-boi” que o artista dá sua maior contribuição à gravura brasileira, mostrando-se de uma fantasia que chega a se aproximar de certa atmosfera supra-real, poucas vezes atingida no país. As duas dúzias de gravuras por ele legadas impõem-se à nossa consideração como documentos admiráveis de técnica e sensibilidade.”
( José Roberto T. Leite, in: Gravura Moderna Brasileira, catálogo da exposição, MNBA, RJ, 1999)
Nome (catálogo)
CELA, Raimundo Brandão