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Metadados
ID no DONATO
103
Local de falecimento
São Paulo, São Paulo, Brasil
Data de falecimento
24/04/2015
Local de nascimento
São Paulo, São Paulo, Brasil
Data de nascimento
24/08/1935
Sexo
Masculino
Nome (etiqueta)
ANTÔNIO HENRIQUE AMARAL
Biografia
“De uma família de artistas – o pai, primo-irmão de Tarsila, e das três irmãs, uma cineasta, a outra poeta e a terceira, a conhecida crítica de arte Aracy Amaral -, seu primeiro interesse foi a literatura, tanto que aos 15 anos deu começo à redação de um ‘Diário’, o que continua até hoje. Matriculando-se mais tarde na Faculdade de Direito, sentiu em 1955 o impacto das artes visuais, após uma visita à Bienal de São Paulo: no ano seguinte estava cursando as aulas de gravura de Lívio Abramo no Museu de Arte Moderna. Em 1958 realizou sua primeira individual e, em vista do sucesso obtido, trancou a matrícula no quarto ano de Direito e embarcou para o Chile, onde passaria seis meses, chegando a expor em Santiago. Do Chile ganhou os Estados Unidos da América, expondo na União Panamericana em Washington D.C. e vivendo seis meses em Nova Iorque – com bolsa do Pratt Institute – e em outras cidades norte-americanas. De volta ao Brasil em fins de 1959, tornou-se empregado da galeria Bonino, no Rio de Janeiro, exercendo posteriormente, de novo em São Paulo, funções de gerente, relações públicas, publicitário, vendedor free-lancer de pinturas, contato da Grant Advertising e editor de hou-organs – sem contudo abandonar de vez a gravura. Após uma separação em 1964 e de grave acidente automobilístico em 1965, Antônio Henrique decidiu finalmente trocar o emprego burguês e rendoso pela incerteza de uma carreira nas artes. Já em 1967 publicava um álbum de xilogravuras coloridas, ‘O Meu e o Seu’, que expôs na Galeria Mirante das Artes de São Paulo e na Galeria Santa Rosa no Rio de Janeiro, e de cuja venda viveu magramente durante algum tempo. Mudando-se em 1968 para um sítio em Atibaia, ali permaneceria cerca de três anos, criando galinhas e pintando, uma vez que gradativamente a pintura substituíra a gravura como seu meio expressivo favorito. Foi nessa permanência em Atibaia que surgiu em sua pintura a temática da banana, cuja gênese ele próprio não chega a precisar muito bem. De 1968 em diante Amaral começou também a ter suas pinturas premiadas em salões (como o de Campinas ou o Paranaense) e a partir de 1969 passou a viver exclusivamente de sua venda. Concorrendo em 1971 ao XX Salão Nacional de Arte Moderna, nele obteve o prêmio de viagem ao estrangeiro embarcando logo depois para os Estados Unidos da América. Em 1975 o artista voltava ao Brasil, após quatro anos de ausência, durante os quais efetuou individuais em Washington, México e Londres (1971), Genebra (1972), Bogotá (1973) e Nova Iorque (1974).
Nome (catálogo)
AMARAL, Antônio Henrique Abreu