Em convés de embarcação com numerosos figurantes a bordo, destaca-se, na porção média esquerda, figura de cavalheiro de corpo inteiro, cabeça erguida, de perfil, vestida à moda renascentista, de barba e cabelos longos e castanhos; apontando ao longe com o braço esquerdo. Às suas costas, um de seis figurantes faz gesto idêntico. Todo o grupo volta-se para a murada do barco, destacando-se religioso em hábito negro com livro branco na mão direita, um outro elemento agachado diante de baú e movimentação de carga (barris). No plano superior à direita, veem-se duas figuras, uma das quais têm o braço direito erguido. Ao fundo, embarcações ao mar, pássaros voando, recortes de terra ao longe, céu com tons avermelhados. Moldura em madeira envernizada com folhas de acanto em dourado nos quatro cantos.
Autor: Aurélio de Figueiredo (Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello)
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Retrato (pintura)
Retrato de menina no centro da tela, cabelos aloirados longos com laçarotes brancos. Apresenta rosto em 3/4 à esquerda, em direção à boneca de vestido azul, que carrega em uma das mãos, segurando-a junto ao corpo. Assinatura do autor no canto inferior direito: “F. AURÉLIO”. Moldura em madeira dourada.
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Pintura histórica
A pintura retrata o enforcamento de Tiradentes. Ao centro do patíbulo, Tiradentes, cabelo e barba longos, corda presa ao pescoço, olhar voltado para cima, mãos cruzadas à frente do corpo, veste túnica branca longa. À esquerda, homem negro ajoelhado trajando camisa vermelha, calças azuis arregaçadas e colar, a mão esquerda cobrindo o rosto e a direita pousada no joelho flexionado. À direita, padre com hábito na cor preta, ajoelhado, braços erguidos, segura na mão direita crucifixo. Ao fundo, céu azul, nuvens brancas, pássaros em revoada e uma pomba branca pousando na parte inferior do patíbulo.
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Pintura histórica
A tela retrata, alegoricamente, o último baile do Império, realizado na Ilha Fiscal, Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1889. A presença do imperador Dom Pedro II, de sua filha e de personalidades políticas do Império serve ao pintor para uma composição de extremo simbolismo, onde as luzes da aurora confundem-se com a chegada da República e dos novos protagonistas da cena política que terá lugar após o 15 de novembro de 1889. Assinatura do autor e datação no canto inferior direito: “F. Aurélio. 1905”. Moldura em madeira dourada tendo na parte inferior, ao centro, placa de madeira com a inscrição: “ÚLTIMO BAILE DA MONARQUIA/REALIZADO NA ILHA FISCAL/A 9 DE NOVEMBRO DE 1889/Óleo de AURÉLIO DE FIGUEIREDO”.
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Pintura documental
No primeiro plano, morro recoberto de vegetações, vendo-se ao centro fundos de casarão branco com barrado alaranjado, telhados marrons e avarandado comprido. Ao fundo, elevação mais alta, tendo ao centro lateral de prédio verde, de dois pavimentos, circundado por vegetações na parte inferior e à esquerda. No primeiro pavimento, portas e janelas de vergas retas e guarda corpo de escada sobre arcos. No segundo pavimento, sequência de janelas de vergas curvas e na extremidade direita, espécie de capela encimada por frontão reto e cruz, com guarita na parte posterior. Telhados marrons. À direita, muralha com mastro e guaritas. Céu em tons brancos, cinzas e ocres. Assinatura do autor no canto inferior esquerdo em tinta vermelha, letras F e A sobrepostas: “FAurélio”. Moldura em madeira lisa, dourada, repintada com purpurina, pequeno friso de folhagens na parte interna.
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Retrato (pintura)
Retrato de busto de homem idoso, levemente voltado para a esquerda. Rosto e nariz compridos. Cabelos grisalhos, curtos ondulados, partidos ao meio. Sobrancelhas e olhos escuros. Grande bigode encobrindo boca e cavanhaque, ambos grisalhos. Orelha esquerda visível. Paletó preto, fechado. camisa branca de colarinho virado. Gravata preta com ornato circular de alfinete. Braço direito pousado sobre móvel, mão visível. Área da mão muito afetada por descolamentos. Fundo avermelhado. Assinatura do autor e local no canto inferior direito, em vermelho: “F. Aurélio/Rio (. . . )”.
