Documento
Metadados
Título
Retrato (pintura)
Descrição
Sobre fundo escuro, ao centro, retrato de D. Pedro II a meio corpo, voltado para a esquerda, olhar à frente. Cabelos repartidos ao lado. Barba castanha clara. Olhos azuis. Faces coradas e lábios vermelhos. Traja farda de General cinza com botões, dragonas, canhões, gola alta e cinturão em dourado. Ostenta ao peito a Imperial Ordem do Cruzeiro e banda com debrum vermelho. Mão direta pousada sobre mesa e a esquerda flexionada, colocada sobre espada que pende da cintura. À direita, panejamento bege e colunas. Moldura em madeira dourada. Tela rasgada a golpes de espada no gabinete do Ministro da Guerra, ao ser proclamada a República.
Autor
Número de registro
6456
Fonte de aquisição
Situação da imagem
Forma de aquisição
Título
Pedro II
Técnica
Referência de aquisição
Catálogo Geral do Museu Histórico Nacional (1924)
Local de produção
Data de produção
[1858]
Estado de Conservação
Restaurado?
Comentários sobre a restauração
De acordo com a documentação, a obra passou por três restaurações. Em 1959, os rasgos da tela foram conservados. Na década de 1970, optou-se pela ocultação dos rasgos. Em 2002-2003, os rasgos foram restituídos com tinta acrílica na cor cinza.
Termos de indexação
D PEDRO II | ESCOLA NACIONAL DE BELAS ARTES | IMPERIAL ORDEM DO CRUZEIRO | INSÍGNIAS | MINISTÉRIO DA GUERRA | PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA | SEGUNDO REINADO
Altura (cm)
115,00
Largura (cm)
88,00
Valor
100000.00
Localização
Situação
Observações
Esta pintura a óleo retrata D. Pedro II fardado e é um dos itens mais emblemáticos da transição do regime monárquico para o republicano no Brasil. A obra é notável pelos danos físicos deliberados — rasgos profundos na altura do rosto e do peito — supostamente infligidos por golpes de sabre de militares durante a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. O texto de Gabriela Fonseca analisa a peça como um objeto-testemunho de iconoclastia política. Ao contrário de outras obras que passaram por processos de restauro para apagar marcas de vandalismo, esta pintura é preservada pelo MHN em seu estado fragmentado. A permanência do rasgo funciona como uma cicatriz histórica, documentando a violência simbólica necessária para a destituição da imagem imperial.
Exposições
Referências expográficas
Exposição de longa duração “A construção do estado”, Museu Histórico Nacional, 2010
Referências bibliográficas
BEZERRA, Rafael Zamorano. Valor histórico, exposição e restauração de objetos do acervo do Museu Histórico Nacional. In: “Anais do MHN”, Rio de Janeiro, v. 42, 2010, p. 155-175.. | DREYFUS, Jenny. Dom Pedro II através de sua iconografia. In: “Anais do MHN”, Rio de Janeiro, v. 4, 1947, p. 383-442. | FONSECA, G. Vandalismo é patrimônio: o quadro de Pedro II no Museu Histórico Nacional (2017-2018). Dissertação de Mestrado em Memória Social, Unirio. Rio de Janeiro, 2019. | FONSECA, Gabriela da. Retrato rasgado de Pedro II. In: “Histórias do Brasil: 100 objetos do Museu Histórico Nacional (1922-2022)”. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2022. p. 277-279.
Autoria das fotos
Jaime Acioli; Google

