Documento
Metadados
ID no DONATO
2146
Observações
– Outros títulos: Venus sobre as agoas (sic).
– Arquivo Histórico Museu Nacional: (Pasta 2 – Documento 10) (Cópia) “Por ordem de Sua Alteza Real (…) neste Muzeu Nacional recebi do Fiel do Real Thezouro Pedro Nolasco Heitor, cento e oitenta e três quadros, de differentes qualidades, que accusão os Inventários do mesmo Real Thezouro;/(…)/Muzeu Nacional do Rio de Janeiro 26 de setembro de 1822./(…)/ 134 – Hum dito da Vênus nº 29.”;(Pasta 78, Documento 3) “Relação dos quadros remetidos do Paço Imperial para o Museu Nacional/Hum dito de huma Vênus.”; (Pasta 1 A, Documento 160) “Dos Painéis existentes no Museu e ai arrecadados por Ordem do ex. Imperador/A saber:/111. Ditto em taboa Vênus sobre as águas/Museu nacional 20 de fevereiro de 1832./(…).”;
– A obra consta do Catálago da Academia Imperial de Belas Artes de 1836. Dados insuficientes para determinar com certeza a procedência anterior. Presume-se seja da Coleção de D. João VI (Tesouro Real);
– A obra foi inventariada no Museu Nacional de Belas Artes em 1944, com o título “Venus saindo das ondas do mar”;
– O Documento de 1822 faz referência a esta pintura, autor desconhecido, como “Hum dito da Vênus nº 29”. No documento que remete quadros do Paço Imperial ao Museu Nacional aparece como “Hum dito de huma Vênus” e, no de 1832, que os transfere para a Academia de Belas Artes, é descrita como “um quadro em taboa Vênus sobre as águas”. No estudo sobre o palácio de Belém, do português Hugo Xavier, temos a referência de uma pintura em tábua de uma vênus saída das águas, pertencente a coleção de D. João VI, que nos leva a obra pertencente ao acervo, uma vez que no citado documento de 1832, temos a referência da pintura com o mesmo título em tabua (Ref.: XAVIER, Hugo. “Os tempos monárquicos dos faustos joaninos ao ateliê de D. Carlos”. pp.15-49. In: Pintura e mobiliário do Palácio de Belém. Lisboa: Museu da Presidência da República, 2005.);
– No catálogo da Academia Imperial de Belas Artes de 1836 a obra aparece como “Vênus sahindo das ondas do mar”, Escola Bolonhesa. E no ano de 1889 tem autoria atribuída a Francesco Albani (Bologna 1578 – 1660). Transferida da Escola Nacional de Belas Artes ao Museu Nacional de Belas Artes em 1937, foi inventariada em 1944 como “Vênus saindo das ondas do mar”;
– Em data não determinada, o título foi alterado para Alcyone. Mas em pesquisa efetuada para documentar os quadros da Coleção D. João VI verificou-se que o tema tratado não é “Alcyone” e sim “Vênus”. Logo, como o referido quadro aparece no livro de Inventário de 1944 com o título “Vênus saindo das ondas do Mar” e a iconografia presente trata-se de uma Vênus, em 07/07/2008, o título “Alcyone” foi alterado para o que consta no Inventário de 1944;
– A referência do tema Alcione vem de uma prata de fiança “The Triumph of alcyone” de Francesco Xanto Avelli da Rovigo (1487-1542), pintado em 1533, impresso na revista “Ventura, Dezembro/Fevereiro 1987/1988, nº2” e também na Enciclopédia o “Mundo da Arte”, p.99. (Ref: MARTINDALE, Andrew. O mundo da Arte – O Renascimento. Rio de Janeiro: Editora Expressão e Cultura/Livraria José Olympio, 1996, p.99: “Francisco Xanto Avelli da Rovigo. O triunfo de Alcione. Assinado e datado 1533. Prato de maiólica. Diâmetro, 48cm. Wallace Collection”). No apontamento manuscrito na folha de rosto da revista, o título informado é incorreto, pois a pesquisa demonstrou que se trata do “o triunfo de Netuno e Vênus”, do italiano Francesco Xanto Avelli da Rovigo (The Triumph of Neptune and Venus, 1533. Ref.: www.24hourmuseum.org.uk/exh_gfx_en/ART43162.html; http://www.homoerotimuseum.net/eur/eur06/528/012.html; http://wwar.com/masters/a/avelli-francesco_xanto.html);
– Deoclécio Redig de Campos, estudioso das obras de Rafael e Michelangelo, Diretor do Museu do Vaticano entre 1971 e 1978, em 1975 visitando o Acervo do Museu Nacional de Belas Artes(Arquivo da Seção de Pintura Estrangeira, ficha: opinião de pesquisadores), refere-se ao quadro como de autoria desconhecida, pois seria cópia de um afresco pintado por Rafael em 1515 no banheiro do Cardeal Bibbiena no Vaticano (Ref.:De Vito Battaglia, S. “La Stufetta del Cardinal Bibbiena”. L’Arte, 1926; Redig De Campos, Deoclecio. I Palazzi Vaticani. Bologna:Cappelli, 1967; Edwards, N.E. The reinassance Stufetta in Rome: the circle of Raphael and the recreation of the antique, Ph.D., University of Minnesota, 1983; Malme, H. “La Stufetta del cardinal Bibbiena e l’iconografia dei suoi affreschi principali”, Quando gli dei si spogliano. Il bagno di Clemente VII a Castel Sant’Angelo e le altre stufe romane del primo Cinquecento, Roma: Romana Società Editrice, 1984, 34-50);
– Período: século XVI/XVII;
– Atribuições: (1939/41) Prof. Oswaldo Teixeira – “Obra não parece ser de Francesco Albani. Parece mais o estilo de Soroma”; (1963) Dr. D. M. Laclotte – “É de Padovanino”; (1969) Dr. D. Redig de Campos – “Cópia do séc. XVI do afresco de Rafael existente no “Stuffeta” de Bibbiena”; (1975) Dr. D. Redig de Campos – Cópia de um afresco de Rafael que se encontra no Vaticano (Estufa do cardeal Bibiena); (1976/77) Drª Mina Gregori – “Com muitas repinturas” (C.O. a Carmela Rapucci); (1989) Dr. M. Laclotte – “É de Padovanino”.
– Em 1978 o quadro foi retirado da Galeria Estrangeira e substituído pela “Alegoria da Astronomia – Urânia”;
– Restaurações: (2007/2008) Eli Amaral Muniz (responsável do setor de restauração de pintura do MNBA).
REFERENCIAS DOCUMENTAIS:
Relação dos quadros que se achavão na Arrecadação do Real Thezouro e que por ordem de sua alteza real (sic) os entreguei ao Muzeu Nacional de que recebi recibo de entrega dos ditos passado para o reverendo padre mestre frei José da Costa Azevedo director do Muzeo. Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1822. Transcrição de 6 de agosto de 1834. Museu Nacional, Arquivo Histórico – SEMEAR. Pasta nº 2, doc. n°10; [Relação dos quadros do Museu Nacional selecionados para o Paço da Cidade, atual Paço Imperial, em 1828]. Arquivo Histórico do Museu Nacional / UFRJ – SEMEAR. Pasta nº 78, doc. n°2; Lista Dos Paineis pertencente (sic) ao Muzêo Nacional desta Côrte [e lista] Dos Paineis existentes no Musêo, e ahi arrecadado (sic) por ordem do ex Imperador, 1832 (item n° 111). Arquivo Histórico do Museu Nacional / UFRJ – SEMEAR. Pasta nº1, doc. n°16. Lista dos Quadros que existem no Musêo Nacional.17 de Março de 1832. Arquivo Histórico do Museu Nacional / UFRJ – SEMEAR. Pasta nº1, doc. n°159.
INFORMAÇÃO SOBRE A PESQUISA: identificação da origem da coleção Real, de 2018 a 2019. ABB/ LESO/JTK.
LOCALIZAÇÃO: 1809 – 1822 – Paço da Cidade (atual Paço Imperial)? Prédio do Tesouro Real ?, Beco do Tesouro.
Texto da etiqueta
Esta obra integra a seleção em meio da Coleção Real portuguesa, pelo Príncipe Regente D. João para ser remetida ao Brasil, em 1807 (chegada em 1809).
Notas sobre a bibliografia
In: Guia do Museu do Museu Nacional de Belas Artes, p.138, nº 454, “Venus saindo das ondas. ALBANI, Francesco” — Galeria Estrangeira – Italianos | p. 38 e 39 — Coleção D. joão VI – Acervo Museu Nacional de Belas Artes | In: Arte Estrangeira do Museu Nacional de Belas Artes – Pintura Italiana dos Séculos XVI, XVII e XVIII, p.25, nº 5, “Venus saindo das ondas. ALBANI, Francesco. 106 x 74 cm (madeira)” — Missão artística de 1816: quadros trazidos por Lebreton [Catálago] | p.5, nº5, “Venus saindo das ondas. Albani (Francesco Albani)” — Catálogo geral das galerias de pintura e de escultura | p.7, nº 5, “Venus saindo das ondas. Albani (Francesco)” — Guia geral das galerias de pintura e escultura | “Venus saindo das ondas. Albani, Francesco” — Guia das Galerias de artistas estrangeiros | p.7, nº 4, “Venus sahindo das ondas do mar – Albani (Francesco), chamado o Albano. Escola eclética Bolonheza” — Catálogo explicativo das obras expostas nas galerias da Escola Nacional de Belas Artes | p.13, nº 5, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonhesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.20, nº 5, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.21, nº 12, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.21, nº 12, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.30, nº 44, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.29, nº 44, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.82, nº 26, “Venus sahindo das ondas do mar – He de Escola Bolonesa” — Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | p.32, nº 226, “Venus sahindo das ondas do mar – Atribuído a Francisco Albani” — Indicação dos quadros que se acham expostos ao público na Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro | “Venus saindos das ondas” — Guia da Galeria Estrangeira | p.26, nº 226, “Venus sahindo das ondas do mar – Atribuído a Francisco Albani” — Exposição Geral de Belas Artes | p. 95, 109 (Francesco Albani) — O nu no Museu Nacional de Belas Artes: pintura. in: Anuário do Museu Nacional de Belas Artes n. 8
Referências bibliográficas
Referência
Galeria Estrangeira – Italianos
Referência
Coleção D. joão VI – Acervo Museu Nacional de Belas Artes
Referência
Missão artística de 1816: quadros trazidos por Lebreton [Catálago]
Referência
Catálogo geral das galerias de pintura e de escultura
Referência
Guia geral das galerias de pintura e escultura
Referência
Guia das Galerias de artistas estrangeiros
Referência
Catálogo explicativo das obras expostas nas galerias da Escola Nacional de Belas Artes
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Notícia do Palácio da Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Indicação dos quadros que se acham expostos ao público na Academia Imperial das Belas Artes do Rio de Janeiro
Referência
Guia da Galeria Estrangeira
Referência
Exposição Geral de Belas Artes
Referência
O nu no Museu Nacional de Belas Artes: pintura. in: Anuário do Museu Nacional de Belas Artes n. 8
Histórico de exposições
Título
Arte Estrangeira
Título
Galeria de Artistas Estrangeiros
Título
Galerias da Escola Nacional e Belas Artes
Título
Primeira Galeria Estrangeira – Italianos
Título
Coleção D. João VI
Título
O nú na arte
Título
Pintura Italiana (circuito permanente) – Galeria Estrangeira
Título
“Fez-se uma galeria com excelentes pinturas”: do Museu Nacional de Belas Artes
Histórico de movimentações
Movimentação 967 (tipo EI); saída 2018-12-19; retorno 2019-09-30; retorno previsto 2019-09-30; origem Reserva Técnica 2 – Debret; destino Sala Joaquim Lebreton
Histórico de restauros
Restauro 3946 (sequência 1); interno; tipo 2; entrada 2008-04-10 00:00:00; início 2008-04-10 00:00:00; saída 2008-08-21 00:00:00; técnico Eli Amaral Muniz e Wallace Guiglemeti
Restaurado?
Trainel/gaveta
GRADE 3
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1890 – 1937, transferência para o Museu Nacional de Belas Artes;
– Academia Imperial de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1832 – 1890, transferência à Escola Nacional de Belas Artes;
– Museu Nacional – 1822- 1832;
– Paço da Cidade ou Tesouro Real – 1809 – 1822;
– Palácio da Ajuda – ?, Lisboa, Portugal, ? – 1809.
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes [Coleção Real]
Data de aquisição
1809/1809/1937
Forma de aquisição
Dimensões das partes
parte alt. 106.00 × larg. 74.00 (cm)
Largura (cm)
73.60
Altura (cm)
106.30
Descrição formal
Mulher semi-nua é representada de costas com a cabeça em perfil e com véu cobrindo parte do corpo. Ela inclina-se para as águas e tem um dos pés apoiados numa concha. Sustenta os cabelos com a mão esquerda. Um véu cobre-lhe parte dos quadris. Outras figuras próximas (homem e duas mulheres) na margem da praia à direita. Ao fundo, a esquerda, homem conduzindo carroça sobre as águas puxado por cavalos. Compõem a cena uma figura humana com tridente e ser marinho.
|material/técnica da parte: óleo sobre madeira
Subtema
Grega, romana, mulher, mar, tritão, Vênus, Afrodite, Urano, Dione, Netuno, Tesouro Real, Coleção Real.
Tema
Movimento
Renascentista
Estilo
Clássico renascentista
Escola
Bolonhesa, Italiana
Material/técnica
óleo sobre madeira
Cópia de
Rafael Sanzio, Stufetta do Cardeal Bibbiena, Vaticano.
Autor
Nome (catálogo)
AUTOR DESCONHECIDO
Título em inglês
Venus rising from the sea
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
7
Número de registro
2228
Descrição do conteúdo
– O quadro apresenta o tema “O nascimento de Vênus”, deusa do amor e da beleza, nascida da espuma do mar dentro em uma concha de madrepérola. Conforme o mito teogônico, ela nasce da castração de Urano (pai dos titãs), por seu filho Cronos que atirou seus testículos ao mar, fazendo-o ferver e espumar. É dessa “espuma do mar” (aphros ), que nasce Afrodite (Vênus na mitologia romana). Na versão de Homero, Afrodite é filha de Dione e Zeus.
Título
“Vênus saindo das ondas do mar”