Documento
Metadados
ID no DONATO
2907
Trainel/gaveta
GRADE 1B
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1931/35-1937, transferência ao Museu Nacional de Belas Artes.
– Henrique Bernardelli, Rio de Janeiro, RJ, ?1931/35, doação à Escola Nacional de Belas Artes.
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Formato
C
Diâmetro (cm)
54.00
Descrição formal
Medalhão com relevo do busto de homem de perfil com barba e bigodes vastos, usa terno e gravata. O relevo possui na sua parte inferior, como se estivesse apoiando o medalhão, uma figura alegórica com o dedo sobre os lados, ladeado por elementos fitomorfos.
Outras inscrições
Inscrição à esquerda: “Thomaz Coelho”
Material/técnica
gesso
Autor
Nome (catálogo)
BERNARDELLI i Thierry, José Maria Rodolfo Oscar
Denominação
relêvo
Objeto
relêvo
Coleção
Número de registro
2958
Descrição do conteúdo
Nascido aos 27 de dezembro de 1837, na cidade de Campos dos Goitacazes, filho de Custódio José Coelho de Almeida e Dª Maria Theresa da Rosa, ambos portugueses vindos para o Brasil junto com a Corte Portuguesa por ocasião da ação das tropas francesas comandadas pelo General Junot (1808).
Foi conselheiro e senador do Império e ocupou a pasta do Ministério da guerra e Marinha.
O 26º Gabinete Ministerial do Segundo Reinado foi organizado pelo Duque de Caxias, por determinação da Coroa, a 25 de junho de 1875. Thomaz Coelho, na Câmara Baixa, ainda representava sua província e foi convidado por Caxias para presidir a pasta da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Permaneceu nessa função por dois anos, seis meses e onze dias, período durante o qual dedicou-se de corpo e alma nas soluções para os problemas de sua pasta. No ano de 1876, organizou a Inspetoria de Terras e Colonização, ampliou o abastecimento de água potável da capital do Império, além da rede de águas pluviais e esgoto, melhorou o Museu Nacional e o Corpo de Bombeiros. Deu também grande incremento a Central do Brasil e ao prolongamento de vários ramais ferroviários na Bahia, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. Contratou a construção da Estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Fim de uma Existência
Encontrou a morte quando visitava um amigo, o Dr Rangel Pestana; transcorria o dia 20 de setembro de 1895. seu féretro teve grande acompanhamento. Sobre isso, assim noticiou a Gazeta do Povo, de Campos, que também colocou o seguinte necrológio:
“O saudosíssimo Conselheiro Thomaz Coelho elevou-se às mais eminentes posições, amparando-se no seu privilegiado talento jurídico, no seu assíduo trabalho e no seu bondoso caráter. A cidade de Campos, o Rio de Janeiro, o Brasil, a civilização em geral desta nobre parte da América do Sul muito devem de seu progresso e adiantamento a este varão ilustre, ao estadista inteligente, ao espírito esclarecido e conciliador daquele que tantas vezes e em tão largos períodos de tempo exerceu altos cargos no Conselho da Nação. Nunca ninguém tinha sido um apóstolo do bem, praticando fielmente o profundo preceito, evangélico – O MEU JUGO SERÁ LEVE. Quantos o conheceram o amaram. O Conselheiro Thomaz Coelho foi um justo.”
Homenagem do Colégio Militar
A 10 de abril de 1906, o Colégio Militar pagava tributo de gratidão à memória de seu fundador, fazendo inaugurar, no centro de uma praça que leva o seu nome, um busto do insigne brasileiro.
Dentro do mesmo espírito, os restos mortais do Conselheiro Thomaz Coelho e de sua digníssima esposa Dona Maria Francisca Baptista de Almeida foram transladados, em 06 de maio de 1981, do Cemitério São João Batista para um singelo jazigo de mármore negro, guardado pela figura em bronze de um aluno, situado no interior do Colégio, nas cercanias da referida praça, à sombra do bosque de oitizeiros, onde cantam os sabiás, de onde, diariamente, presenciam o garboso desfile de seus eternos alunos.
http://www.cmrj.ensino.eb.br/textohist_thomaz.htm
Título
Thomaz Coelho [medalhão]