Documento
Metadados
ID no DONATO
4463
Observações
– Alteração de localização da obra original de Guido Cagnacci – Através de correspondência trocada com o Museu de Belas Artes de Budapeste, foi esclarecido que a cópia de VM refere-se ao original de Guido Cagnacci, pertencente à Academia de San Lucca, Roma, Itália. A versão existente no Museu de Budapeste é de Felice Ficherelli (San Geminiano 1605 – Florença 1669), portanto, a informação gravada na moldura original desta cópia de VM está incorreta. (S.S., 11/11/2003)
– outros valores de seguro: US$10.000 (out/2004).
– Esta obra participou da XIIIª Exposição Geral de Belas Artes, em 1859. Neste ano, a obra estava em exibição na Sala 6. Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 122.
Notas sobre a bibliografia
p. 1-17 — Agostinho e a injustiça da lei e das formas jurídicas quanto ao estupro de mulheres
Referências bibliográficas
Referência
Curadoria e História da Arte: O Caso do Museu D. João VI da Escola De Belas Artes / UFRJ
Referência
Agostinho e a injustiça da lei e das formas jurídicas quanto ao estupro de mulheres
Histórico de exposições
Título
“Vítor Meireles – um artista do império”
Título
“Vítor Meireles – um artista do império”
Título
“Vítor Meireles – um artista do império”
Título
Artistas Brasileiros na Itália
Histórico de movimentações
Movimentação 578 (tipo LE); saída 2003-12-09; retorno 2004-04-01; retorno previsto 2004-03-22; destino Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR; finalidade: Exposição “Vítor Meireles – um artista do Império”
|Movimentação 675 (tipo LE); saída 2005-04-27; retorno 2005-05-31; retorno previsto 2005-06-02; destino Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG; finalidade: Exposição “Vítor Meireles – um artista do império”, de 02 a 29 de maio de 2005
|Movimentação 823 (tipo EE); saída 2004-06-22; retorno 2005-05-29; retorno previsto 2005-05-29; origem Reserva Técnica 1 – Vitor Meireles; destino Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea
|Movimentação 859 (tipo EI); saída 2012-06-14; retorno 2012-12-04; retorno previsto 2012-12-03; origem Reserva Técnica 1 – Vitor Meireles; destino Sala Ubi Bava
Data da última avaliação
2017-04-05
Estado de Conservação
Trainel/gaveta
10-B
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1890-1937, transferida ao Museu Nacional de Belas Artes.
– Academia Imperial das Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1881-1890, transferida à Escola Nacional de Belas Artes.
– Baronesa de Itambi, ?, ?, ? -1881, doada à Academia Imperial das Belas Artes.
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Moldura
Moldura 363; externa alt. 145.50 × larg. 192.00 × prof. 10.00 cm
Largura (cm)
171.00
Altura (cm)
123.50
Descrição formal
Pintura na horizontal representando cena histórica. Em primeiro plano, uma mulher branca, nua está deitada sobre uma cama coberta por tecidos nas cores marrom e branco. Ela tem a cabeça voltada para a direita da obra e as pernas para a esquerda, seus cabelos são longos e usa uma tiara. Com a mão direita ela segura o braço de um homem sobre seu ombro e com a esquerda, empurra a figura masculina. Em segundo plano, o homem, de cabelos médios e castanhos, usa bigode e veste roupa na cor azul com detalhes em dourado. Ele segura um punhal com a mão direita e com a mão esquerda, segura a figura feminina pelo ombro. Em terceiro plano à esquerda, uma mulher vestida com casaco verde e saia marrom, observa a cena encostada no batente de uma porta.
Outras inscrições
– “Vitor Meireles / “Tarquínio e Lucrécia” / Tombo: – 933 – tr, sl – 1 – 5” – moldura, etiqueta, vecc.
– CAGNACCI, GUIDO – 1601 . 1681 / “TARQUINIO E LUCRECIA” / CÓPIA DE VICTOR MEIRELLES / ORIGINAL NO MUSEU DE BUDAPESTE” – moldura, etiqueta, vebc.
– “TOMBO – 933” – chassi, à caneta esferográfica, vcse.
– “TOMBO – 933” – chassi, à caneta esferográfica, vcsd.
Subtema
Figura masculina [IDENTIFICADA]; Homem; Figura Feminina [IDENTIFICADA]; Mulher; Tarquínio e Lucrécia; Roma; Monarquia romana; Estupro
Tema
Data de produção
1855 – 1856 (circa)
Material/técnica
óleo sobre tela
Cópia de
da obra original de Guido Cagnacci (1601-1681), Academia de San Lucca, Roma, Itália
Autor
Nome (catálogo)
MEIRELES de Lima, Vítor
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
3645
Número de registro
933
Descrição do conteúdo
“Vamos examinar o caso específico das cópias realizadas por Vitor Meireles. (…) Vamos nos deter um pouco mais nessas cópias. Rangel de Sampaio, escrevendo em 1880, relacionou-as, organizadas por escolas. (…) Tarqüínio e Lucrécia (cópia de Guido Cagnacci) (…). Esse grupo de cópias realizadas na Itália reitera o que já tínhamos afirmado antes a respeito da concepção de tradição pictórica. A escolha de Vitor Meireles recaiu sobre mestres reconhecidamente coloristas, independente da cronologia – pois uns pertencem ao século XVI (…) livre do conceito do que será mais tarde chamado de estilo pela História da Arte – porque nos manuais atuais, vários desses artistas estão em estilos distintos e às vezes apresentados como antagônicos (…) A Academia, portanto, não olhava para esses artistas da maneira como nós hoje o fazemos. Interessava a ela muito mais a abordagem da linha e da cor e a classificação ficava restrita a escolas regionais, independente de cronologia. Assim, a Geografia, mais do que a História, seria determinante nas escolhas formais dos artistas.”
Ref.: PEREIRA, Sonia Gomes. Curadoria e História da Arte: O Caso do Museu D. João VI da Escola De Belas Artes / UFRJ. Seminário Internacional “Museus e comunicação: exposições como objeto de estudo. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2011. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://anpap.org.br/anais/2011/pdf/cc/sonia_gomes_pereira.pdf>.
“Segundo Lívio (Livius, 1932, I,57-58), por volta de 509 AEC, Lucrécia foi estuprada pelo filho do rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, e a reação dos romanos ao ocorrido levou à queda do reinado e ao início da República. Tarquínio visitou Lucrécia enquanto seu marido estava numa missão militar. Bem acolhido, quando todos dormiam, ele invadiu os aposentos de Lucrécia e surpreendeu-a em sua cama. Pressionando o peito dela com uma mão e segurando um punhal com a outra, ele ameaçou matá-la se ela não cedesse ao estupro. Inicialmente, ela se manteve firme em sua “obstinada castidade”, não cedendo nem sob ameaça de morte. Frente a tal recusa, ele ameaçou desonrá-la: prometeu que, se ela não concedesse, ele a mataria e colocaria seu cadáver sobre o leito matrimonial, ao lado do qual depositaria o cadáver de um escravizado; depois, Tarquíno chamaria o marido de Lucrécia alegando ter-lhe vingado a honra. Apenas diante dessa ameaça, Lucrécia cedeu e foi estuprada. No dia seguinte, ela convocou seu marido e outros testemunhos, para os quais, devastada, relatou o ocorrido. Eles confirmaram que entenderam que ela não havia consentido e, enquanto os homens ali reunidos discutiam como vingariam tal crime, ela pegou uma adaga e falou aos homens ali presentes que ela mesma se absolvia da culpa, mas, como o estupro a tornara irreparavelmente impudica, para evitar que as romanas se referissem à sua história como exemplum de má conduta (e, portanto, para que a impudicícia não tivesse sobrevida), ela se mata.”
Ref.: AYOUB, Cristiane Negreiros Abbud. Agostinho e a injustiça da lei e das formas jurídicas quanto ao estupro de mulheres. Revista De Filosofia Aurora , v. 37, p. 1-17, 2025. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://www.scielo.br/j/rfilos/a/NNTppCCVZfmHzwvvmDh5qQc/?format=pdf&lang=pt>.
Título
Tarquínio e Lucrécia [cópia do original de Guido Cagnacci (1601-1681)]