Documento
Metadados
ID no DONATO
1647
Observações
– Doação, J.A.Gerken (Governo Real da Holanda), 1922.
– OBRAS DE FRANS POST E A PINTURA HOLANDESA NO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES
No MNBA, a maior e mais importante coleção de quadros holandeses da autoria de um único artista é o conjunto de oito pinturas de Frans Janszoon post(Leiden, 1612 – Haarlem,1680). Pintor de paisagens, desenhista e gravador (água-fortista), filho do pintor Jan Janszoon Post e irmão de Pieter Post (arquiteto), chegou ao Brasil com a comitiva de Maurício de Nassau – Siegen em 1637. Aqui permaneceu, em Pernambuco, durante oito anos. Sua tarefa era registrar aspectos topográficos da região para finalidades militares. Dos seus inúmeros desenhos (hoje no Museu Britânico) surgiu o livro de Gaspar Barleus “Rerum per Octennium in Brasil”. Apesar de responsável pela fidelidade documental, seus desenhos e pinturas denotam resquícios do estilo dos pintores maneiristas. Sua pintura, tipicamente holandesa, encontra similar na dos paisagistas como S.Ruisdael (1602-1670) e Ph. de Koninck (1619-1688). É ele considerado o primeiro intérprete da paisagem brasileira. Suas composições seguem o estilo paisagístico holandês, desdobram-se em planos distantes, reservando ao céu a maior parte da faixa superior do quadro. Utilizou tonalidades escuras, demonstrando certa autonomia na luminosidade, apesar de esta ser típica do Nordeste brasileiro. Seus poucos quadros, conhecidos como pintados ainda no Brasil (oito – segundo Beatriz e Pedro Correia do Lago, 1999), constituem valiosos registros da paisagem brasileira, da sociedade açucareira e da vida econômica do Brasil Colonial. O primeiro quadro de F.Post entrou para este acervo público por doação do Governo da Holanda, em 1922, ano do Centenário da Independência do Brasil. “Paisagem de Várzea”, uma pintura sobre madeira (como, aliás, a maioria (6) dos quadros dessa coleção) – retrata uma região alagadiça de Olinda, apresentando ao longe, provavelmente, o rio Capiberibe. É curioso observar-se que, anos depois (1934), este quadro foi furtado da pinacoteca da então Escola Nacional de Belas Artes, sendo localizado e adquirido em Paris pelo colecionador Fonseca Hermes, que o restituiu à ENBA. O colecionador Djalma da Fonseca Hermes concentrava seu interesse em obras relacionadas a aspectos brasileiros. Assim, ele adquiriu diversas paisagens de Frans Post das quais algumas foram vendidas, em 1941, ao Governo Brasileiro, que as repassou ao Museu Nacional de Belas Artes. Entre elas, enconram-se os quadros “Paisagem da Paraíba” e “Paisagem de Pernambuco”, além dos maiores quadros do conjunto, com suporte de tela: “Olinda e “Engenho de Cana”. Todos aparesentam construções rústicas dos engenhos e algumas ruínas de edificações, talvez, fortes militares. “Mocambos” é o único quadro que focaliza palhoças simples de nativos apresentando-os com armas de caça nas mãos. Este quadro, o último do conjunto de Fonseca Hermesm provém da coleção do russo Semenov e já aparece registrado, em São Petersburgo, em 1906. Os últimos dois quadros de Post foram adquiridos pelo MNBA, em 1942 e 1949, respectivamente. A compra mais antiga representa a “Igreja de S.Cosme e S. Damião em Igaraçu”m uma construção existente até hoje. A pintura focaliza, amplamente, no peimeiro plano, grupos de escravos em dia de descanso. A vegetação detalhada confere à paisagem um ar bucólico, A pintura adquirida por último, “Vista de um Engenho de Cana-de-açúcar”, munida de uma autêntica moldura preta holandesa, retrata, mais uma vez, a casa grande circundada por senzalas em meio da natureza e um grupo de pessoas. Além das obras de Frans Post, o Museu Nacional de Belas Artes possui um pequeno, porém significativo, número de pinturas de outros artistas holandeses do século XVII consideradas entre as estrangeiras uma coleção de “pequenas” obras-primas que, por sua excelente qualidade, expressam uma raridade dentre os acervos públicos brasileiros. Nesta coleção de quadros holandeses, encontram-se representados os principais gêneros caractéristicos da época, além, naturalmente, das paisagens nas obras de Frans Post. Ao lado dessas, destaca-se a pintura de retrato. O Museu Nacion
Notas sobre a bibliografia
cat. n. 440, 217 p. il — Catálogo geral das galerias de pintura e de escultura | cat. n. 408, 78 p. il — Guia geral das galerias de pintura e escultura | cat. n. 150 — Arte Estrangeira no Museu Nacional de Belas Artes – Pintura Italiana dos Séc. XVI, XVII e XVIII. [Catálogo] | reprod. in folder — Pintura Holandesa
Referências bibliográficas
Referência
Catálogo geral das galerias de pintura e de escultura
Referência
Guia geral das galerias de pintura e escultura
Referência
Arte Estrangeira no Museu Nacional de Belas Artes – Pintura Italiana dos Séc. XVI, XVII e XVIII. [Catálogo]
Referência
Estudios sobre iconologia
Referência
Significado nas artes visuais
Referência
Pintura Holandesa
Referência
Guia das Galerias de Artistas Estrangeiros ok
Histórico de exposições
Título
Exposição Itinerante O Brasil Holandês
Título
A presença holandesa no Brasil
Histórico de movimentações
Movimentação 300 (tipo LE); saída 1999-11-22; retorno 2000-01-30; destino Museu de Arte Pampulha-Belo Horizonte; finalidade: Exp.Itinerante Brasil Holandês
|Movimentação 313 (tipo LI); saída 2000-02-10; retorno 2000-03-19; destino MNBA; finalidade: Exp.Itinerante Brasil Holandês
|Movimentação 321 (tipo LE); saída 2000-03-29; retorno 2000-05-30; destino Espaço Bandepe-Recife; finalidade: Exp.Itinerante Brasil Holandês
|Movimentação 541 (tipo LI); saída 2003-03-21; retorno 2004-04-30; destino Sala Bernardelli, MNBA; finalidade: A presença holandesa no Brasil
Histórico de restauros
Restauro 3277 (sequência 1); interno; tipo 2; entrada 1986-09-08 00:00:00; início 1986-09-08 00:00:00; saída 1987-05-14 00:00:00; técnico Eli Amaral Muniz; Documentação Fotográfica:
1 foto A.T. – geral de dorso.
1 foto M.T. – remoção do reentelamento.
1 foto M.T. – contraste do verniz.
1 foto M.T. – emassamento, rasgos na parte superior.
Restaurado?
Localização atual (registro da parte)
RTPE TR 57 A
Trainel/gaveta
49-A
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro,RJ, 1922-1937, transferência para o Museu Nacional de Belas Artes
– J.A.Gerlsen, ?, ? – 1922, doação a Escola Nacional de Belas Artes
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Largura (cm)
96.00
Altura (cm)
125.00
Descrição formal
Retrato do Príncipe holandes Maurício de Nassau com a couraça e trazendo ao peito um grosso cordão do qual pende uma condecoração. O braço direito apoiado sobre uma coluna segura o cetro. Ao fundo um negrinho vestido de vermelho olha expressivamente para o Príncipe, apontando-lhe um pergaminho o qual segura com ambas as mãos.
Marcas
Sim
Tema
Material/técnica
óleo sobre tela
Autor
Nome (catálogo)
AUTOR DESCONHECIDO
Título da etiqueta
Retrato de João Maurício de Nassau-Siegen
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
3656
Número de registro
1839
Descrição do conteúdo
Retrato do militar holandês, João Maurício de Nassau Siegen (1604-1679), que veio ao Brasil, em 1637 para governar Pernambuco, permanecendo no país até 1644.
A obra pertencente ao MNBA é cópia de uma tela de Pieter Nason (1612-1688) existente atualmente no Museu Nacional de Varsóvia.
Título
Retrato de João Maurício de Nassau-Siegen