Documento
Metadados
ID no DONATO
18687
Observações
– outros nºs: AP 280.71.
– restaurado em novembro de 2002, no MNBA por Marco Aurélio Vieira Tavares.
– quebrada: levantamento 19/09/2007.
– Não foi possível rever as dimensões da obra na catalogação de 2025, obra quebrada, obra descrita através de fotografia anterior.
Notas sobre a bibliografia
Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/73031/42372 — Representações dos retirantes das secas do Semiárido nordestino
Referências bibliográficas
Referência
Representações dos retirantes das secas do Semiárido nordestino
Referência
O Artista do Agreste no Cenário Nacional: A Trajetória de Mestre Vitalino na (Con)Formação da Identidade Nordestina
Restaurado?
Trainel/gaveta
3-2-6
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Eneida de Morais
Data de aquisição
1963
Forma de aquisição
Formato
I
Profundidade (cm)
33.00
Largura (cm)
27.00
Altura (cm)
16.00
Descrição formal
Escultura de barro cozido representando figuras humanas e animais. Dispostos em fila e direcionados para direita, sob uma base retangular, um conjunto de pessoas e animais estão posicionados em ação de caminhada. Em composição horizontal e sequencial, do fim da fila, à esquerda, para direita seguem: uma criança vestida por chapéu, sustenta alguns elementos sob a cabeça, e leva a sua mão direita sobre uma cabra que está ao seu lado; uma mulher de cabelos e vestido longo; um homem, vestido por chapéu, levando um cesto junto de seu corpo; uma mulher, mais alta, segura cesto sobre a cabeça, ela tem cabelos e vestido longo; um homem veste chapéu e carrega em suas costas uma criança, e tem ao seu lado, cachorro; à frente,, liderando a fila, um homem montado sobre um animal, possivelmente um burro ou um jumento.
Marcas
Sim
Transcrição da assinatura
carimbo: “Vitalino” [duas vezes]
Subtema
Figura Masculina; Homem; Figura feminina; Mulher; Criança; Cabra; Cachorro; Asno; Retirante; Migração; Pernambuco; Nordeste Brasileiro; Região Nordeste
Local de produção
Caruaru. PE, Brasil
Data de produção
1963 (circa)
Material/técnica
barro modelado, cozido e pintado parcialmente
Autor
Nome (catálogo)
MESTRE VITALINO, Vitalino Pereira dos Santos, dito
Denominação
escultura
Objeto
escultura
Coleção
Número de registro
8999
Descrição do conteúdo
“O emigrante nordestino, chamado de retirante pela narrativa regional, pelas instituições, pesquisas e mídias ao longo dos séculos, segue, também, como consequência da seca enquanto problema social e político, e não apenas climático. (…) Desde a chegada dos portugueses o problema das secas no semiárido nordestino é conhecido. (…) As estiagens anuais fazem parte do ciclo climático do semiárido, no entanto, (…) afeta a economia e o modo de vida das populações, que ao longo da história se viram obrigadas a largar tudo para pedir socorro numa tentativa de sobrevivência. A ausência de chuvas ou a chamada seca verde provocou ciclos de emigrantes nordestinos, deixando os sertões desertos de gente, deslocando-se para os grandes centros urbanos (…) O emigrante nordestino tem suas marcas socioculturais enfatizadas, no imaginário nacional, pela mídia impressa, literatura e arte (…) A literatura sobre o tema mostra que as secas na região vão além do fenômeno meteorológico, é um problema social , tendo em vista que a região semiárida do Nordeste Brasileiro é a mais populosa do mundo, com características peculiares, como a desigualdade social e o alto percentual de pobreza, e por carregar durante a sua trajetória o controle e o poder sobre a água e a política exercida pelos coronéis, que detinham o conhecimento político sobre quais áreas seriam beneficiadas com projetos de açudes e barreiros.”
Ref.: FERREIRA, José Gomes e PAIVA, Anna Lidiane Oliveira e DE MÉLO, Anastácia Brandão. Representações dos retirantes das secas do Semiárido nordestino. Universidade Federal do Paraná. Desenvolvimento e Meio Ambiente – DeMA. Edição especial – Sociedade e ambiente no Semiárido: controvérsias e abordagens Vol. 55, p. 9-27, dez. 2020. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://revistas.ufpr.br/made/article/view/73031/42372>.
“(…) podemos observar como a experiência de Mestre Vitalino e sua incorporação no campo artístico, nos serve para a compreensão de um processo que ocorria de forma paralela, e de maneira mais ampla, de um lado, a formação do campo cultural brasileiro a partir do esforço de intelectuais e do próprio Estado, e do outro, a constituição de um espaço regional dotado de símbolos e valores. (…) as obras criadas por Vitalino, todas elas expressando distintos momentos do cotidiano sertanejo, reproduzidas à medida em que a demanda lhe exigia. Os bonecos descreviam cenas da vida social que lhe cercava e da qual propunha a tradução no barro. As características marcantes atreladas normalmente às obras de Vitalino como um todo são os seguintes elementos: da ordem; e da subjetividade das relações”
Ref.: DE LIMA, Mateus Mota. O Artista do Agreste no Cenário Nacional: A Trajetória de Mestre Vitalino na (Con)Formação da Identidade Nordestina. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. Departamento de Ciências Sociais. João Pessoa, 2018. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/16449/1/MML12112018.pdf>.
Título
Retirantes