Documento
Metadados
ID no DONATO
6637
Observações
– as imagens empregadas nos reposteiros seguem os critérios específicos dos artesões: tratar acontecimentos heróicos e relações dos reis com os voduns e chamar a atenção para as imagens de nomes fortes. As imagens constantes nesses reposteiros são as mesmas que circulam na pintura mural, nos baixos-relevos, na joalheria, nos objetos utilitários, formando conjuntos visuais que têm intercomplementariedade funcional e simbólica .
– a preservação da técnica básica que é a de recortar e aplicar tecidos sobre fundo também de tecido é usada até hoje, e são vendidos como “souvenir” do continente africano.
– foto: Raul Lima.
– destaque do acervo.
Texto da etiqueta
Tecido bordado que relembra contos heróicos dos reis do Daomé e cenas sociais. A interpretação dos ideogramas-enigmas indica que refere-se ao rei Gbéhanzin [1889-1894]. A leitura proclama que o rei irá decapitar seus inimigos e anuncia a vitória dos Fon sobre os Nagô e estes serão mortos. Notar que nas duas representações desse reposteiro os Nagô são identificados por suas marcas étnicas – os três lanhos paralelos na face.
Notas sobre a bibliografia
p.17/18, reprod — Fon: os ideogramas-enigmas dos reposteiros do Benin; um estudo analítico das peças do Museu Nacional de Belas Artes e do | p. 45, reprod — Coleção Arte Africana do Museu Nacional de Belas Artes. [Catálogo]
Referências bibliográficas
Referência
Fon: os ideogramas-enigmas dos reposteiros do Benin; um estudo analítico das peças do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu Nacional (UFRJ)
Referência
Coleção Arte Africana do Museu Nacional de Belas Artes. [Catálogo]
Histórico de exposições
Título
Coleção Arte Africana
Título
Axé África
Título
Axé África
Título
Onde Nós Somos África
Histórico de movimentações
Movimentação 841 (tipo EE); saída 2011-09-12; retorno 2011-11-29; retorno previsto 2011-12-09
Estado de Conservação
Trainel/gaveta
SOBRE A PEÇA DE NÚMERO 3025
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Gasparino da Matta e Silva, Rio de Janeiro, RJ, ? – 1964, vendida ao Museu Nacional de Belas Artes, juntamente com outras 4 obras.
Fonte de aquisição
Gasparino da Matta e Silva
Data de aquisição
25/06/1964
Forma de aquisição
Largura (cm)
111.30
Altura (cm)
116.70
Descrição formal
Panô de fundo preto tendo como figura central um peixe amarelo com a boca entreaberta, barbatanas e língua vermelha. Acima do peixe uma cena onde dois homens, empunhando facas, seguram um homem como para sacrifício. Abaixo, junto à boca, duas mãos seguram uma bandeja e na parte inferior dois homens sacrificam um terceiro.
Subtema
AFRICANA; uso e costumes
Tema
Local de produção
Benin, África Ocidental
Material/técnica
bordado com aplicações de tecidos e linhas de algodão coloridas
Autor
Nome (catálogo)
GRUPO CULTURAL FON
Denominação
estandarte
Objeto
estandarte
Coleção
Número de registro
10510
Descrição do conteúdo
A interpretação dos ideogramas-enigmas indica que refere-se ao rei Gbéhanzin [1889-1894]. A leitura proclama que o rei irá decapitar seus inimigos e anuncia a vitória dos Fon sobre os Nagô e estes serão mortos. Notar que nas duas representações desse reposteiro os Nagô são identificados por suas marcas étnicas – os três lanhos paralelos na face.
O ovo é ilustração da frase que origina o nome do rei “Gbé Wê azin bo ayi djirê”. Nosso mundo a produzir um ovo de onde só (sozinho) a terra sente a sua importância.
O peixe, “Gbôwé le fon adan ho hou dji gblé”, é iguaria (prato) e é cólera e o mar se acalma.
Prisioneiros Nagô pendurados pelo pescoço e em posição de sacrifício para serem mortos pelos facões – “Atagoum djé houn dô assi adjitô”. “Atagoum” pendurado num tronco feito um peixe à maneira de uma bandeira.
Título
Reposteiro