Documento
Metadados
ID no DONATO
483
Observações
– possui placa com o número 68.
– foto: Raul Lima
Texto da etiqueta
O conselheiro Martim Francisco, ficou conhecido, quando, em 18 de junho de 1796, com José Bonifácio, formaram a grande trindade dos Andrada, com enorme importância política nos primeiros anos do Brasil livre.
Histórico de exposições
Título
Galeria de Arte Brasileira do Século XIX (circuito de longa duração)
Histórico de movimentações
Movimentação 1002 (tipo EI); saída 1991-11-15; retorno previsto 2020-12-28; origem Galeria de Arte Brasileira do Século XIX; destino Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Data da última avaliação
2014-08-06
Estado de Conservação
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1889-1937, transferência ao Museu Nacional de Belas Artes.
– Academia Imperial de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, ? – 1889, transferência à Escola Nacional de Belas Artes.
Fonte de aquisição
Academia Imperial Belas Artes
Data de aquisição
1840 (?)
Forma de aquisição
Formato
O
Diâmetro (cm)
50.00
Profundidade (cm)
10.00
Descrição formal
Medalhão com a cabeça de um homem, de perfil, esculpida em relevo. Inscrições em torno.
Outras inscrições
_ Na borda do medalhão: Martin Francisco Ribeiro de Andrada
Subtema
RETRATO;[IDENTIFICADO]; homem
Tema
Material/técnica
gesso modelado
Autor
Nome (catálogo)
FERREZ, Marc
Título da etiqueta
“Martim Francisco Ribeiro de Andrada”, circa 1840″
Denominação
medalhão-relevo
Objeto
medalhão-relevo
Coleção
Número de registro
3039
Descrição do conteúdo
O retratado é Martim Francisco Ribeiro de Andrada. Nasceu na cidade de Santo (SP) a 27 de junho de 1775. Filho do Coronel Bonifácio José de Andrada e D. Maria Bárbara da Silva; e irmão de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva e José Bonifácio de Andrada e Silva. Tal como seus irmãos mais velhos, foi na própria vila de Santos que fez os estudos primários, orientados pelo pai. Pela Universidade de Coimbra, em 1798, obteve o diploma de Bacharel em Matemática e Doutorado em Ciências Naturais. Nesse mesmo ano, o Governo português o nomeia para, juntamente com seu irmão José Bonifácio e o Tenente General Napion, realizar trabalhos de exploração pela Província de Estremeadura até Coimbra. Por Carta Régia, de 17 de agosto de 1801, com o ordenado anual de 800$000 réis, além de 200$000 réis, também anuais, para ajuda de custo, é nomeado Diretor-Geral das Minas e Matas de São Paulo. Em 1820, acompanhou o seu irmão José Bonifácio a uma excursão montanística, por parte da Província de São Paulo, para determinar seus terrenos auríferos. Com a expedição dos decretos de 29 de setembro de 1821, pelas Cortes Portuguesas, visando a recolonização do Brasil, José Bonifácio e Martim Afonso contribuem com a gloriosa representação de 24 de dezembro do mesmo ano, que foi o primeiro grito do patriotismo contra a prepotência da metrópole. A partir daí, o seu nome começa a transpor as fronteiras da província e impor à admiração, ao respeito e ao reconhecimento de seus concidadãos. Quando Martim Francisco assumiu a pasta da Fazenda, no dia 4 de julho, encontrou o Tesouro completamente exaurido. A excelente administração de Martim Francisco à frente do Ministério da Fazenda havia de durar pouco. Uma oposição surgiu no poder. Mas os talentos dos “Andradas”, porém, marcavam-lhes ainda um lugar distinto na arena política. Retirados do poder, organizaram uma vigorosa campanha oposicionista no Parlamento. Martim Francisco havia sido eleito deputado para a Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil pela Província do Rio de Janeiro. Exerceu a presidência da Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil de 3 a 31 de outubro de 1823. Foi eleito, também, Vice-Presidente, durante o mês de setembro daquele mesmo ano, em segundo escrutínio, no dia 2 do mesmo mês. Foi presidente da Câmara dos deputados no período de 4 de maio a 2 de julho de 1831; e de 255 de abril de 1842 a 2 de janeiro de 1843. Era do Conselho de S. M. o Imperador, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e Cavaleiro da Ordem de Cristo. De uma severidade de costumes superior a toda sedução, conservou-se sempre pobre, sem honras. Faleceu no dia 23 de fevereiro de 1844, em Santos, sua terra natal, onde está sepultado.
FONTE: www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/presidentes/martim_andrada_pai1.html
Título
“Martim Francisco Ribeiro de Andrada, circa 1840”