Documento
Metadados
ID no DONATO
4775
Observações
– Outros números: 905 B (?).
– Destaque do acervo.
– Esta obra participou da XXVIª Exposição Geral de Belas Artes, em 1884. Estava em exposição na Seção de Pintura ou na Escola Brasileira (Pinacoteca). Cf. LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições Gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1990. pp. 275.
– Esta obra participou da Exposição Geral de Belas Artes, em 1891. Estava em exposição na Galeria Nº 3. Cf. Catálogo dos Quadros Expostos na Escola Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891. pp. 49.
– Outros títulos: Joana D’Arc ouve pela primeira vez a voz que lhe prediz o seu alto destino (alterada para o título anterior, em 04/08/2003).
Notas sobre a bibliografia
p. 170 reprod., 172 — História da pintura brasileira no século XIX | p. 109, cat. nº 1080 — Catálogo geral da pintura brasileira | p. 266 e 267 reprod — Dicionário crítico da pintura no Brasil | p. 21, cat. nº 255 — 26ª Exposição Geral de Belas Artes | p. 65, reprod./.. — Pedro Américo: pintor universal | p. 73-92 — Pedro Américo entre os tempos: Abizag, Judite, Jocabed, Joana D’Arc e Margarida em telas oitocentistas | p. 61-122 — O corpo da liberdade: reflexões sobre a pintura do século XIX
Referências bibliográficas
Referência
História da pintura brasileira no século XIX
Referência
Catálogo geral da pintura brasileira
Referência
Dicionário crítico da pintura no Brasil
Referência
26ª Exposição Geral de Belas Artes
Referência
Pedro Américo: pintor universal
Referência
Pedro Américo entre os tempos: Abizag, Judite, Jocabed, Joana D’Arc e Margarida em telas oitocentistas
Referência
O corpo da liberdade: reflexões sobre a pintura do século XIX
Referência
A Carioca de Pedro Américo: gênero, raça e miscigenação no Segundo Reinado
Histórico de exposições
Título
26ª Exposição Geral das Bellas Artes
Título
Galeria de Arte Brasileira do Século XIX (circuito de longa duração)
Histórico de movimentações
Movimentação 181 (tipo LE); saída 1995-07-17; retorno 1995-09-29; retorno previsto 1995-10-04; destino Museu de Arte da Bahia, Salvador, BA; finalidade: Exposição O Leque: Seu Tempo e Sua Linhagem
|Movimentação 602 (tipo LI); saída 2004-07-12; retorno 2004-07-13; retorno previsto 2004-07-13; destino Galeira Nacional do Século XIX; finalidade: Produção de gravação de Comercial Mundial da Sharp
|Movimentação 1002 (tipo EI); saída 1991-11-15; retorno previsto 2020-12-28; origem Galeria de Arte Brasileira do Século XIX; destino Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Histórico de restauros
Restauro 2678 (sequência 1); interno; tipo 2; entrada 1984-05-14 00:00:00; início 1984-05-25 00:00:00; saída 1984-07-02 00:00:00; técnico Ariadne Barbosa de Souza Motta e Helena Ávila Teixeira; Obra tratada em período anterior, mas sem documentação.
Documentação fotográfica:
1 foto A.T. – geral face.
1 foto A.T. – detalhe face.
1 foto A.T. – geral dorso.
1 foto M.T. – geral face (contraste).
Restaurado?
Data da última avaliação
2014-12-01
Estado de Conservação
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1890-1937, transferida ao Museu Nacional de Belas Artes.
– Academia Imperial das Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 1885-1890, transferida à Escola Nacional de Belas Artes.
– Pedro Américo, Florença, Itália, 1883-1885, vendida à Academia Imperial das Belas Artes, juntamente com outras 10 obras do mesmo autor, no valor total de 28.000$000.
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Moldura
Moldura 1045; externa alt. 257.70 × larg. 184.00 × prof. 11.00 cm
Largura (cm)
156.50
Altura (cm)
229.00
Descrição formal
Pintura na vertical representando retrato de figura feminina. Ao centro, em primeiro plano, uma mulher branca de cabelos longos castanhos está lateralizada à esquerda. Ela está ajoelhada, com o joelho esquerdo apoiado ao chão, e o direito flexionado. Tem as duas mão unidas próximas ao rosto e olha para o espectador com olhar expressivo. Ela usa um lenço estampado sobre a cabeça, veste blusa cinza com detalhes de renda, espartilho de cor marrom e saia longa listrada em tons de cinza. Ao lado da mulher, estão vasos com plantas e flores à esquerda e um vaso de água de latão sobre um mobiliário pequeno à direita. Em segundo plano, trecho de viela, com tronco de árvore envolto por heras à esquerda e uma cerca de madeira à direita. Ao fundo, na parte superior à esquerda, está a silhueta de um anjo de cor clara com iluminação irradiando em seu entorno.
Datação na obra
ebe
Transcrição da assinatura
P. Américo de Figueiredo 1883
Assinatura
ebe
Subtema
Figura feminina [IDENTIFICADA]; Mulher; Catolicismo; Santa; Joana d’Arc; Guerra dos Cem Anos; França
Tema
Data de produção
1883
Material/técnica
óleo sobre tela
Autor
Nome (catálogo)
PEDRO AMÉRICO de Figueiredo e Melo
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
2459
Número de registro
682
Descrição do conteúdo
“A construção da imagem de Joana D’Arc perpassa, grosso modo, duas perspectivas ambíguas. Se muitas vezes tivera apresentação pictórica associada à sua armadura de guerra, (…), em outras foi dada a ver como uma mártir, ardendo nas chamas da fogueira na tela, (…). Apesar da significativa apresentação imagética da de Joana d’Arc nos séculos XV e XVI, é no século XIX onde a dita heroína recebe mais ampla representação pictórica e escultural. Sublinhamos que no referido período as academias de arte elegem a pintura histórica como mais prestigioso gênero artístico. Pedro Américo teve contato com muitas das imagens europeias dedicadas à Joana d’Arc, mas optou por pintá-la em um cenário distinto. Ele nos dá a ver não uma guerreira. Se sua tela apresenta no primeiro plano uma camponesa, no segundo plano dá indícios que trata-se de uma santa. Na obra, a jovem mulher traz consigo o olhar assustado que testemunha, pela primeira vez, a visão mítica de uma das três santidades que a acompanhariam pelo resto de sua vida, e auxiliariam a derrotar os ingleses na Guerra dos Cem Anos (1337-1453), e, por fim, seriam o motivo de seu sentenciamento. O fato de Américo decidir retratar uma cena cotidiana, permite ao espectador cogitar inúmeras possibilidades de acontecimentos que resultaram na cena final. No óleo sobre tela, Joana D’Arc é ainda uma adolescente, veste as roupas simples de uma camponesa que colhia flores, jogadas ao chão após o espanto. (…) ele toma como parâmetro um modelo bastante usual por artistas do século XIX. “Relacionar o ‘atual’ e o ‘alegórico’ foi, com certa frequência, um problema para os artistas do século XIX. A solução mais corrente e banal consistia em isolar os dois campos” (Coli, 2018, p. 106). No primeiro plano, apresentou a cena de comum, de uma camponesa entre vasos de flores e um jarro de água. No segundo plano, por sua vez, nos deu a ver um cenário mítico, no qual figura ser alado – provavelmente um anjo – por entre uma luminosa nuvem.”
Ref.: CAMPOS, Daniela Queiroz e PAITAX, Amanda Borba.Pedro Américo entre os tempos: Abizag, Judite, Jocabed, Joana D’Arc e Margarida em telas oitocentistas. Fronteiras: Revista Catarinense de História, núm. 43, pp. 73-92. Universidade Federal da Fronteira Sul. Realeza, 2024. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://www.redalyc.org/journal/6720/672076559006/html/>.
Título
“Joana d’Arc”