Documento
Metadados
ID no DONATO
19711
Referências bibliográficas
Referência
A História da Gravadora de Medalhas, Pintora, Professora da ENBA e Médium Dinorah Azevedo (1888-1973)
Trainel/gaveta
1-2-7
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Cecy de Simas Enéas
Data de aquisição
23/05/1975
Forma de aquisição
Diâmetro (cm)
6.00
Descrição formal
Camafeu circular com relevo de cabeça de figura feminina indígena. A mulher está ao centro, de perfil voltado para a esquerda, usa cocar e esboça um sorriso. A peça é margeada por borda decorada com motivos fitomórficos composta de metal e pequenas pedras com brilho.
Outras inscrições
– “T 9863”, etiqueta, vc.
Subtema
Broche; Camafeu; Jóia; Adereço; Figura feminina; Mulher; Indígena; Jacira; Caboclo; Espiritismo
Tema
Local de produção
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Data de produção
1900 – 1973
Material/técnica
madrepérola e marcassita
Autor
Nome (catálogo)
ENÉAS, Dinorah Azevedo de Simas
Denominação
Parte única
Coleção
Número de registro
9863
Descrição do conteúdo
“Dinorah teve uma criação católica e se converteu ao Kardecismo somente no ano de 1923, segundo relatos da mesma em entrevista a Revista da Semana. (…) Dinorah atuou em diversos centros espíritas pelo Brasil, principalmente nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No salão de conferência da Cabana Espírita de António Aquino, localizada no Bairro da Tijuca, estão expostos pelo menos 60 trabalhos mediúnicos de Dinorah. (…) Para ela sua produção acadêmica e religiosa era indissociáveis, dentro de suas convicções toda arte tinha um propósito de chegar ao divino e de “evoluir” até alcançar a perfeição. (…) Em 1928 é emitido o primeiro decreto que nomeia Dinorah como livre docente da Escola Nacional de Belas Artes, contudo a mesma só afirma que ocupou o cargo de professora a partir de 1934 (…) e apenas em 1949 é publicada sua tese de livre docência em virtude do concurso para ocupação efetiva da função. Ao longo das aproximadamente 15 páginas Dinorah faz breve introdução geral sobre as artes e alguns conceitos estéticos como a beleza, descreve as particularidades da escultura em diferentes tipos de pedras raras e apresenta a invenção de um objeto para auxílio no entalhe de pedras preciosas. (…) Existem algumas obras de Dinorah com a representação de bustos e cabeças (…) no concurso de 1954 são finalizados os mais de 20 anos de docência e quase 50 anos de contato com a Escola Nacional de Belas Artes de Dinorah. Sua contínua relação com um ambiente acadêmico de prestígio é usado diversas vezes como validação para as habilidades artísticas utilizadas religiosamente. (…) nas obras ‘índia Jacira’ e ‘Índia Jupira’ que remetem aos mesmos elementos presentes no retrato mediúnico de “Caramuru”. (…) é possível considerar que em alguns momentos a técnica e a fé se entrelaçam, dando origem a gravuras mediúnicas.”
Ref.: CORRÊA, Lindley de Oliveira. A História da Gravadora de Medalhas, Pintora, Professora da ENBA e Médium Dinorah Azevedo (1888-1973). Universidade Federal do Rio De Janeiro. Centro de Letras e Artes. Escola de Belas Artes. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/20964/1/LOCorr%c3%aaa.pdf>.
Título
Índia Jacira