Documento
Metadados
ID no DONATO
27322
Observações
– Na catalogação de 2025 observou-se que a obra possui uma perda de componente, não contém um segundo chifre que seria no lado direito. A mão esquerda possui uma forma que sugere conter espaço para o encaixe de um outro objeto à parte, no entanto, esse objeto à parte não está presente na escultura.
Referências bibliográficas
Referência
Artes de Exu – Intervenções artísticas e representações afro- brasileiras no Rio de Janeiro: Tridente de Ni e Exu dos Ventos
Estado de Conservação
Trainel/gaveta
4-4-2
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
Pertenceu ao Professor da EBA/UFRJ e UNIRIO, historiador da arte e museólogo Mario Barata. Doação efetuada pela família.
Número do processo de aquisição
01441.000119/2023-51
Fonte de aquisição
Ana Teles da Silva
Data de aquisição
11/09/2023
Forma de aquisição
Formato
I
Profundidade (cm)
21.80
Largura (cm)
4.50
Altura (cm)
25.50
Descrição formal
Escultura de ferro fundido de figura antropomorfa representando entidade religiosa. A figura está de pé, tem o corpo desnudo e possui um chifre no lado esquerdo da cabeça. Seus braços estão estendidos para frente e possui um rabo fino e longo.
|material/técnica da parte: ferro forjado e soldado
Subtema
Candomblé; Umbanda; Orixá; Entidade; Exu; Sincretismo
Material/técnica
ferro forjado e soldado
Autor
Nome (catálogo)
AUTOR DESCONHECIDO
Denominação
parte única
Coleção
Número de registro
22693
Descrição do conteúdo
“Pierre Verger inicia seu capítulo Esu Elegbara, Legba (VERGER, 2000) relatando a dificuldade de apreensão e definição coerente deste orixá, enumerando rapidamente suas principais características: mensageiro dos outros orixás, tanto que nada pode ser feito sem ele; guardião dos templos, casas e cidades; portador da cólera dos orixás e das pessoas; de caráter suscetível, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente. Descreve Exu como mais humano dos orixás, Pois apesar de gostar de provocar acidentes e calamidades públicas privadas, desencadeando brigas, dissensões e mal entendidos, sendo o companheiro oculto das pessoas, levando-as a fazer coisas insensatas, atiçando maus instintos, tem igualmente seu lado bom. Não é completamente bom nem completamente mau. Tem suas qualidades e seus defeitos. É também fiel mensageiro dos que lhe fazem oferendas e responsável pela revelação da arte da adivinhação aos homens. Pierre Verger nos fala, ainda, que os primeiros missionários ao chegarem à África e encontrarem esse conjunto ambíguo de signos e representações em Exu, logo o associaram ao Diabo, fazendo deste orixá símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição à bondade, pureza, elevação e amor a Deus. Vale ressaltar nessa atitude um mecanismo sincrético utilizado como medida de cooptação. Ao associar Exu ao Diabo, dentro de uma lógica maniqueista, o objetivo é minar a identificação das pessoas com aquela divindade, tornando mais fácil a conversão e o apagamento de referências anteriores. Basta lembrar que a conversão dos negros africanos figurava entre os motivos evocados no século XVI para legitimar e justificar a escravidão.”
Ref.: CASTRIOTO, Mônica Maria Linhares. Artes de Exu – Intervenções artísticas e representações afro- brasileiras no Rio de Janeiro: Tridente de Ni e Exu dos Ventos / Mônica Maria Linhares Castrioto. – 2010. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://pt.scribd.com/document/683745290/Artes-de-Exu>.
Título
Exu