Documento
Metadados
ID no DONATO
18231
Observações
– outros nºs: AP 226.71
– restaurado em dezembro de 2002.
Texto da etiqueta
Peça representando Exu, orixá dos cultos afro-brasileiros. Nesses rituais de tradição Gêge e Nagô ,Exu é considerado um orixá inquieto , travesso abridor de caminhos. Orixá também relacionado a fecundação.
Referências bibliográficas
Referência
Artes de Exu – Intervenções artísticas e representações afro- brasileiras no Rio de Janeiro: Tridente de Ni e Exu dos Ventos
Referência
Família Santos / Mestre Tamba – BA
Histórico de exposições
Título
Onde Nós Somos África
Título
Módulo popular
Título
Pretagonismos no Acervo do Museu Nacional de Belas Artes
Histórico de movimentações
Movimentação 841 (tipo EE); saída 2011-09-12; retorno 2011-11-29; retorno previsto 2011-12-09
|Movimentação 1039 (tipo EE); saída 2024-08-15; retorno 2025-02-21; retorno previsto 2025-02-28
Restaurado?
Data da última avaliação
2003-11-24
Estado de Conservação
Localização atual (registro da parte)
Sala 06 – NCE
Trainel/gaveta
3-1-6
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Eneida de Morais
Data de aquisição
1963
Forma de aquisição
Formato
I
Profundidade (cm)
15.00
Largura (cm)
16.50
Altura (cm)
26.00
Descrição formal
Escultura representando figura masculina religiosa, uma criatura de características zoomórficas, na cor preta. A figura encontra-se sentada em posição frontal, com os joelhos flexionados. No topo de sua cabeça, presença de par de chifres na cor branca, nas laterais, par de orelhas redondas. Seus olhos e sua sobrancelha estão na cor branca, enquanto sua boca está aberta e em vermelho, sendo seus lábios de grandes proporções. Em seu dorso, apresenta três pontos brancos, representando seu peito e umbigo. O braço esquerdo está dobrado, com a mão erguida, e o direito flexionado com a mão na altura da sua cintura. A figura possui um rabo em espiral. Nós pés, apresenta pontos brancos sinalizando unhas.
Outras inscrições
– “8888” – à tinta, base parte inferior.
Subtema
Exu; Candomblé; Umbanda; Afro-brasileiro; Orixá; Entidade religiosa
Local de produção
Salvador, BA, Brasil
Data de produção
1963 (circa)
Material/técnica
Barro modelado à mão e pintado
Autor
Nome (catálogo)
MESTRE CÂNDIDO, Cândido Santos Xavier, dito
Denominação
Estatueta
Objeto
Estatueta
Coleção
Número de registro
8888
Descrição do conteúdo
“Pierre Verger inicia seu capitulo Esu Elegbara, Legba (VERGER, 2000) relatando a dificuldade de apreensão e definição coerente deste orixá, enumerando rapidamente suas principais características: mensageiro dos outros orixás, tanto que nada pode ser feito sem ele; guardião dos templos, casas e cidades; portador da cólera dos orixás e das pessoas; de caráter suscetível, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente. Descreve Exu como mais humano dos orixás, Pois apesar de gostar de provocar acidentes e calamidades públicas privadas, desencadeando brigas, dissensões e mal entendidos, sendo o companheiro oculto das pessoas, levando-as a fazer coisas insensatas, atiçando maus instintos, tem igualmente seu lado bom. Não é completamente bom nem completamente mau. Tem suas qualidades e seus defeitos. É também fiel mensageiro dos que lhe fazem oferendas e responsável pela revelação da arte da adivinhação aos homens. Pierre Verger nos fala, ainda, que os primeiros missionários ao chegarem à Africa e encontrarem esse conjunto ambiguo de signos e representações em Exu, logo o associaram ao Diabo, fazendo deste orixá símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição à bondade, pureza, elevação e amor a Deus. Vale ressaltar nessa atitude um mecanismo sincrético utilizado como medida de cooptação. Ao associar Exu ao Diabo, dentro de uma lógica maniqueista, o objetivo é minar a identificação das pessoas com aquela divindade, tornando mais fácil a conversão e o apagamento de referências anteriores. Basta lembrar que a conversão dos negros africanos figurava entre os motivos evocados no século XVI para legitimar e justificar a escravidão.”
Ref.: CASTRIOTO, Mônica Maria Linhares. Artes de Exu – Intervenções artísticas e representações afro- brasileiras no Rio de Janeiro: Tridente de Ni e Exu dos Ventos / Mônica Maria Linhares Castrioto. – 2010. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://pt.scribd.com/document/683745290/Artes-de-Exu>.
“Infelizmente as histórias da família [Família Santos / Mestre Tamba – BA] são cheias de lacunas, pois as memórias foram se perdendo com o passar do tempo. Contam que o trabalho figurativo começou com 3 irmãos: Armando, Cecílio e Cândido Santos Xavier, mais conhecido como Tamba. De acordo com historiadores locais e a tradição oral, eram filhos de um pai de santo conhecido como Chiquinho de Babá, que fazia louças de barro para os cultos de candomblé. (…) Criam em barro esculturas figurativas de animais, como galinhas de angola, pombas e outros pássaros, cenas típicas de cacheira e também com temática religiosa. Dentro deste tema, o que mais chama a atenção é o “sincretismo” entre elementos do catolicismo e do candomblé, forte característica cultural do município de Cachoeira.”
Ref.: Família Santos / Mestre Tamba – BA. Arte Sol. Arte dos Mestres, 2023. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://artedosmestres.org.br/artistas/familia-santos-mestre-tamba-ba/>.
Título
Exu