Documento
Metadados
ID no DONATO
4557
Observações
– Outros números: 1214
– Outros títulos: Tiradentes (estudo)
– Foi emprestada, por tempo indeterminado, ao Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, em 23 de maio de 1985
Notas sobre a bibliografia
p. 132, cat. nº 1320 — Catálogo geral da pintura brasileira
Referências bibliográficas
Referência
Catálogo geral da pintura brasileira
Histórico de movimentações
Movimentação 124 (tipo LE); saída 1985-05-23; destino Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro-RJ; finalidade: Empréstimo (comodato; 23/09/1985), tempo indeterminado
Localização atual (registro da parte)
Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, RJ
Trainel/gaveta
Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, RJ
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, 22/01/1936-1937, transferida para o Museu Nacional de Belas Artes
– Dolores de Souza Martins Vilares, Rio de Janeiro, RJ, 1931-22/01/1936, vendida à Escola Nacional de Belas Artes
– Decio Vilares, Rio de Janeiro, RJ, ? -1931, legada à viúva pelo espólio do artista
Fonte de aquisição
Escola Nacional de Belas Artes
Data de aquisição
1937
Forma de aquisição
Largura (cm)
50.40
Altura (cm)
62.00
Transcrição da assinatura
D. Villares
Assinatura
cid
Subtema
RETRATO; HOMEM; TIRADENTES
Tema
Material/técnica
óleo sobre cartão
Autor
Nome (catálogo)
VILARES, Décio Rodrigues
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
3397
Número de registro
949
Descrição do conteúdo
Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, patriota brasileiro, nasceu no sítio do Pombal, de propriedade de seu pai, no município mineiro de São João del Rei, no ano de 1746. Era filho de Domingos da Silva dos Santos e de Antônia da Encarnação Xavier. Frequentou a escola em São João del Rei e recebeu também alguma instrução de seu irmão mais velho, o Padre Domingos da Silva Xavier. Desde cedo, órfão dos pais, fora recolhido por seu padrinho, o cirurgião Sebastião Ferreira Leitão, este lhe teria ensinado o ofício de dentista e protético, em que revelaria grande perícia, e que lhe valeria a alcunha. Começou a vida como tropeiro e mascate. Tentou ainda a mineração, sem êxito. Finalmente, assentou praça no Regimentode Cavalaria Regular de Vila Rica. Sabe-se que era Alferes em 1780, sendo preterido em todas as promoções ulteriores. Ao ser ampliada a zona de mineração no leste de Minas Gerais, foi um dos escolhidos para a diligência “por ser reconhecidamente dotado de inteligência mineralógica”, desincumbindo-se bem de suas tarefas de levantamento de terreno. Tendo viajado muito pelo interior de Minas, pudera observar o estado de pobreza do povo e a exploração que sofria por parte do Governo Português e de seus representantes no Rio de Janeiro e na Capitania, o que lhe provocava manifestações de viva indignação e revolta. Daí ter sido o líder e a alma do movimento que entrou para a História com o nome de Inconfidência Mineira. A 2 de março de 1787, tendo obtido licença, viajou para o Rio de Janeiro a fim de tratar de seus projetos de canalização das águas do Andaraí, do Carioca e do Maracanã para o centro da cidade, e de construção de um trapiche e um embarcadouro para gados. Permaneceu aí, até agosto do ano seguinte, exercendo a profissão de dentista enquanto esperava em vão, despacho para seus requerimentos. Na antevéspera de seu retorno a Minas, conheceu o Dr. José Álvares Maciel, que chegara havia pouco da Europa, imbuído de idéias de independência e república. Esse encontro veio fortalecê-lo no propósito de lutar pela libertação de seu povo. Chegando em Minas, entrou logo em fazer propaganda do movimento e a participar nas articulações do plano. Foi sua a proposta para a bandeira da futura república e, na distribuição das missões a serem cumpridas pelos conjurados, coube-lhe a mais arriscada: a de subjugar a guarda do Visconde de Barbacena e prender este, expulsando-o da Capitania. A 10 de março de 1789, tendo obtido nova licença, parte outra vez para o Rio de Janeiro. Cinco dias depois, ocorria a denúncia de Joaquim Silvério dos Reis. Tiradentes, vendo-se vigiado no Rio, ocultou-se a 6 de maio na casa de Domingos Fernandes da cruz, sendo preso a 10 do mesmo mês, pelo Alferes Francisco Pereira Vidigal. Encerrado na Fortaleza da Ilha das Cobras, foi interrogado várias vezes, negando sempre a existência da conspiração. A 18 de janeiro de 1790, depois de terem ouvido quase cem testemunhas, todos os conjurados descarregaram sobre Tiradentes, suas acusações, pretendendo diminuí-lo e ridicularizá-lo. Vendo então que não era possível continuar a negar, o Alferes confirmou a conspiração e assumiu toda a responsabilidade, procurando isentar os outros inconfidentes. A setença proferida a 18 de abril de 1792, confirmada no que dizia respeito pela definitiva do dia 20 de abril, condenava-o a ser enforcado, depois decapitado e esquartejado, devendo seus restos ficarem expostos em diversos lugares de Minas Gerais. Ainda de acordo com a sentença, era declarado infame, assim como seus filhos e netos, se os tivesse; seus bens seriam confiscados; sua residência em Vila Rica seria arrasada e o terreno salgado para que nunca mais se edificasse, e aí se ergueria um padrão pelo qual se conservasse em meória a “Infâmia” do “Abominável Réu”. Tiradentes recebeu a condenação, contente por ser o único que deveria sofrer a pena capital e felicitando os outros réus. Num ambiente de curiosidade e consternação, saiu o condenado entre as oito e as nove horas da manhã do dia 21 de abril de 1792, do edifício da cadeia Velha, rumo ao patíbulo armado no Ca
Título
Estudo para retrato de Tiradentes