Documento
Metadados
ID no DONATO
18708
Observações
– outros nºs: AP 425.73.
Referências bibliográficas
Referência
Interpretando o ethos sagrado do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte – Recife/PE
Referência
“Maracatu” com aspas: interlocuções, essencializações, reificações, tensões e disputas em torno de categorias de uma expressão da cultura popular
Referência
Manuel Eudócio, patrimônio vivo
Histórico de exposições
Título
Módulo popular
Título
Das Galés Às Galerias: Representações e Protagonismos do Negro no acervo do Museu Nacional de Belas Artes
Histórico de movimentações
Movimentação 966 (tipo EI); saída 2018-05-28; retorno 2018-11-26; retorno previsto 2018-11-27; origem Reserva Técnica 1 – Vitor Meireles; destino Sala D. João VI
Trainel/gaveta
3-3-4
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Galeria Chica da Silva
Data de aquisição
1973
Forma de aquisição
Formato
I
Profundidade (cm)
8.00
Largura (cm)
8.00
Altura (cm)
19.50
Descrição formal
Escultura de barro cozido representando figura feminina. A mulher é negra e está de pé, usa sapato azul, saia amarela com estampa azul e vermelha, blusa branca, colar, brincos azuis, cinto amarelo com fivela vermelha e lenço azul sobre a cabeça. Ela tem os braços flexionados à frente do seu corpo e segura uma haste com uma boneca rosa com a mão direita. Base irregular vermelha.
Outras inscrições
– “9022 PE” – à tinta, base parte inferior.
Transcrição da assinatura
MANUEL EUDÓCIO, base parte inferior.
Assinatura
Sim
Subtema
Figura feminina; Mulher; Baiana; Negro; Folclore; Maracatu; Calunga; Cultura popular; Pernambuco; Nordeste brasileiro; Região Nordeste
Local de produção
Caruaru, PE, Brasil
Data de produção
1973 (circa)
Material/técnica
Barro modelado, cozido e pintado
Autor
Nome (catálogo)
MANUEL EUDÓCIO
Denominação
escultura
Objeto
escultura
Coleção
Número de registro
9022
Descrição do conteúdo
“Os termos utilizados para designar determinadas expressões da cultura popular são, na maioria das vezes, o resultado de múltiplas interlocuções, tensões e disputas históricas envolvendo diversos atores sociais. As categorias “maracatu”, “maracatu de baque solto”, “maracatu rural”, “maracatu de orquestra”, “maracatu de baque virado”, “maracatu nação”, são algumas das expressões que, ao longo do tempo, surgiram a partir destes acordos, discussões, disputas e essencializações. A compreensão acerca do chama A compreensão acerca do chamado “maracatu nação” ou “maracatu de baque virado” foi construída a partir de narrativas elaboradas e reproduzidas por viajantes, folcloristas, cronistas, historiadores e antropólogos e que se tornaram mais ou menos canônicas ao longo do tempo. Segundo a historiografia oficial, esses maracatus estariam, em sua origem, associados às cerimônias de Coroação de Reis do Congo, registradas no Século XVIII e XIX, por viajantes como Henry Kostner (2005), que, no contexto da diáspora africana, faziam parte de um “costume construído no contexto das relações atlânticas de expansão do império português, forjada pela religiosidade de contato impulsionada pelo projeto missionário católico”. Conforme esta narrativa, sob uma a perspectiva colonialista, as cerimônias de coroação teriam o propósito de controle dos negros e seriam acompanhadas de um Auto dramático e seguidas de batuques e danças que, em Pernambuco, teria dado origem ao que hoje chamamos de “maracatu”. Em razão disso, nos dias de Carnaval, os maracatus desfilam com uma corte, ou um “séquito”, que estaria, de acordo com a historiografia oficial, associado à instituição dos Reis do Congo”.
Ref.: ESTEVES, Leonardo Leal. “Maracatu” com aspas: interlocuções, essencializações, reificações, tensões e disputas em torno de categorias de uma expressão da cultura popular. Trabalho apresentado na 32ª Reunião Brasileira de Antropologia. Associação Brasileira de Antropologia e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://abant.org.br/files/382_2020-12-06_4575_23956.pdf>.
“DAMA DO PAÇO: Mulher responsável por desfilar e cuidar da Calunga – boneca de cera que concentra o poder espiritual do grupo e que, nos meses que antecedem a apresentação, recebe energias dos espíritos através de rituais específicos.”
Ref.: DE SENA, José Roberto Feitosa. Interpretando o ethos sagrado do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte – Recife/PE. XI Simpósio Nacional da Associação Brasileira de História das Religiões. Sociabilidades religiosas, ritos e identidades. Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2009.
“Manuel Eudócio Rodrigues passou a vida no Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco, e pertence (…) à escola que floresce nessa região em torno de Mestre Vitalino. (…) retoma certos temas de Vitalino (…) Imprime no barro temas associados à sua biografia, bem como criações que se constituíram numa teia complexa de mercados diversos. Renova temas míticos, como Lampião e Maria Bonita. O conjunto de brincantes do bumba-meu-boi evoca o tema universal da máscara nas performances, nos rituais e nas artes visuais; o acento onírico em sua obra sobressai na peça “ninho da vaca”. Enfim, a temática é bem ampla (…)”
Ref.: WALDECK, Guacira. Manuel Eudócio, patrimônio vivo. -Rio de Janeiro: IPHAN, CNFCP, 2005. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://antigo.cnfcp.gov.br/arquivos/file/SAP0126%20-%20MANOEL%20EUD%C3%93CIO%20PATRIM%C3%94NIO%20VIVO.pdf>.
Título
Dama do paço – Maracatu