Documento
Metadados
ID no DONATO
18685
Observações
– outros nºs: AP 270.71.
– restaurada e parte faltante: levantamento 19/09/2007.
Referências bibliográficas
Referência
Fim do bando de Lampião, o Rei do Cangaço: 28 de julho de 1938
Referência
O Artista do Agreste no Cenário Nacional: A Trajetória de Mestre Vitalino na (Con)Formação da Identidade Nordestina
Histórico de exposições
Título
Módulo popular
Título
Pretagonismos no Acervo do Museu Nacional de Belas Artes
Histórico de movimentações
Movimentação 1039 (tipo EE); saída 2024-08-15; retorno 2025-02-21; retorno previsto 2025-02-28
Trainel/gaveta
4-2-5
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Fonte de aquisição
Eneida de Morais
Data de aquisição
1963
Forma de aquisição
Formato
I
Profundidade (cm)
7.00
Largura (cm)
9.00
Altura (cm)
27.00
Descrição formal
Escultura de barro cozido representando figura masculina. O homem apresenta-se em pé, sobre base retangular, em posição frontal, caracterizado por trajes associados ao cangaço. Sob sua cabeça, chapéu de forma abobadada. Ele usa óculos redondos e veste gibão, com bolsos no peitoral e na cintura. Sobreposto, na altura de seu ombro, duas cartucheiras cruzadas. Em sua cintura, sobre a cinta, balas de armas de fogo e, à esquerda, um punhal. Seu braço direito está suspenso com a mão apoiada na cintura e sua mão esquerda segura uma espingarda que está apoiada em seu ombro esquerdo.
Outras inscrições
– “8997” – etiqueta, base parte inferior.
Transcrição da assinatura
VITALINO (carimbo seco, base parte inferior)
Subtema
Figura masculina [IDENTIFICADA]; Homem; Cangaço; Cangaceiro; Sertão; Pernambuco; Nordeste Brasileiro; Região Nordeste
Tema
Local de produção
Caruaru, PE, Brasil
Data de produção
1963 (circa)
Material/técnica
barro modelado, cozido e pintado parcialmente
Autor
Nome (catálogo)
MESTRE VITALINO, Vitalino Pereira dos Santos, dito
Denominação
escultura
Objeto
escultura
Coleção
Número de registro
8997
Descrição do conteúdo
“O cangaço foi uma forma de banditismo peculiar no nordeste brasileiro, vivida por sertanejos pobres que encontravam nessa prática proteção contra a exploração e a fome, ainda que sendo um modo de vida marginal e criminoso. Muitos homens e mulheres ingressaram no cangaço, vagando pelo sertão em busca de dinheiro, comida, armas e munição num espírito de vingança contra o domínio dos latifundiários e o governo. (…)”
Ref.: Fim do bando de Lampião, o Rei do Cangaço: 28 de julho de 1938. Ensinar História. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/fim-do-bando-de-lampiao-o-rei-do-cangaco/>.
“(…) podemos observar como a experiência de Mestre Vitalino e sua incorporação no campo artístico, nos serve para a compreensão de um processo que ocorria de forma paralela, e de maneira mais ampla, de um lado, a formação do campo cultural brasileiro a partir do esforço de intelectuais e do próprio Estado, e do outro, a constituição de um espaço regional dotado de símbolos e valores. (…) as obras criadas por Vitalino, todas elas expressando distintos momentos do cotidiano sertanejo, reproduzidas à medida em que a demanda lhe exigia. Os bonecos descreviam cenas da vida social que lhe cercava e da qual propunha a tradução no barro. As características marcantes atreladas normalmente às obras de Vitalino como um todo são os seguintes elementos: da ordem; e da subjetividade das relações (…) O cangaceiro é um dos outros elementos que também aparece como figuração do sobrenatural, a partir do ponto que aparecem como linha divisória entre o bem e o mal, exercendo o papel da justiça divina na recomposição da ordem, não de sua ruptura. A relação de concordância existente entre o sertanejo e o cangaceiro é evidenciada nas expressões escolhidas para os personagens, sempre de serenidade e tranquilidade, simpáticos ao público. Diferente principalmente da maneira grotesca como eram figurados por Vitalino os foras da lei.”
Ref.: DE LIMA, Mateus Mota. O Artista do Agreste no Cenário Nacional: A Trajetória de Mestre Vitalino na (Con)Formação da Identidade Nordestina. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. Departamento de Ciências Sociais. João Pessoa, 2018. Disponível em: <.” target=”_blank”>https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/16449/1/MML12112018.pdf>.
Título
Cangaceiro