Documento
Metadados
ID no DONATO
4985
Observações
– Outros números: 1001B.
– Esta obra participou da XIª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola Nacional de Belas Artes, em 1904. Cf. Catálogo da XIª Exposição Geral de Belas Artes de 1904. Rio de Janeiro: Typographia Villas-Boas & C., 1904. pp. 17.
Notas sobre a bibliografia
p. 117, cat. nº 1185 — Catálogo geral da pintura brasileira
Referências bibliográficas
Referência
Catálogo geral da pintura brasileira
Histórico de exposições
Título
Exposição Comemorativa do Centenário de Nascimento de Helios Seelinger
Título
Auto-retratos
Título
Trabalho de Artista: imagem e autoimagem (1826-1929)
Histórico de movimentações
Movimentação 997 (tipo EI); saída 2019-05-20; retorno 2019-08-05; retorno previsto 2019-08-05; origem Reserva Técnica 1 – Vitor Meireles; destino Sala Bernardelli
Trainel/gaveta
21-B
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Helios Seelinger, Rio de Janeiro, RJ, ? -01/1944, doada ao Museu Nacional de Belas Artes.
Fonte de aquisição
Helios Seelinger
Data de aquisição
01/1944
Forma de aquisição
Largura (cm)
43.50
Altura (cm)
59.70
Subtema
HOMEM; AUTO-RETRATO; RETRATO
Tema
Material/técnica
óleo sobre tela colada em aglomerado
Autor
Nome (catálogo)
SEELINGER, Helios Aristides
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
2637
Número de registro
793
Descrição do conteúdo
Nascido no Rio de Janeiro em 4 de agosto de 1878 e falecido na mesma cidade, em 21 de setembro de 1965. Filho de pai alemão e mãe brasileira descendente de franceses e gregos, H. Seelinger estudou entre 1892 e 1896 na Escola Nacional de Belas Artes, tendo sido aluno de Henrique Bernardelli, a conselho de quem embarcou em 1897 com destino à Alemanha. Radicou-se em Munique, tendo estudado na Academia de Belas Artes local com Franz von Stuck. Numa entrevista a Angyone Costa, diria, anos depois: – De Stuck recebi a influência panteísta, que é fácil descobrir nos meus trabalhos. O misticismo, revelado nos meus estudos de ateliê, desenvolveu-se, fortemente, ao influxo do idealismo alemão. As lendas da Germânia, os cantos e narrações populares dos barqueiros do Reno, o folclore da Floresta Negra, tão rico de tons pela frescura dos seus poemas, os rapsodos que enchem uma viva página da literatura e da tradição alemã, recortaram, definitivamente, o perfil de minha obscura personalidade. Saí isto que sou, da longa aprendizagem alemã. O meu espírito, que denunciava, ao partir do Brasil, a maneira especial que define a minha arte, desenvolveu-se integralemente dentro do espiritualismo germânico e tomou essa feição que vou conduzindo comigo. É importante lembrar que alunos de Stuck, ao tempo em que com ele estudou Seelinger, foram também Kandinski, Paul Klee e Franz Marc, com os quais o jovem brasileiro possivelmente terá convivido em Munique. Pouco depois de regressar da Alemanha, Seelinger expôs na sede de O Malho, na rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. Houve quem, como Carlos Américo dos Santos, notasse a “tendência artística singularmente moderna” do expositor, destacando, em sua produção, “a influência dos neo-idealistas alemães, Boecklin, Hans Thoma, Klinger e mais talvez de Stuck”; a maior parte dos comentários foi porém desfavorável, a se dar crédito ao próprio artista, que disse: – A minha mostra, se não constituiu um sucesso, não passou, entretanto, desapercebida, porque serviu, pelo menos, para que muita gente começasse a chamar-me de doido. A partir de 1902 o artista começou a expor no Salão Nacional de Belas Artes, conquistando, já em 1903, o prêmio de viagem à Europa, com a grande composição Boemia, na qual retrata, entre outros, Gonzaga Duque, João do Rio, Luís Edmundo, Rodolfo Chambelland e Fiúza Guimarães. Retornando à Europa logo após, dirige-se a Paris, e passa a estudar com Jean-Paul Laurens. (…) Tal mudança de orientação iria refletir-se de modo negativo na arte de Seelinger, que em França tornar-se-ia talvez mais refinado, mas menos expressivo. De qualquer modo a marca alemã permaneceria muito nítida na sua produção dos próximos anos, alternamdo-se embora a outras influências, como por exemplo a de Rochegrosse, o pintor das Salambôs, artista predileto do próprio Flaubert. Assim, quando volta ao Brasil expõe, em 1908, no Museu Comercial do Rio de Janeiro, uma série de obras, entre as quais Salambô a Lua e Salambô e a Cobra, que entusiasmam Gonzaga Duque. (…) Em 1910 o pintor foi escolhido pelo Ministério da Marinha para realizar as decorações do salão nobre do Clube Naval, no Rio de Janeiro. Com o produto desse trabalho, de novo segue para a Europa, onde permaneceria até vésperas da Grande Guerra, especialmente em França e na Bélgica. Tornando ao Brasil, radicou-se em definitivo no Rio de Janeiro, com frequentes escapadas a outras cidades, principalmente São Paulo e Porto Alegre. Enquanto isso, continuava expondo no Salão Nacional de Belas Artes, onde, após 1903, receberia ainda medalha de ouro (1908) e, em 1951, medalha de honra. Paradoxalmente, e a despeito de ter realizado sua carreira à sombra do Salão, foi o menos convencional e acadêmico dos pintores, chegando a causar estranheza que o não tivessem convidado a participar da Semana de Arte Moderna de 1922, ele que, uns poucos anos antes, fora o verdaeira descobridor de Victor Brecheret. Por muitos anos funcionário do Museu Nacional de Belas Artes, Helios Seelinger criou, nos porões da entidade, a Sociedade dos Artistas Nacionais, ao lado de Carlos Maul,
Título
Autorretrato