Documento
Metadados
ID no DONATO
5426
Observações
– Outros números: D.B. 397
Referências bibliográficas
Referência
Goeldi: uma modernidade extraviada
Histórico de exposições
Título
O Trabalho
Título
Centenário de nascimento Oswald Goeldi
Histórico de movimentações
Movimentação 911 (tipo EE); saída 1995-07-16; retorno 1995-10-10; retorno previsto 1995-10-10
Localização atual (registro da parte)
F-2º
Trainel/gaveta
25-2-6
Localização
Destaque do acervo
Status no DONATO
P
Situação no DONATO
Disponível
Situação
Ex-proprietários
– Beatrix Reynal, Rio de Janeiro, R.J., ? – 1961, doada ao Museu Nacional de Belas Artes.
Fonte de aquisição
Beatrix Reynal
Data de aquisição
28/06/1961
Forma de aquisição
Largura (cm)
33.60
Altura (cm)
22.10
Descrição formal
Gravura na horizontal representando cena em interior de comércio de alimentos. Em primeiro plano, à esquerda, cesta composta por abacaxis. À direita, mesa com abóbora, melancia, abobrinha e bananas. Sobre a mesa, cachos de bananas estão suspensos por correntes. Em segundo plano, ao centro, gôndola circular expõe uma variedade de legumes, maxixe, pimentão, repolho e quiabo. Acima dela, peixes estão sobrepostos. À esquerda da obra, uma pilastra ladeada por uma figura masculina, ele usa bigode, veste camisa com gola aberta e calça. Está com os braços para trás. Entre o homem e a coluna à frente, estão três legumes de grandes dimensões. Em último plano, ao centro, gaiola de grande dimensão com galinhas e um galo. Impressão em preto.
Outras inscrições
– “TOMBO: 5984 / INV: 4841 / D: 397” – à grafite, vcie.
– “Doada por / Beatriz Reyne / ⅙ – em 28/6/61” – à grafite, vcid.
Transcrição da assinatura
Osw. Goeldi
Assinatura
cid
Subtema
Trabalho; Figura masculina; Homem; Comércio; Mercado; Mercearia; Alimentação; Frutas; Legumes; Animais; Galinha; Galo; Peixe
Tema
Material/técnica
nanquim sobre papel
Autor
Nome (catálogo)
GOELDI, Oswaldo
Denominação
Parte única
Coleção
Número de inventário
4841
Número de registro
5984
Descrição do conteúdo
“É na crise da sociedade de base colonial, patriarcal e autoritária, quando não existe ainda uma nova estabilidade citadina assentada na sociabilidade, ou seja, nas relações entre sujeitos, que se tem o campo de ação da obra de Goeldi, enquanto história no Brasil. O homem dessa nova cidade é aquele dividido entre as regras impostas e assimiladas na autoritária sociedade colonial (regras de obediência) e a necessária nova regra urbana, de participação e convivência, ainda não compreendida. A força da dilaceração do homem é o que aparece na cidade como negação da ordem. É nesse desequilíbrio que Goeldi constrói sua obra. Isso se evidencia tanto em sua opção de se aproximar dos subúrbios, dos portos abandonados, dos deserdados, quanto em negar a produção reconhecida no sistema acadêmico-institucional, trabalhando em seu avesso, ou seja, buscando a imediatidade dos materiais primitivos, escolhendo técnicas pouco sofisticadas, assim como recusando, eticamente, os artifícios de institucionalização aceitos pelo modernismo brasileiro em arte, o que o levou a sobreviver das ilustrações que fazia para jornais, revistas e livros.”
Ref.: GERALDO, Sheila Cabo. Goeldi: uma modernidade extraviada. Ed. Diadorim. Rio de Janeiro, 1995.
Título
Quitanda