O que a obra mostra, como foi feita e o que está inscrito nela.
Movimentações e restauros registrados no DONATO, observações e anotações.
Observações
- A obra já foi catalogada na P.E. - Pintura Estrangeira com o nº 489G
- Obra pertencente a Escola espanhola, séculos XIX-XX
No Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro,, encontra-se uma coleção de pinturas espanholas que, merece atenção como exemplo valioso de obras importantes dos estilos artísticos desenvolvidos nos séculos XVI e XIX. Dentre os quadros mais antigos, destacam dois quadros: Retrato de um infante, obra de Juan Pantoja de la Cruz (1553-1608), pintor renomado da Corte de Felipe III e discípulo de Alonso Sanchez Coelho, retratista da nobreza espanhola do seu tempo, de quem herdou a elegante caligrafia pictórica; e a composição Cristo com a coroa de espinhos, atribuída a Francisco Zurbarán (1598-1664) e semelante à pintura, provavelmente original, existente no Museu de Cleveland (EUA). A pintura espanhola, assim como a do restante da Europa, durante os séculos citados recebeu a influência dos diferentes países europeus. Não apenas Domenicos Theotocopoulos chamado "El Greco", por ser originário da Grécia, embora ativo por toda sua vida na Espanha (Toledo), alcançou reconhecimento. Também artistas italianos, como José de Ribera "lo Spagnoletto" (1588-1652) Francesco Solimena (1657-1747) e Corrado Giaquinto (1703-1765), trabalharam para o clero e a aristocracia espanhola: o primeiro transferiu-se, por longo tempo, para a Espanha onde influenciou, profundamente, a pintura local; o segundo dedicou-se a criar composições relativas aos assuntos religiosos; e o último citado, mestre da pintura ilusionista, trabalhou durante 11 anos em Madri decorando diversos palácios da cidade e de suas redondezas. Do espanhol, Bernardo Germán Y Llorente (1685-1759), está exposto o Retrato de La Camargo, (Marie Ane Cuppi de Camargo) uma artista atuante no teatro da época. Sua assinatura consta, segundo documentação, no verso do quadro: "Peint pour Germán Le Jeune Ane 1703" superposto atualmente com um reentelamento posterior. Nesta exposição inclui-se, ainda, a obra Batalha, de Lucas Y Padilla (1824-1870), considerado como o seguidor do genial Francisco Goya Y Lucientes.Dentre as obras dos séculos XIX, diversas pinturas merecem atenção: em particular, os de Francisco Pradilla Y Ortiz (1848-1921) com sua visão e interpretação psicológica da histórica personagem de Martín Alonso Pinzón. Do ateliê da família dos pintores: Federigo Madrazo (1815-1894) e Ricardo Madrazo, (1852-1917), originam-se dois belos retratos de personagens brasileiras: Retrato do Visconde de Porto Seguro (1853) - diplomata e primeiro historiador oficial brasileiro , Francisco Adolfo de Varnhagen foi amigo pessoal do pintor Federigo que registrou tal amizade com uma dedicatória no auqdro; já Retrato de Stella (1891), é obra de Ricardo, o mais jovem dos Madrazo dominando primorosamente a técnica acadêmica, ele nos transmite, com seu pincel virtuoso ele nos transmite o frescor das rosas, a pele sedosa e o brilho do olhar da bela jovem, filha da Viscondessa de Cavalcanti. Para finalizar a apreciação das obras, sugerimos observar o estilo belle époque, patente na obra de Leandro Ramon Garrido (1868-1909), que viveu em Paris, onde pintou o quadro Mulher Sentada (1896) - outra preciosidade - da coleção de pinturas espanholas que integram o acervo do Museu Nacional de Belas Artes.