Biografia
Pintor, gravador, desenhista, escultor, arquiteto, cenógrafo, artista gráfico, humorista, professor e jornalista. Filho do capitão Segisnando Pinto Martins e de Dona Marianna Duarte dos Santos Martins, professora de artes aplicadas, nasceu no dia 8 de agosto de 1908, no município de São Salvador dos Campos dos Goitacazes. Muito cedo veio para o Rio de Janeiro, onde pela manhã estudava na Escola Nilo Peçanha, cursando à noite, o Liceu de Artes e Ofícios, onde teve aulas com Carlos Oswald e Modestino Kanto. Voltou para Campos onde cursou o Instituto Comercial, formando-se contador. Exerceu também a profissão de farmacêutico. Porém, aumenta-lhe a paixão pelas Belas - Artes e Literatura.
Seu avô João Pinto Martins, foi exímio desenhista, fundador em Campos, do primeiro teatro de fantoches. Com seu pai, conhecedor de litografia e artes gráficas, que teve suas primeiras noções de gravura. Trabalhou com seu irmão mais velho, o gravador, pintor, jornalista e poeta, Claudinier Martins, em seu atelier.
Voltando ao Rio, ingressa na Escola de Belas Artes, quando conviveu com a geração do Núcleo Bernardelli e estudou com Antônio Parreiras, Rodolfo Amoedo, Carlos Chambelland, Fiuza Guimarães, Roberto Muniz Gregory, E. Visconti e Manoel Madruga, tendo freqüentado o atelir de alguns deles. Especializou-se em cerâmica, participou de cursos de paleografia e iconografia na Biblioteca Nacional. Professor de Arte Decorativa, geometria, caligrafia e iconografia na Biblioteca Nacional. Professor de Arte Decorativa, geometria, caligrafia e gravura artística, sócio - fundador da Sociedade Brasileira de Belas - Artes, sócio - conselheiro da Associação dos Artistas Brasileiros, sócio - contribuinte da Associação Brasileira de Desenho, sócio cooperador da Associação Brasileira de Imprensa e membro da Academia Fluminense de Letras.
Estreou em 1925 como caricaturista e ilustrador na revista "Sua Exa", colaborou depois em "Para - Todos", "Fon Fon", "A Revista da Semana", "Ilustração Brasileira", "O Malho", "Tico - Tico", "Eu Vi", "Moda e Bordado", "Leitura para Todos", "Vamos Ler", "A Cigarra", "Atualidade", "Nação Brasileira", "Noite Ilustrada", "Visão Brasileira", "A Carioca", "O Cruzeiro", "Eu Sei Tudo", "Cruz de Malta", "Lusitânia", "Vida Doméstica" e em outras publicações e também em jornais.
Participou de inúmeras exposições coletivas dentre as quais: Salão de Humoristas, Rio de Janeiro, (1916, 1930 e 1948), obtendo medalha de ouro na última; Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, menção honrosa em 1941; medalha de bronze em 1952 e medalha de prata em 1968; III Salão dos Caricaturistas, Rio de Janeiro, primeiro lugar em 1945 e Salão da Sociedade dos Artistas Nacionais, Rio de Janeiro, medalha de ouro em 1951. Ganhou ainda o prêmio Vitor Meireles, em 1968 e medalha de prata em 1969.
Tem trabalhos ilustrativos em água forte, ponta seca, litografia, monotipo, verniz mole, água tinta, desenhos em carvão, brazões comemorativos, simbólicos, trabalhos em aquarela, têmpera, óleo, cerâmica, madeira, metal, material plástico, bronze, pedra sabão e barro.
Realizou trabalhos para teatros e feiras de amostras no Rio de Janeiro criando cenários, murais, placas luminosas, modelagens e pinturas em geral.
Idealizou carros alegóricos para o carnaval de algumas sociedades cariocas, ganhando em 1950, para Os Fenianos.
Possui um trabalho significativo no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, "O Brasil possui oito bandeiras".
Em 1950, publicou "Igrejas do Brasil", um livro de desenhos.
Segisnado Martins JR. é considerado como um dos grandes artistas plásticos do Brasil, pela amplitude e variedade de suas obras.